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Além de vagabunda, me sinto suicida

Eu confesso que me sinto aprisionada pela minha família. Eu não consigo agir como eu queria agir. Eu não consigo terminar meu relacionamento de seis anos. Toquei no assunto com minha mãe e ela começou a se sentir mal fisicamente, doente, me ligou preocupada. Eu me sinto culpada de fazê-la sofrer por uma coisa idiota como essa, que é a do meu relacionamento. Ela simplesmente não aceita que eu não me sinto feliz e quero sair dele. Eu não sinto prazer com meu parceiro mais, eu não o vejo como homem, mas como um amigo, com quem eu passei muito tempo. Algumas vezes quero abandoná-lo e viver uma vida diferente, livre de relacionamentos, para me conhecer. Outras vezes eu enxergo que não sou uma boa pessoa (só por pensar em terminar, sentir prazer por outros homens, ter vontade de ficar sozinha), tenho gênio difícil, não sou bonita, não sou interessante e já estou ficando velha demais para conhecer alguém legal, então deveria permanecer onde estou exatamente e pronto. Deveria ficar com ele, na cidade onde estou, viver a vida que eu tenho que viver, para que todos se sintam orgulhosos de quem eu vou me tornar. Eu me pergunto se em algum momento acreditando que esse é o plano ideal de vida para mim, eu vou viver feliz assim. Eu me pergunto se existe alguém que se sinta satisfeito com o relacionamento que tem, que seja feliz com quem escolheu dividir a vida. Será que existe algum relacionamento que tenha durado por algo além de comodismo? Falar em amar alguém me dá vontade de rir, falar de viver com quem te passa segurança e te atura eu entendo. Algumas vezes eu desejo morrer pelas coisas ruins que eu penso e fiz. Eu me distraio trabalhando e estudando, mas já tive crises de não conseguir sair da cama. Queria me sentir menos mal de ser tão ruim. Queria morrer, na verdade.

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Escrito por Anônimo

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