Eu confesso que só agora entendo grande parte da minha insegurança. Medo de de ser rejeitada, criticada… Quando eu era criança não me sentia amada por meus pais, embora fôssemos uma família “normal”. Mas eu era muito xingada, meu pai dizia que eu seria “rapariga”, que eu “acabaria num brega”… eu não sabia o que eram aquelas coisas, minha mãe também era muito grossa, sempre me chamava de feia. Eu sabia que precisava estudar para ter um bom emprego e ter uma vida diferente. Nem mesmo na adolescência eu pensava em namorar, era uma CDF determinada a ter as melhores notas e a ser o melhor que eu pudesse. Hoje tenho um bom emprego, fracassei no casamento, mas tenho dois filhos lindos, que são minha felicidade. Tudo isso com o “incentivo” das das pessoas que deveriam ter me amado. Minha auto-estima, em frangalhos ao longo da vida, ainda me desafia a esquecer minhas mazelas.

