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Acho que tenho transtorno

Eu confesso que as vezes acho que tenho transtorno. Eu não sei bem se é isso, mas algo em mim realmente não é certo. Esse desabafo é grande e pode ficar confuso, eu estou escrevendo conforme lembro das coisas que envolvem ele. Desde muito jovem eu tenho noção de que eu sou estranha e isso nunca me afetou negativamente a ponto de eu ser depressiva ou coisas do tipo, pelo contrário. Eu gostava de ser diferente das outras crianças; de me exibir superior, de ver o quão tolos eles eram e ficar calada, observando. Por muito tempo eu levei isso como uma coisa normal, embora fosse criança eu não via malicia de verdade no meu jeito, eu era apenas diferente, eu cresci em uma família de mãe solteira e ao lado de irmãs, a mais nova hoje em dia ainda está com menos de dez. Não fui uma criança ciumenta, eu ajudei a cuidar das minhas irmãs como se fossem fruto do meu próprio ventre, eu gostava desse contato, e acho que fui tão cuidadosa com elas porque minha irmã mais velha quebrou minha cabeça quando eu ainda era criança, eu não lembro mas minha mae disse que eu quase morri com isso – e sofro das sequelas ate hoje-
e meu primo tentou me matar asfixiada com um travesseiro quando eu tinha uns 8, 9 anos… e ninguem fez nada porque "era brincadeira de menino". Alguns anos depois ele tentou me beijar, e eu furei ele com um prego. Eu estava com raiva, não lembro o motivo, e ele teve que esconder da mãe porque eu o ameacei de uma forma que até hoje não consigo identificar como sendo eu mesma. Esse foi o meu primeiro ataque físico, e quando voltamos para a cidade na qual resido até hoje eles se tornaram frequentes.

Eu precisei trocar de turma, normal de quando passamos de série, e na turma nova nenhuma garota gostava de mim. Um dia elas se reuniram e tentaram me bater na parte de trás da escola. Novamente ninguem fez nada, mas eu não precisei deles. Eu comecei a perseguir ela todos os dias no caminho de volta pra casa apenas pelo prazer de ver o quanto ela ficava agoniada com a sensação de vulnerabilidade, com o medo de eu dá-la uma boa surra ali mesmo onde ninguem a ajudaria. Eu gostava dessa sensação e passei a me cortar, eu imaginava que cada um dos cortes era em alguem que eu nao gostava e me divertia sentindo a dor "deles’. nesse ano escolar eu fui para a diretoria algumas vezes, tanto por brigar verbalmente quanto por atacar fisicamente os garotos que me bulinavam. isso amenizou apenas durante o ensino medio, quando eu arranjei minha primeira namorada. Eu amava tanto, foram os anos mais felizes da minha vida até ela me dispensar por mensagem de texto. Eu tentei me matar usando alguns remedios laranjas que meu neurologista havia mandado tomar, eles davam muito sono, mas minha mae acordou bem na hora e tive que fingir estar tendo outra crise de enxaqueca (eu tenho desde os 6 anos de idade). Não me matei, tentei de outras formas porque naquela altura era horrivel sentir tudo o que eu sentia, nada dava certo, e eu comecei a pensar em como seria matar minha ex namorada. eu tenho o endereço dela, sei todas as senhas da casa, seria facil chegar até lá e consumar o ato, mas acabei nao fazendo isso. foquei em homens desde então. Mas sinceramente, acho que eles so servem para foder. nao sinto falta de um namorado até hoje. foquei nos estudos e tentei seguir minha vida. e quando estava no terceiro ano fui arrastada para um matagal no caminho para o colegio. felizmente havia uma invasão ali e umas pessoas gritaram e vieram pra cima do bandido, ele me largou e fugiu. Tudo o que eu fiz naquele dia foi levantar e continuar o caminho para o colegio como se nada tivesse acontecido, e só contei isso pra minha mãe no inicio desse ano. Eu quase fui assaltada duas vezes, nas duas o bandido estava de moto e eu os encarei olho no olho como se falasse com um verme, nunca me levaram nada e eu sempre os fiz nao voltarem mais. E no fim do ano passado, fui então vitima de abuso de um homem passando dos sessenta, não tinhamos qualquer grau de parentesco ou conhecimento. ele tentou me agarrar a força, deitou sobre mim e insinuou coisas. então eu chorei como uma criança até ele acabar desistindo e me deixando ir embora. e minutos depois daquilo eu nem mesmo lembrava mais das palavras dele, era como se nao tivesse acontecido. eu falo com minhas amigas sobre isso e elas perguntam "voce nao tem trauma?" e eu não posso responder outra coisa alem de não. não tem nenhum efeito em mim, é como se as coisas acontecessem e eu pensasse de uma forma que consigo me defender mentalmente. Eu tenho pensamentos sobre encontrá-lo e matá-lo, mas nao por vingança e sim por prazer. tem dias que eu penso sobre mim e nao me entendo, e hoje eu estou um pouco mais sobria e decidi falar sobre isso em busca de uma luz. meu neurologista nunca me deixa falar sobre essas coisas e quando pedi ajuda por um psicologo ou coisa do tipo ele NUNCA me liberou o encaminhamento. eu estou presa no meio do tunel desde então. eu nao sei qual, mas devo ter algum transtorno. bipolaridade, algo assim… nao creio que seja psicopata como o google diz, eu não sou psicopata. eu tenho algo de errado, mas não sei o quê. obrigado por ler até aqui e desculpe o texto confuso, eu tentei fazer o mais brreve possivel antes que fechasse o site e desistisse mais uma vez. se puderem comentar conselhos agradeço em dobro, eu estou sendo sincera, eu sei que preciso de ajuda

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Escrito por Anônimo

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