Tenho 32 anos e sou casada há 7 anos. Meu marido é diretor de uma multinacional e eu dou aulas de reforço para estudantes, candidatos ao vestibular.
Estou dando aulas a um aluno que, se eu tivesse 15 anos menos, teria tentado iniciar um namoro, porque é atraente, atencioso e inteligente. Certa aula, não resisti a curiosidade e perguntei se ele tinha namorada ao que me respondeu que não, mas que estava encantado por uma mulher, mas não conseguia lhe dizer o que estava sentindo.
Eu lhe disse que, se não tentasse, ela jamais poderia desconfiar de seu interesse por ela. Teria que tomar coragem e revelar-se. Ele me disse que já tentara muitas vezes, mas em vão, porque ela o inibia e ele nada conseguia dizer. Brinquei então, dizendo que ele deveria roubar-lhe um beijo e que logo ficaria sabendo qual seria sua receptividade.
Ele sorriu com a brincadeira e me disse: quem sabe?
No fim da aula, ao nos despedirmos com os clássicos dois beijinhos, supreendentemente ele beijou minha boca. Fiquei atônita sem saber o que fazer, quando ele revelou que era por mim que ele estava encantado.
Beijou-me de novo e não o impedi, pois, naquele momento percebi que eu é quem estava irremediavelmente fascinada por ele. Não resisti e aconteceu o que não poderia ter acontecido.
Passei a noite acordada ao lado de meu marido, sem conseguir dormir, pensando no que eu fizera. Estou apavorada. De um lado, não quero ser infiel, mas de outro percebo que sinto uma tentação irresistível pelo meu aluno. Estou insegura. Não se se dispenso as aulas particulares que lhe dou ou se continuo, com um risco muito provável de me entregar novamente.

