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Até aqui aguentei…Estupro| Cristão | Gay

Me sinto tão desesperado que nem consigo escrever.

Resumindo, nasci em las Adventista do Sétimo Dia, fui estuprado varias vezes aos seis anos de idade por um primo de dezesseis anos, ao passo que meus pais estavam se separando, pinguei de escola em escola, se contar com a pré escola e a faculdade foram 13 instituições ao todo. Sou gay, essa é a primeira vez que admito isso por extenso, alias até pouco tempo atrás isso nem podia passar pela minha mente pois eu não permitia, estou em um ponto da minha vida que a minha mente está em detonada, não consigo gostar de alguém, não me vejo conseguindo casar, mesmo que fosse um relacionamento hétero. Tenho uma tristeza profunda por não me achar inteligente, atraente, por ter tido e ainda ter decepções gigantescas, por não conseguir ter foco, não tenho auto estima, não tenho confiança e ainda trato mal a minha mãe que é a pessoa que mais me ama, grito com ela cada vez mais e sou estúpido de um jeito que nunca fui antes. Tenho pensado em suicídio nos últimos meses, mas tenho medo que minha mãe não aguente e morra, assim minha irma fica ao Deus dará pois nem ela e eu temos um relacionamento bom com nosso pai, damos risada com ele, frequentamos a casa dele, mas pelo menos pra mim é como se ele não fosse meu pai, me decepcionou tantas vezes, faltou comigo tantas vezes, e ainda faz isso, esse é o ponto que mais me machuca, ele não se esforçou por mim. Sou formado há dois anos, tenho medo de colocar a cara no mundo pra trabalhar, tenho medo de ficar desempregado como estou, tenho medo de não ficar bem de vida, tenho medo de nao ter filhos, de deixar a minha mãe e irma desamparadas. Não tenho medo de morrer. Queria um amigo em que eu pudesse confiar a minha vida, mas nem melhor amigo eu tive desde criança, todos são meus amigos, sou extrovertido mas nao significa que eu queria ser/ a maioria do tempo sou extrovertido inconscientemente, criei desde pequeno durante os estupros máscaras pra que as pessoas não percebessem o quanto me sinto uma escória pra sociedade. Tenho sempre um sorriso no rosto, sempre vou a igreja que, que ainda é uma das coisas que eu gosto de fazer, não tenho domínio próprio, não tenho força de vontade, não tenho vontade de lutar assim como minha mãe teve pra me dar o que tenho hoje. Estou estagnado, com um diploma que sequer me fez feliz quando eu o peguei na mão, desempregado, GAY(tenho odio de ser assim e creio que isso nao vá mudar, o desejo sexual é o que mais me mata psicologicamente, tenho nojo raiva de mim mesmo, raiva por ter sido estuprado, tenho desejo de vingança contra o desgraçado de destruiu a vida de uma criança que era inocente), 4ª geração de Adventista do Sétimo Dia, sequer outrora houve um gay na minha família, só dou decepção pra minha mãe dentro de casa, estou meio que desacreditado do cuidado de Deus por mim, por quê tanta desgraça foi permitida na minha vida e na vida dos meus familiares, a infância do meu pai foi horrível, truculenta, a minha mãe então nem se fale, não consigo me comportar direito com ela, eu respondo, me exalto, grito, faço ela sofrer.

O fato é, estou em pedaços, desacreditado do futuro, do cuidado de Deus. Perdi a fé em mim mesmo e na vida. Minha conclusão é de que eu não deveria ter nascido, que tudo que minha família conseguiu até hoje foi pouco pra todo o esforço que eles fizeram até aqui, me sinto insatisfeito, decepcionado, demente, doente, profundamente triste, desamparado, angustiado, sem vontade de buscar a Deus. Tudo o que eu queria era a minha inocência de volta, tudo que eu queria era que o tempo fosse restaurado e que todos os desafetos que as pessoas que eu amo fossem apagados. Essas são apenas alguns dos problemas e traumas enfrentados, se for relatar tudo levaria meses.

Por favor, não julguem a minha religião, pois é por ela que tô de pé ainda, nem Deus, apesar de não compreender todas essas desgraças permitidas não gosto que atribuam a culpa à Ele.

Perdoeem me por escrever basicamente num parágrafo só!

Henrique, 24 anos. destruído, com medo e sem perspectiva.

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Escrito por Anônimo

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