Sabe quando vc encontra aquela pessoa que te completa, que faz suas mãos suarem, que faz aparecer aquele frio na barriga, que faz brotar de ti o sorriso mais bobo e sincero, mas ninguém pode notar? Então, aconteceu, acontece comigo, e com ele também. Eu aprendi a amar ele de forma incondicional, de forma a suportar o silencio de uma felicidade, e o grito de um verdadeiro amor. Aí vc se pergunta, quem será ele? É vc é capaz de estar pensando certo, de uma certa forma é casado, mas não com uma mulher que nem eu, e sim com Cristo, que acho que deve ser um rival ainda maior. É é sim um padre. Foi mais forte do que nós, tentamos de tudo, mas aconteceu, o primeiro beijo, a primeira vez, e eu me entreguei fazendo dele meu primeiro homem, sentindo o primeiro toque. Depois daquele dia, todos os meus julgamentos em relação a quebra do celibato dos padres, ou das freiras mudaram. Todo aquele pensamento de que o melhor era eles não se envolverem num casamento, foi desmanchado. Percebi que não é a mulher (comk muitos pensam) que provoca aquilo, percebi que eles lutam muito para manter aquela promessa feita frente a um bispo e uma comunidade inteira. É um martirio viver assim, na primeira vez quis recuar mas ele me disse que S. Agostinho disse "AMA E FAZ O QUE QUERES", quem faz algo por amor tem sempre (em parte) o sorriso de Deus. Ficar longe dele está se tornando cada vez mais dificil, eu nunca pensei que amar fosse assim. É, eu amo, eu amo sim, não quis aceitar, tinha medo do que poderia se tornar, tive receio que doece aqui dentro caso fosse apenas eu a sentir isto, mas eu amo e por mais que eu queira não vou poder negar isto, pela primeira vez deixei que a coragem fosse maior que o medo, pela primeira vez deixei-me levar.
E se isto acabar, se isto doer, vai ter valido a pena, porque pelo menos Deus deu-me o prazer de sentir-me pertencente a alguém, e ao mundo que eu mesma criei.

