Eu confesso que possuo um coração doente, não dessas doenças estudadas pelos cientistas e que é tratada com remédios, mas sim de doenças da alma, que só há uma pessoa que possa curá-las, que todos nós, mesmo no fundo, sabemos quem seja.
Estou atrás de cura pelos meus próprios esforços, mas é em vão, como por exemplo, deitada na cama em um quarto escuro sem nenhum barulho, fico a pensar em como posso ser tão egoísta, com tantas pessoas com problemas maiores, mas é normal, aprendemos nas escolas com os amigos, com a família, que é normal termos um pouco de egoísmo no coração, mas e quando chega um momento que você não quer mais isso para sua vida? E quando você fala “quero ser mais humilde, mais amorosa, afinal quem sou para pensar que o mundo gira em torno de mim?”
Em um mundo como o de hoje, com as crianças cada vez mais precoces e mais mal educadas, o que posso fazer para o meu coração não ficar doente? O mal de hoje em dia é a depressão, as síndromes de variados tipos que tem por aí, que se medica com calmantes fortíssimos, sendo que todos nós possuímos um remédio bem mais eficaz, e não prejudicial aos restos dos órgãos e à personalidade, que é DEUS.
Em um mundo como o de hoje, cheio de luxúria, onde as mulheres querem usar apenas roupas de grife cara, que nada mais são que pequenos pedaços de panos, que dizem ser vestidos, no valor de R$ 300,00 ou R$ 400,00. As pessoas que querem ser melhor a cada dia e tentar não deixar o coração adoecer como eu, que foram criadas em um mundo como esse, tentam não se deixar infectar por esses pensamento, mas é esforço em vão. Para quê comprar roupa de R$ 300,00 se o de R$ 30,00 é o mesmo tecido e a mesma qualidade? Para mostrar que você teve sorte de nascer em um berço um pouco mais abençoado de fartura que o outro, e assim, ensejar que o outro, o próximo, nasceu menos afortunado, sinta inveja do que você tem?
E sabe que inveja não é bom para o coração de ninguém. A luxuria é o mal das mulheradas hoje em dia. A Televisão, a revista, o mundo da moda, em vez de valorizar a inteligência de cada um, ou de cada um ser diferente, eles querem que todos sejam iguais, se vistam iguais, dependendo da tendência da moda. Olhando por um outro ângulo, chega a ser patético.
Mas eu faço parte de um mundo patético como esse. E o que eu quero? Quero mais humildade, mais amor no coração, quero paz de espírito, quero a experiência de um ser de 200 anos, quero não me importar com coisas bestas, com briguinhas bestas que só causa perda de tempo, quero preencher meu tempo ajudando a quem precisa, e não são poucas pessoas, quero fazer novas amizades, amizades diferentes com pessoas de variadas idades, entender o pensamento de cada uma delas e o medo, quero não depender de ninguém somente de Deus, quero ter mais fome Dele e sede, quero pregar seus ensinamentos, quero poder ter dinheiro pra ajudar o próximo e não envaidecer meu coração por tê-lo e sim agradecer a Deus, por que foi graças a Ele que tenho minha vida, hoje do jeito que é e o que virá no amanhã, quero entender que por mais ruins que os meus problemas são, eu não estou sozinha, isso aqui é uma passagem, não a vida eterna, e não quero ajudar os outros só porque irei me sentir bem, como algumas pessoas falam que o ser humano é egoísta, e sim, porque Deus quer que nós nos ajudemos. Apenas fazendo o meu dever, de coração. Não sou nem a primeira pessoa que já sentiu vontade de morrer, nem a última, mas quero tratar para que esse sentimento não volte mais. Não quero me preocupar com briguinhas do tipo, ciúmes de namorado, não quero ter que ficar me preocupando com ele, e o que ele esteja fazendo. Um coração livre, para todo o sempre.
Amém.

