Conheci ela em meados de 2012, estava me relacionando com alguém nesse período. Ela só tinha 13 anos e eu, quase 16. Claro que logo que nos vimos acabamos nos conectando. Tanto que no mesmo dia que nos conhecemos, fomos dormir na casa de uma amiga e era noite do pijama. Ela dormiu a agarradinha comigo, mas não rolou nada. Depois disso, ficamos 2 anos sem ter nenhum tipo de contato. Ela me achou em uma rede social, postou uma foto dela e me marcou. Achei estranho ela sumir tanto tempo e depois me marcar naquela foto. Logo após, fiquei sabendo que ela e um colega que era da minha sala estavam se conhecendo, fiquei feliz já que eu conhecia ela é achava eles dois legais juntos. Depois de um tempo, mais ou menos um ano eu terminei com a pessoa que eu estava me relacionando aí ela começou a me chamar pra ir à casa dela. Eu sempre aceitava e ia com meu irmão. Na minha mente meu irmão gostava dela e ela já não tava mais com esse meu colega da escola. Fomos a churrascos, sociais, resenhas com os amigos e ela sempre estava lá. Eu percebia que ela me dava umas olhadas meio estranhas mas eu relevava e ficava empurrando meu irmão pra cima dela. Até que um dia ela resolveu abrir o jogo pra mim. Logo que eu saí da casa dela, recebi uma mensagem no celular. Ela me perguntava o por que que eu ficava jogando o meu irmão pra ela o tempo todo. Eu numa boa respondi: Porque ele gosta de você, qual o problema?
Aí ela disse: mas eu não gosto do seu irmão, não desse jeito que você quer ou que você pensa. E eu disse que tudo bem então. Mas aí ela continuou: você ainda não percebeu né? E eu respondi que não. Aí ela disse: eu não gosto dele porque na verdade eu gosto é de você. Sério, naquele momento eu fiquei aflita dentro do carro, olhei pro meu irmão e pensei : nossa, essa menina tá muito louca. Logo depois disso, nós continuamos a nos falar mas eu sempre achava uma bobagem ficar tocando naquele assunto mas toda vez que nos víamos ela sempre queria me tocar, ficar me abraçando até porque era a única coisa que podia fazer. Algumas vezes eu ficava com uma impressão de que ela queria arrancar um pedaço meu e levar com ela. Passou-se mais um tempo e nós nos afastamos porque ela precisou se mudar para outra cidade e aí só dava pra manter contato por redes sociais, o que já verdade eu detesto porque nunca é a mesma coisa. Mesmo assim, eu gostava de conversar com ela mas depois de um tempo ela começou a sumir. Me falou que tinha problemas pra se relacionar, porque enjoava das pessoas e tal. Ela sumia dias e eu ficava super aflita sem saber notícias. E daí que quando ela voltava, ela dizia que estava apaixonada por mim, que nunca havia sentido aquilo por ninguém. E eu não podia fazer nada porque eu não sentia nada daquilo por ela. Eu respeitava ela, tinha carinho por ela e pela família dela. Daí eu nunca me apaixonei por ela, mas com o passar dos anos até agora….comecei a ama-la. Como mulher, como pessoa. Foi quando me confessei pra ela, não sei se foi a pior coisa que eu possa ter feito. Talvez eu nunca saiba essa resposta. Mas eu disse a ela que eu não tinha sentimentos por ela mas que eu amava ela como minha irmã e ela entendeu e disse que também me amava. Mas no meio do ano de 2014, fui me encontrar com ela e na hora de ir embora ela me beijou e foi totalmente diferente de tudo o que eu já havia experimentado. Parecia um imã me puxando pra mais perto dela, a boca macia, o beijo suave. Jamais imaginei que me sentiria daquela maneira, não com uma mulher. Foi intenso, foi maravilhoso. E na hora que fui subir nos degraus do ônibus ela me puxou pelo braço e me beijou novamente, na frente de todos que estavam ali, sem ligar pra nada nem ninguém. Aí foi inevitável pra mim não pensar naquilo tudo depois. Depois nos encontramos num show mas aí ela já estava esquisita comigo, não sei se estava enjoada. Tentei beijá-la dessa vez mas não fui correspondida. Até então não estava rolando nada sério entre nós. Éramos só amigas num show. Dormi na casa dela e fui embora no outro dia com uma dúvida ENORME na minha cabeça: Mas o que essa menina quer comigo?
Comecei a me relacionar com um rapaz já que com ela eu não tinha certeza de nada. Nós conversavamos mas ela sempre era indiferente, dizia que os pais não poderiam descobrir, nem os amigos. E eu procurava entender a situação dela e deixava pra lá. Não tocava em assuntos como: como namoro, essas coisas. Ela continuava sumindo. E eu sempre ficava me martirizando pensando que talvez fosse eu a culpada pelo sumiço dela, que eu fiz algo que ela não gostou. Passei um bom tempo pensando essas coisas e me torturando por isso. Ela sumiu durante seis meses, nós brigamos feio e já tem dois anos que nós não nos vemos. É triste, dói em mim mas quando volto a falar com ela são aquelas mesmas promessas vazias: vamos marcar um encontro, a gente precisa se ver.
Sim, depois desses seis meses voltamos a nos comunicar via rede social. Nos desculpamos uma com a outra, ela disse que me amava demais e sentia muito por tudo. A mãe dela viu as mensagens e declarações que ela me mandou nesse dia e disse que ela teria que se assumir e contar para o pai. Eu fiquei aflita com toda aquela situação e contei pra minha mãe tudo, tim tim por tim tim. Minha mãe perguntou se eu gostava dela mas eu não soube dizer, disse apenas que eu a amava.
Ela disse que se resolveu com a mãe dela e ficamos numa boa. Tanto que ela disse que se assumiria pra ficar comigo mesmo com a desaprovação do pai. Estamos bem por enquanto, ela continua com os sumiços mas eu já superei essa fase e hoje levo numa boa. Quando ela volta a falar comigo, me manda umas fotos bem provocativas, de várias formas e várias posições. Ainda não nos encontramos, estamos marcando. Não é uma história feliz, também não é uma história triste. Eu, sinceramente espero que eu, ela e esse amor todo nos una novamente. Seja como for, como amigas, como irmãs de alma, como namoradas. Apesar de tudo que eu já passei com ela, eu estou feliz por ainda ter ela na minha vida então aceito como a vida quiser. Obrigada por lerem 😉

