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Ainda o amo

Bom, me apaixonei pelo meu melhor amigo há um ano e depois de um longo período de brigas constantes nos distanciamos durante quase três meses. Paramos de nos falar e quando nos encontrávamos casualmente nem sequer olhávamos um na cara do outro. O clima entre nós era horrível. Há três semanas voltamos á manter contato, mas a relação devido a tudo o que houve antes está desgastada e ele já não é mais o mesmo. Já não me procura como antes e nem fala mais comigo constantemente. Está frio e indiferente e isso por parte se tornou pior do que acabarmos de vez com a situação.
Deixe-me detalhar um pouco mais para que possas entender. Há exatamente um ano eu voltava a morar com a minha mãe e já dizia ela: Novas fases requerem novas pessoas. Esse amigo na verdade é muito mais próximo do que se possa imaginar, pois eu já o conhecia só que éramos crianças na época então, não era a mesma coisa, tudo começava outra vez, eu estava lidando com uma nova pessoa. Sem contar que ele é sobrinho do me padastro, o que dificultou mais a situação.
Sempre tive dificuldade de me relacionar com as pessoas e fazer novas amizades, não é que eu seja tímida, só não sei como iniciar relações, pois quando é a outra pessoa que vem até mim sou extremamente aberta e falante. Na época eu estava mais fechada que o normal (devido a alguns problemas familiares que enfrentava) e como ele é membro da família do meu padastro sempre esteve ali por perto então, foi a primeira pessoa com quem criei um vinculo de "amizade". No início para ser bem sincera eu não ia muito com a cara dele. Queria meio que controlar como eu deveria agir e eu detestava isso. Mas, depois de um tempo eu fui gostando da companhia e me apegando, mas, apenas como amiga ainda. Ele passou a vir me visitar mais vezes e o tempo passava voando quando estávamos juntos. Chegou um período em que eu ficava ansiosa e triste quando ele não vinha. Pela proximidade exagerada as pessoas começavam a especular que namorávamos mesmo sem haver nada entre nós. Era só amizade. Nunca demos muita importância para as especulações.
Tínhamos um lema: nossas brigas nunca serão sérias, mas infelizmente acabaram sendo. Em determinada época, ele vinha me ver todos os dias (sério, todos os dias mesmo, e passava todo o fim de semana também) Ano passado fizemos Enem pela primeira vez então, ele decidiu vir dormir comigo para irmos juntos no outro dia já que os lugares da prova eram próximos.( Ele acabou dormindo na mesma cama que eu) Não houve nada de mais nessa noite, até porque éramos apenas amigos. Era praticamente um irmão. Foi até estranho dormir com ele, mas, passou. Fizemos a prova e chegamos em casa exaustos. Jantamos e caímos na cama como pedras. No outro dia a prova foi tão estressante quanto o primeiro só que dessa vez saímos em família (Eu, minha mãe, meu padastro, meu irmão e ele) como não estamos tão cansados e não haveria aula para ambos no dia seguinte ele resolveu passar mais uma noite conosco. Dessa vez ele começou a acarinhar meus pés junto aos dele e manter um pequeno contato. (em um momento da noite acordei e o encontrei acarinhando meu cabelo, não sei se seu objetivo era me acordar ou simplesmente fazer carinho).
No dia seguinte minha família resolveu ir pescar (sim, minha família insiste nesses tipos de programas. Eles geralmente não pegam nada, mas, adoram essa “via natural” como eles mesmo intitulam) depois da minha mãe pedir muito pra que ele fosse (porque essa me via muito sozinha) ele acabou aceitando ir mesmo detestando praia. Foi divertido, enquanto minha mãe, padastro e irmão tentavam pegar algo fomos até um pequeno bosque (não aconteceu nada mesmo naquele momento no meu intimo, eu desejava que acontecesse) quando voltando para casa já exaustos no fim do dia, ele veio durante todo o percurso de carro com a cabeça deitada no meu ombro mantendo um contato nunca feito com tanta intensidade antes (senti que foi diferente). E antes de ir embora tomei uma liberdade que antes não fiz com ninguém, ele deitou no meu colo e fiquei lhe fazendo cafuné.
A partir desse dia ele passou a vir quase todos os fins de semana dormir comigo além, de ter passado a ser cada vez mais carinhoso também, mas teve um dia em especial. Meu irmão sempre foi muito ciumento (ele tem apenas 9 anos) então esse implicou tanto com a presença do meu amigo que ele resolveu ir embora. No dia seguinte, ele veio outra vez todo triste(o que segundo minha mãe que o conhecia melhor, não era de seu costume) e até começou a chorar na frente de todo mundo quando a minha progenitora deu-lhe um sermão quanto ao meu irmão e que ele deveria ver que esse não passava de uma criança para ter de se comportar daquela maneira. Por um bom tempo ele me considerou uma prima mesmo não sendo , mas depois de alguns acontecimentos ele esqueceu esse termo e eu era só sua melhor amiga como ele mesmo intitulava. Nesse dia ele chorou mais que o normal (estava frágil e triste) então o consolei, todos já soltavam piadinhas a nosso respeito então, ele perguntou se eu queria que dormisse comigo e se gostava, respondi meio envergonhada que sim então, ele ficou. Abraçamos-nos algumas vezes, ele ficava deitado no meu colo me alisando (geralmente minha coxa naquele dia, o que também foi algo novo para mim) quando fomos dormir ele me abraçou duas vezes e recuou mas, me manti estática sem mostrar nenhum sinal de retribuição. No dia seguinte na hora de ir embora, eu não queria que ele fosse e quase que meio do meu subconsciente puxei sua mão em sinal de protesto e ele me abraçou forte, falando: tenho que ir.

Noite seguinte foi aniversário da sua prima, então toda a família foi. Na mesa da festa, ele olhava constantemente para mim e em meio a uma conversa aleatória entre todos olhou sorrindo e falou: mas é tão linda. Eu comecei a sentir algo anda mais forte e diferente a partir daí. No fim da festa ele deitou no meu colo e fiquei acarinhando seu cabelo, o que em algumas vezes ele alegou que ninguém nunca havia feito isso nele e que gostava que eu fizesse.
A partir desses momentos passamos a ficar cada vez mais "próximos" e as especulações de que tínhamos algo só aumentavam. Até a minha mãe me perguntou se eu estava apaixonada por ele por conta da minha mudança de comportamento, mas neguei porque, ainda não conseguia definir muito bem meus sentimentos. Certo dia quando relatei uma cena meio que de ciúmes da parte dele com um outro amigo meu minha mãe me disse que a própria mãe dele a relatou que achava que esse estive apaixonada por mim o que fez meu coração acelerar tão subitamente que não sabia mais o que pensar.
Com o carinho e proximidade próxima, comecei a realmente admitir para mim mesma que estava apaixonada e achava que esse sentia o mesmo. Sempre que podia ele me tocava, passei a sempre fazer carinho e acho que o acostumei a isso já que ele já era bem carente. Carinhos trocados, olhares, o sentimento só aumentava, as especulações também e a minha dúvida nem se fala, até que chegou uma noite em que não aguentei mais e me declarei. (mesmo que por pressão dele).
infelizmente não foi recíproco. Eu estava com um sentimento tão a flor da pele que naquela noite em que ele veio dormir comigo outra vez não suportei e comecei a fazer carinho em seu rosto, peito e pescoço, havia momentos em que ele sorria e me abraçou. Ele estava acordado. Começou a dizer que sabia o que era, que eu havia dado sinais, mas, queria escutar da minha boca, me pressionou tanto que acabei contando. Ele foi extremamente carinhoso e disse que só me via como amiga, como uma irmã.
—te vejo como uma irmã, N. Minha melhor amiga… Eu queria te dar um beijo, mas tenho vergonha.
—não precisa. – falei. Eu estava em prantos. Dilacerada. Fiz-me de durona no momento, mas meu coração doía. Conversamos por um tempo sobre, até que ele disse.
—queria que as pessoas fossem mais como você, N, gostassem de verdade de mim. – além disso, falou várias outras coisas, me elogiou, me fez carinho e quando disse que pararia de fazer carinho nele por conta da situação, ele falou.
— não, eu gosto quando você faz carinho em mim.
Depois de um tempo esse pediu para se deitar em cima de mim então, cedi. Eu estava de brussos e ele se deitou sobre minhas costas,pediu para que eu levantasse as pernas e enrosco as dele nas minhas enquanto sentia sua respiração no meu pescoço. (senti o membro dele na minha bunda pela posição) depois ele disse: vem, vamos dormir de conchinha e pediu para que eu o abraçasse por trás e assim ficamos até o amanhecer.
Após essa noite tudo entre nós mudou e ficou estranho. Na semana seguinte fui passar Natal com minha avó e pensar no ocorrido. (Não aguentava mais de saudades longe dele) quando voltei à indiferença entre nós era perceptível.
Em um momento que estávamos juntos, meu amor platônico deitou perto de mim enquanto eu me mantinha sentada, ele desabotoou um botão da minha blusa e perguntou: ainda lembra-se daquela noite? Eu queria parecer estar por cima e disse que já havia superado, mesmo meu coração gritando para que eu falasse a verdade. (ele sempre detestou isso em mim, eu não conseguia expor meus sentimentos de verdade).
Passou um tempo e nossa relação melhorou um pouco, ele voltou a dormir comigo, mas, só que mais afastado mesmo de vez em quando aceitando o carinho que eu insistia em fazer. Houve uma noite ( a última que dormimos juntos) foi bem estranha. Ele jurou que estava dormindo. Eu comecei a acarinha-lo bem mais do que a primeira vez, beijei seu peito e pescoço de leve até que fui mais ousada e desci minha mão até sua região íntima (nunca fiz isso com ninguém, juro. Ele foi o primeiro) Comecei a alisa-la e depois masturba lá de leve, em certos momentos a respiração dele era mais profunda enquanto minha mão estava ali. Coloquei a perna sobre a dele e o puxei mais para perto. Em certo momento sua mão pousou em minha parte íntima e a acarinhou( nesse momento achei que estivesse acordado, mas ele alega de pé junto que dormia profundamente, ate hoje jura isso) você acha quer ele realmente estava dormindo?
Nossa relação passou a ficar mais estranha ainda depois disso. Passei a cobrar coisas sem necessidade dele; como explicações para tudo, passei a ser muito ciumenta ( a ponto de exigir que ele falasse com quem conversava, mas ele também tinha disso, queria saber com quem e o que eu conversava então, eu pegava o celular dele da mesma forma que ele pegava o meu, assim naturalmente, com consentimento de ambos, ele sempre dizia, quando pessoalmente olhava no fundo dos meus olhos e meio que sorria com esses falando; não precisa ter ciúmes) até que chegou um ponto que sempre estavam ao brigando mas, por whattsap, mas sempre fazíamos as pazes(confesso que muitas vezes comecei as brigas por besteiras) até que chegou um dia em que não deu mais e rompemos o resto de amizade que restava. Humilhei-me muito naquela noite implorando para que ele não me deixasse, ele aceitou por fim, mas na manhã seguinte mandei uma mensagem acabando com tudo.
Passamos quase três meses sem nos falarmos. Sofri muito nesse tempo. Até que soube que ele havia sofrido um pequeno acidente(havia se queimado), mandei melhoras pela sua mãe ( que na época achou que ele estivesse apaixonado por mim). No dia seguinte havia uma mensagem dele: oi, saudades. Conversamos pouco e na maioria das vezes eu iniciei a conversa( o que geralmente ele fazia antes) agora ele está distante e indiferente o que dói mais do que ter continuado sem nenhum contato.

Ps: Essa é apenas parte da minha confissão

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Escrito por Anônimo

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Deus é um ser do mal e tem que ser desprezado.

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Queria ser corno, mas minha mulher não quer dar pra outro de jeito nenhum!!!