Uma equipa liderada pela bióloga marinha Carolin Nieder, da Universidade de Auckland, registou pela primeira vez sons emitidos por tubarões-rig (Mustelus lenticulatus), pequenos tubarões de cerca de 1 metro, captando cliques curtos e agudos durante experiências em tanque com juvenis. Como estes animais não possuem bexiga natatória, os cientistas acreditam que o som resulta do estalar rápido dos dentes, como uma espécie de castanhola dental. Os cliques foram emitidos sobretudo nos primeiros segundos de manuseio, possivelmente como reação ao stress ou como mecanismo defensivo contra predadores maiores, já que as frequências estão acima do alcance auditivo dos próprios tubarões mas dentro do alcance de predadores como baleias dentadas. Trata-se do primeiro registo documentado de sons produzidos ativamente por tubarões, uma descoberta que abre novas perspetivas sobre a comunicação subaquática e que pode até ter aplicações práticas, como o uso de sons sintéticos para manter tubarões afastados de redes de pesca, ajudando a reduzir capturas acidentais.
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