em

amor e medo

Eu confesso que me apaixonei perdidamente por um forasteiro de uma cidade pequena. Um estrangeiro que veio ao país em busca de um amor.
Antes de conhece-lo já sabia muito dele, pela boca dos outros: mulherengo, sem vergonha, fanfarrão, entre outras coisas, foram as características que me foram apresentadas.
Depois de um tempo, nos encontramos…. Conversamos, ficamos e depois partimos pro namoro série, pensando até em casamento.
Com ele fui muito feliz… Nos encontrávamos no nosso lugar especial, passeávamos, namorávamos, aproveitando todo o tempo que tínhamos juntos.
De repente, o conto de fadas desmoronou…. Ele começou a gritar, me ofender, reclamar de tudo, colocar a culpa de tudo em mim.
Os gritos ficaram cada vez mais constantes, mas o meu amor não morria. Ele permanecia vivo, aceso como a mais alta labareda de fogo.
É só uma fase ruim! Eu pensava…. Mas essa fase nunca mais passou.
Agressividade aumentava cada vez mais…. O sexo também, ele sempre queria mais e mais… Quando ficávamos o dia inteiro juntos, eram quatro, cinco até seis vezes por dia… tudo só pelo gozar.
Acabei por me sentir um objeto, um simples instrumento para ter prazer…
Sensação que combinada com os gritos e ofensas crescentes fazia com que eu me sentisse cada vez mais humilhada…. O que eu sou pra ele? Quantas vezes pensava.
Mas, o meu teimoso amor não morria.
Completando o pacote vieram a posse e o ciúme. As mensagens de celular ou de redes sociais já não eram mais privadas. Ele queria ter acesso a tudo. Qualquer brincadeira inocente com amiga online era motivo pra desconfiança e mais gritos.
Consegui um trabalho de repente, ele não queria que eu trabalhasse, já que não estava no nosso combinado.
Pensamos em morar juntos na casa dele… Logo começaram as delegações: Agora que vai ficar aqui , já sabe o que fazer… Trate de deixar tudo limpinho, disse ele, com uma certa agressividade.
Desisti de dividir o teto com ele. Íamos juntos, cada um no seu canto.
Os encontros, antes românticos e carinhosos, agora eram só para sexo, numa equação bem simples: chegar na casa dele, tirar a roupa e mandar ver.
Mas, mesmo assim meu amor vivia.
No fim, após espiar uma conversa entre amigas, o já inevitável fim veio da maneira mais dolorosa: com um agarrão no braço e uma imprensada na parede, tudo acompanhado com muitos gritos.
Essa foi a minha linda, louca e amedrontada história de amor… e apesar de tudo eu ainda o amo, muito.
Minha cabeça me diz pra me afastar, mas meu coração quer voltar correndo pros braços dele, com esperança de que tudo vai voltar a ser como antes. Porque meu Deus? Porque?

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Escrito por Anônimo

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