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Aquele sentimento de que você nunca vai ser amada como filha.

Minha vida nunca foi fácil e sei que tem vidas muito mais difíceis, mas conta disso eu tenho que ficar alegre?
Meu pai quando novo era um homem maravilhoso e inteligente mas então ele se apaixonou pela minha mãe que na época era um mulher de programa, o amor é belo, realmente é, mas esse amor acabou não só com a vida dele como também com a minha.
No começo tudo foi perfeito como em um conto de fada, minha mãe virou uma moça "comportada" e começou a viver com meu pai, após uns anos minha irmã mais velha nasceu e depois veio eu, parece que quando eu cheguei tudo desandou.
Na gravidez da minha irmã foi maravilhoso, minha mãe se cuidou e fez tudo direitinho, mas comigo não, ela bebeu, fumou cigarro e fez exercícios demais, resultado? Ela adoeceu quando eu nasci e eu fiquei com animia profunda por não receber leite materno.
Mas ainda assim não posso reclamar muito da minha infância, tirando pelos trancos que todos sofrem até que ela foi divertida, mas então como se fosse um dia de sol antes da tempestade tudo aconteceu, com 6 anos minha mãe ficou viciada na internet e meu pai virou um alcoólatra, brigas violentas entre os dois virou uma rotina exaustiva e dolorida de todo fim de dia, minha irmã mais velha só chorava enquanto eu corria pela rua pedindo ajuda.
Toda a minha família diz que é minha culpa meu pai beber, pois quando nova ele me levava para os botecos e eu não fazia nada, ora essa, o que eu deveria fazer?
Meus pais nunca foram casados e meu pai sabia muito bem que minha mãe o traia, mas ele a amava e não conseguia de maneira alguma deixar dela, quando tinha oito anos ela engravidou de um cara qualquer na balada, meu pai então se afastou.
Quando a bebê nasceu minha mãe a vendeu, mas logo depois entrou em depressão e ordenou que devolvessem a filha dela, nesse dia escutei meus familiares discutindo e pelo vinco da porta ouvi a voz de minha vó dizendo: "Deixe de ser o que não é, você já devia ter dado a SoulOfDreams quando ela nasceu, ela só é um peso para sua vida e a do meu filho!", e então eu soube que eu não era nem bem vinda e nem amada.
Aos 10 anos minha mãe já tinha caído nas drogas, meu pai já estava doente de tanto beber e as brigas entre os dois eram ainda mais violentas, eu cansei, após levar mais uma surra de minha mãe por motivo nenhum aparente a não ser ela ser louca eu falei contei tudo para a direção do meu colégio que acreditava que minha mãe estava morta pelo fato de que depois dos meus seis anos ela nunca mais apareceu na escola, após isso o conselho tutelar apareceu e eu fui morar com minha madrinha(Tia), tudo estava bem eu e minha prima nos dávamos bem e ela me ajudou e me deu amor materno, algo que eu não tinha a muito tempo, mas então meu mundo de conto de fadas desabou novamente, minha mãe mandou minha irmã mais velha embora e ela veio morar conosco, mas entendam, eu amo minha irmã mas ela criou uma crosta cheia de espinhos para se defender e não percebe que com certas pessoas se ela não se desarmar vai acabar por machucalas, além disso ela se acha superior a qualquer pessoa que seja mais nova e não tem vergonha de julgar e até mesmo intimidar.
As brigas entre ela e a nossa prima se tornaram tão frequentes quanto às dos nossos pais, brigas interruptas que em muitas delas, eu aceito, também estava envolvida.
A partir dali minha vida foi mudar de família a cada vez que se enchiam de mim, talvez elas esqueçam mas eu não, afinal é difícil esquecer quando você foi tratado como um cachorro vira-lata.
Aos 12 quando morei com um tempo com meu pai, em uma tarde chuvosa após ele ter bebido muito mais do que podia aconteceu a queda do penhasco, talvez ele não soube-se o que estava fazendo, mas ainda assim o fez, ou quase, acordei na hora e o parei, sim, ele tentou me estuprar.
com 13 entrei em uma briga no colégio e fui mandada embora de casa, morei durante 1 ano e meio com minha mãe, mas após levar mais uma surra e ser deixada em casa sozinha com apenas uma criança de 4 anos durante três dias eu fui até uma delegacia e a denunciei.
Com 14 anos voltei para minha cidade natal e fui acolhida por uma Tia, eu a amo e agradeço por isso, agora com 16 anos ainda moro em sua casa, mas a problemas, é claro.
Minha prima mais velha me odeia e não se enporta em esconder isso, de xingamentos a ameaças.
Ela se preocupa de mais com o que os outros pensam e acaba não só se oprimindo mais também as pessoas ao seu redor.
Não posso sair de casa para nada a não ser ir a escola ou ao médico.
Eu gosto da cultura Asiática mais minha tia não aceita isso, ela odeia a globalização, e me proíbe totalmente de falar, ver e escutar sobre isso.
Meus tios são Rascistas, Homofobicos e também praticam bullying, sim, mesmo com essa idade, mas eu acredito que cada pessoa tem o seu direito pessoal de ser, agir e viver do grito que quiser, ela não aceita isso é fala que ser eu fosse alguma dessas coisas ela cortaria relações comigo.
Minha tia tem três filhas e todas moram com ela, a mais velha é formada na falculdade mas que parou tudo para arrumar os preparativos para o próprio casamento, a do meio cursa a faculdade e mais nova está acabando o colégio, ambas não ajudam quase nada no serviso de casa só sabem mandar e xingar, elas respondem a própria mãe e mentem na cara dela, mas quando eu faço um terço disso parece que o mundo vai acabar e quase sempre eu apanho por isso.
Eu sou pequena e gordinha e minha primas são altas e bonitas, sofro muito com isso além do fato de que vez ou outra quando a mais nova fica brava eu sempre fico com ematomas doloridos das surras que ela me dá.
Eu quero entrar no exército brasileiro mas não tenho como treinar e nem estudar pois minha tia me proíbe de sair de casa e toda vez que eu falo sobre a EsPCEx ela olha para mim e fala: "Você não tem essa capacidade, não importa o quanto estude o quanto treine, você NUNCA vai conseguir!".
A muitas mais coisas que ela me oprime e também não posso esquecer o fato de que ela só quer agir como minha mãe em questões diciplinares é muito dificilmente me dá amor materno, entendo que para certas pessoas é impossível amar alguém que não tenha um verdadeiro laço afetivo mas gostaria pelo menos que ela parasse de agir como se me desse isso.
Eu tenho sofrido muito e minha madrinha, a primeira tia com quem eu morei, me convidou para morar com ela, ela sabia que quem botava mais lenha na fogueira era minha irmã e agora que só está ela é minha prima novamente ela me fez essa proposta, estou cogitando aceitar porque sei que um dos motivos pelo qual ela me mandou embora é pelo fato de que precisava passar na AOB para trabalhar como advogada e lembro que ela me disse "Quando eu me formar eu vou cuidar de você, a Dinda promete!", além de ela me apoiar na minha escolha para o futuro é não ser nem um pouco preconceituosa.
Estou indecisa o que eu faço?

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Escrito por Anônimo

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