Eu confesso que Eu confesso que, desde criança sinto uma infelicidade terrível, me foram tirado varias coisas… Meus pais com 11 anos (Morreram), meu tio desde pequena passava a mão em mim. Quando meus pais faleceram, morei com meus padrinhos, minha madrinha me xingava o tempo todo sem motivos, até que um ano depois da morte de meu pai, não resisti e tentei me matar com 12 anos de idade. Fiquei internada por um longo tempo, fiz acompanhamento com psicólogos por uns seis meses. Logo que me recuperei bem, minha madrinha me mandou passar uns dias na casa de minha vó materna, aonde morava esse tio. Foi a pior faze da minha vida, na primeira semana que eu estava lá, meu padrinho foi lá e mandou buscar as minhas coisas, eles me largaram naquele lugar com aquela família cruel sem dó alguma, como se eu fosse uma sacola. Na primeira semana, esse tio me deu um soco na cara na frente da minha avó, e ela não vez absolutamente nada. Esse cara me batia muito, e passava a mão em mim todas as noites e eu não podia contar a ninguém. Ele ameaçava matar meu irmão, e dizia que ninguém iria acreditar em mim. Um dia ele me bateu tanto, mas tanto que eu cheguei a desmaiar. Ele me dopava. Eu sofri até meu 16 anos com isso. Minha irmã emprestada (filha dos meus padrinhos), me tirou de lá, mas eu nunca contei a ninguém sobre isso, e é uma coisa que até hoje não consigo falar. Infelizmente, em menos de seis meses minha irmã se separou e, tivemos que voltar nós três para casa dos meus padrinhos, eu ela e sua filinha. Logo, voltaram as implicâncias de minha madrinha comigo, eles nunca me batiam, mas ela implicava de mais comigo, não conseguia entender, por que de uns anos ela passou parece que a me odiar. Meu padrinho era de mais, eu o amava muito, e minha irmã nem se fala. Então ela inventava coisas para eles brigaram e me castigarem, sem que eu tenha feito absolutamente nada. Quando estava com uns 17 pra dezoito, não aguentei mais minha madrinha. Era muitas brigas e pedi para voltar a morar com minha vó, mas só por que ela estava a morar somente com meu irmão mais velho. As coisas começaram a melhorar, consegui um estagio no banco por 2 anos. Logo que terminei o estagio, fui contratada num ótimo emprego por indicação do banco. Eu amava o que fazia, mas me sentia muito infeliz naquela cidade, desde pequena imaginava que quando crescesse ia ir embora sem olhar pra traz. Até que esse dia chegou, meu irmão do meio(meu melhor amigo e tudo pra mim), já tinha se mandado com 16 anos. Eu queria muito, mas era muito medrosa, vocês não conseguiriam imaginar a pressão psicológica que me faziam. Permaneci por pouco tempo nesse emprego, vim passar uns dias na cidade onde meu irmão estava morando e me encantei pelo lugar, imagina um lugar aonde é tudo lindo, ninguém me conhecia, ninguém me xingava. – Ei, eu sou maior de idade, chegou minha hora de ser feliz! Voltei na minha cidade, pedi demissão e disse para minha vó que ia passar as férias na casa de meu irmão. Fiz minhas malas, e nunca mais voltei. Claro ligo, mantenho contato, mas nem penso em voltar. Hoje, fazem quase cinco anos que esse tio esta preso, e que fui embora de lá. Estou com 22 anos, trabalho, tenho ótimos amigos. Não consigo ter um relacionamento serio com ninguém, quando começo a gostar, logo passa, pois me vem uma sensação de que vou me aprisionar novamente. Tenho uma vida, boa, costumo pensar que sou sortuda, pois apesar de tudo que passei, não casei e tive filho cedo, não uso drogas, tudo é bom. Mas sinto uma imensa vontade de chorar todos os dias, do nada sinto uma grande infelicidade e sozinha, apesar de estar sempre sorrindo, meu amigos me acham muito divertida e engraçada, mas quando estou sozinha em casa com meu cachorro, choro, mas choro muito. Meu padrinho, morreu logo que eu fui embora, e a poucos meses descobri o porque minha madrinha parecia me odiar. Ela sentia ciúmes de meu padrinho e eu, pode acreditar numa coisa dessas??? Ela, fez de minha vida um inferno durante anos, por que na cabeça doente dela achava que eu queria ficar com ele. Isso é nojento, o cara foi um puta pai pra mim, ele era um homem bravo, daqueles antigo, mas nós nos dávamos muito bem, quando fui embora da casa deles pela ultima vez, ele quase morreu chorando. Meu coração sangrou muito, pois não queria fazer meu segundo pai sofrer. Ele ficou tendo ataques epiléticos quase que diariamente por isso. E agora descubro que a mostra pensava uma coisa nojenta dessas de mim. Hoje, em dia eu me relaciono muito bem com as pessoas, estou sempre brincando, mas essa tristeza dentro de mim parece interminável. Obrigada a todos pela atenção, eu só queria desabafar com alguém. Mais uma vez, muito obrigada.

