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Agressão doméstica

Eu confesso que fui estuprada por meu marido e estou arrasada, me sentindo um lixo. Tudo isso porque ele diz sentir muito ciúmes de mim e eu tê-lo rejeitado na cama. Trabalho o dia inteiro, à noite vou para a faculdade e cuido da limpeza da casa; meu marido sempre me ajuda nos afazeres de casa, é carinhoso, romântico, delicado comigo, nunca me agrediu física ou verbalmente sempre me tratou muito bem, mas de uns tempos para cá, ele tem se transformado num homem extremamente ciumento, deu para mexer e bisbilhotar as minhas coisas, principalmente em meus cadernos, livros, revistas, celular e até a minha bolsa. Vai me buscar no emprego e na faculdade, finge que vai ter de sair de casa nos finais de semana para ir ao futebol e quando menos imagino levo cada susto com ele dentro de casa. Um dia, quase tive uma parada cardíaca, ele saiu de casa dizendo que iria para o racha, comecei a faxinar a casa, passou cerca de meia hora, quando entro no quarto com a intenção de pegar as roupas sujas que estão no banheiro, meu marido sai detrás da cômoda ao lado da cama, dei um grito daqueles… Fiquei bastante nervosa, pois não ouvi o barulho dele entrando dentro de casa e achava que estava sozinha; discuti com ele, pois havia percebido a desconfiança dele comigo. Jamais traí meu marido, pois eu o amo muito. Ele passou a me proibir de usar roupas curtas, justas ou decotadas. Passou a querer sexo todos os dias e várias vezes ao dia. Sempre diz que me ama e adora me agradar, até cozinhar pra mim ele cozinha. O problema é que tenho sofrido com o excesso de ciúmes dele. Vejam só: quando acordo, ele faz amor comigo e às vezes, ele vai me buscar no horário de almoço em meu trabalho para almoçar com ele e sempre quer fazer amor, eu aceito, pois sou louca por ele e quando chego da faculdade, a mesma coisa,, tenho de fazer amor com meu marido, ele parece insaciável. Passo a semana cansada, esgotada e meu marido não entendeu quando eu disse não. Aconteceu há dois dias, estou no final de mais um semestre de aulas e na correria para entregar trabalhos e fazer provas, dar de conta dos meus afazeres do trabalho e de casa; meu marido foi me buscar na faculdade e quando chegamos em casa, ele começou a beijar, a dizer que estava morrendo de saudades de mim, do meu cheiro, de fazer amor, que passou momentos de tortura esperando eu voltar para casa… Eu disse-lhe que estava cansada e que precisava dormir, pois estava com uma baita dor de cabeça por conta de uma prova de matemática – regressão que havia feito. Pra que eu disse isso? Ele ficou descontrolado, começou a me perguntar se eu não o amava mais, se eu tinha outro e se havia transado com ele, eu disse que ele estava louco, que me respeitasse e que não tinha obrigação de ser desreipeitada e humilhada deste jeito, dei um tapa na cara dele, ele falou que não estava suportando ver os machos da rua babando toda vez que me viam passar, que via a forma como os homens onde trabalho agiam na minha frente e que os meus colegas de classe estavam dando em cima de mim, que com certeza eu tinha outro, então quebrou quase a casa inteira, fiquei apavorada, tentei correr para fora de casa, mas ele me imobilizou e disse que não iria suportar me perder, que não tinha coragem de levantar um dedo contra mim, que me amava, comecei a chorar e a pedir que ele me soltasse, que estava me machucando. Quando achei que ele fosse me soltar, ele começou a tirar minha roupa à força e a dizer que eu era dele, que ele tinha o direito de fazer amor comigo quando ele quisesse, que me amava, que era doente por mim, que eu era pior que droga para ele…. Como ele é lutador de kung-fu, conseguiu me imobilizar com apenas um braço e com o outro tirou a calça e a cueca. Eu implorei para que ele não fizesse isso comigo, mas ele não me ouviu, me deitou no chão da cozinha e começou a beijar meu corpo, a me acariciar, a me lamber, fez sexo oral comigo (nós nunca fizemos amor assim), depois começou a me penetrar e a gemer, eu só chorava, não consegui sentir prazer, apenas dor, tanto fisica como psicológica. Nunca pensei que fosse ser estuprada, ainda mais pelo homem que eu amo, meu marido. Só chorei do começo ao fim, e como demorou, pareceu uma eternidade…. Depois de ter me estuprado, ele simplesmente, deitou ao meu lado, pediu perdão pelo descontrole dele, que estava arrependido, que não tinha a intençao de me fazer sofrer, que queria morrer… Eu não disse nada, apenas continuei chorando, me sentei abraçada às minhas pernas toda dolorida pela penetração forçada, ele veio me abraçar e eu disse que estava com nojo dele, que me sentia um lixo e que queria morrer, perguntei o porquê dele ter feito aquilo comigo e o que eu tinha feito para merecer ser agredida daquela forma, que estava muito machucada; ele chorou ainda mais e quis me levar ao hospital, não aceitei, por estar morrendo de vergonha e de nojo… Fui andando até o banheiro para me livrar de toda aquela sujeira, só Deus sabe o que sofri até chegar ao banheiro, estava toda machucada, minha vagina sangrava muito, meu corpo estava todo dolorido.. Durmi sozinha trancada no quarto de visitas, morrendo de medo do meu marido. Ele ficou o resto da noite sentado na porta do quarto, pois quando acordei de manhã quase tropeço em cima dele. No dia seguinte, meu marido não foi trabalhar nem eu, então pedi para uma amiga me levar à emergêcia do hospital Antônio Prudente em Fortaleza dizendo que estava muito doente e ela acreditou, não deixei que ela entrasse em minha casa por os objetos e móveis da sala e de quase todos os cômodos estarem praticamente aos pedaços, e também não deixei que me acompanhasse quando chegou a minha vez de ser atendida, não queria passar por mais esta humilhação…. A médica me atendeu muito bem, perguntou se não queria prestar queixa, me deu o cartão de visitas dela e disse que se eu precissase era só ligar, me indicou uma psicóloga. Quando cheguei em casa acompanhada de minha amiga, ela insistiu para entrar, que estava preocupada comigo, pois eu estava muito calada e queria saber o que eu tinha, ela praticamente tomou as chaves de minha mão e abriu a porta, encontramos minha casa totamente arrebentada, meu marido caído no chão da sala, chorando muito, os olhos dele estavam até inchados de tanto que ele havia chorado…Minha amiga ficou aflita querendo saber o que havia acontecido, se tinham invadido e assaltado a nossa casa, queria chamar a polícia, perguntou se eu tinha sido agredida, se estava na hora do suposto ocorrido, eu disse que estava bem, e fiquei morrendo de vergonha de que ela ficasse sabendo que eu havia sido estuprada pelo meu marido… Qunado ele nos viu entrando parou de chorar, ficou de pé e começou a dizer que queria ficar sozinho comigo e pediu para minha amiga que nós deixassem a sós, que ele era quem tinha quebrado tudo dentro de casa num acesso de fúria, mas que estava arrependido e tinha de conversar comigo. Minha amiga me olhou bastante assustada e perguntou se eu ficaria bem e se queria ficar sozinha com meu marido. Nossa, nunca pensei que ainda tivesse coragem de ficar a sós com ele, disse a minha amiga que iria conversar com ele. Minha amiga foi embora. Ele me pediu para que fossemos conversar no nosso quarto, que lá eu ficaria mais confortável, perguntou se ainda tava doendo muito…. Quando cheguei ao quarto, sentei na cama e ele ficou a uma distância razoável de mim. Meu marido me pediu perdão mais uma vez, disse que ficou descontralado, que nós iríamos superar o ocorrido, que mudaríamos de casa, que ele iria comprar tudo o que ele havia quebrado, que não conseguiria viver sem mim, que estava disposto a fazer qualquer coisa para reparar o erro dele…. Eu disse que queria o divórcio, ele começou a chorar e a dizer que não me daria coisa nenhuma, que preferia morrer a se divorciar; eu disse que não queria viver maritalmente com um homem que havia me estuprado, que não confiava mais nele, que sentia nojo… Acontece que amo meu marido e depois de duas horas de conversa, aceitei continuar com ele. Ainda estou bastante machucada, tendo de tomar medicamentos e até já marquei uma consulta com a psicóloga. Meu marido teve de ir ao oftalmologista, pois os olhos dele estavam bastante inchados, um dia após termos conversado, ele acordou e não conseguiu abrir os olhos. Estamos dormindo em quartos separados, não sei se terei estrutura psicólogica para voltar a conviver com meu marido, será que vou conseguir voltar a beijá-lo, a abraçá-lo, a fazer amor com ele? Será que vou conseguir confiar novamente? O que dizer aos meus familiares, amigos, colegas do trabalho e da facudade acerca de minhas faltas e da minha suposta doença? Como será a minha vida de agora em diante?

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Escrito por Anônimo

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5 Comentários

  1. Olá moça !!!
    Seu desabafo é grande mas fiz questão de
    Ler até o final e de imaginar o que vc pode estar passando!!! Infelizmente vc está casada com um idiota e grande babaca … ele não te respeita e vc merece coisa muito melhor que esse lixo !!! Separa-se o quanto antes e vá viver sua vida em paz !!! Ele deve fazer escândalo e dizer que vai se matar se ele fizer isso seria melhor ainda para vc !!! Não vai viver com medo desse lixo … cuidado esses são os imbecis que cometem feminicídio com medo da mulher ser feliz com outro !!! Onde esse fdp arranja tempo para te buscar no trabalho na hora do almoço só para transar não sei … deve ser um péssimo profissional !!! Ele com ciúmes de tudo e de todos eh sinal que ele eh um verdadeiro idiota mesmo … vá embora antes de algo mais grave …. Mesmo porque sei relacionamento com ele nunca mais será o mesmo !!! Boa sorte a vc !!!

  2. Tenha coragem e procure seus parentes mais próximos, que você entenda que terão empatia contigo pelo ocorrido, e converse francamente com eles; talvez seus pais ou irmãos ou outros que você confie seguramente. Fique na casa deles, desde que eles também tenham coragem de protegê-la das possíveis agressões futuras.

    É indispensável, importantíssimo, realizar o boletim de ocorrência na delegacia, para que você seja submetida ao necessário exame de corpo de delito.

    Antes de procurar a delegacia de polícia civil, a Delegacia de Proteção à Mulher Vítima (é uma delegacia especializada para esse tipo específico de agressão) peça a ajuda da médica que se dispôs a ajudá-la. Peça a ela que te acompanhe e se ela concordar, poderá figurar como testemunha com seu parecer médico, pois ela te examinou e conhece a extensão da lesão, podendo, inclusive, colaborar para um possível exame de corpo de delito indireto, fornecendo o histórico médico de seu atendimento, caso as lesões tenham cicatrizado e seja difícil a constatação pelo exame direto.

    No curso do atendimento policial especializado, peça que sejam solicitadas as medidas protetivas, para que seu agressor mantenha-se distante de você. A medida protetiva é uma medida cautelar expedida por juiz competente, de forma liminar, que todo juiz concede sem questionamento.

    Agora é hora de adquirir coragem.

    Seja determinada, pois isso não tem indícios de que vai parar.

    Cuidado, tenha cuidado.

    Deus te abençoe abundantemente.

  3. Lamento profundamente oque te aconteceu…e lamentávelmente, vc vai deixar passar e vai voltar tudo como antes. ERRADO….CORAGEM e faça algo, antes que seja tarde demais, por favor !!…Procure AJUDA, se voce tem seus pais, procure AJUDA….deixe a vergonha de lado, centenas de mulheres sofrem isso….SEJA FORTE !!…VC é uma pessoa bem instruída, faz faculdade….AMORES vem e vão !….Não adianta voce exaltar as qualidades dele, se ele não tem, pelo menos COMPAIXÃO por voce ! Até porque, eu duvido muito, que ele sinta AMOR por voce. Posso até prever o teu FUTURO, caso vc continue !!
    Se quiser conversar mais, tudo com RESPEITO e SIGILO, venha conversar…Imagino que seja difícil pra voce, procurar um parente ou amigo…Deixo meu email.
    [email protected]

  4. Talvez vc nao venha ler esse comentário, mas seu marido tinha vontade de ser traído, mas num acesso de loucura pela vontade de ser e nao querer. Acabou perdendo a cabeça, claro que ele nao quer o divórcio, ele tem na mente dele que você é unica pra ele. Acontece com pessoas que tem esse desejo, você é a fonte de tudo que ele deseja e rejeita ele quer, mas nao quer. Sem você ele não sabe o que fazer, mas separados ou não ele vai perseguir o pensamento de que você vai ter outro e ele vai se descontrolar de novo.

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