Eu confesso que nasci homem, mas quando menino, meu irmão mais velhos me comeu. Achei estranho, doeu, mas também gostei. Desde então passei a ter um tesão danado no cuzinho.
Passei a me masturbar sempre com alguma coisa no cuzinho, de preferência bem grossa.
Fui pra um colégio interno, militar, e lá de tanto ver aqueles pintos, despertou em mim uma atração enorme, irresistível por homens; mas morria de medo de me expor – gays em colégio militar era uma profanação ao machismo vigente.
Então, de medo, me recolhi, escondi minha homossexualidade e fui vivendo. Até que chegou um novo aluno no internato, lindo, fizemos amizade e aí, não deu outra, em pouco tempo sentimos uma atração incrível um pelo outro e começamos a nos encontrar escondidos, de noite, fugíamos, e íamos fazer amor – ISSO MESMO, FAZER AMOR – POR QUE ERA LINDO!
Dei pra ele, também o comia, mas ele sempre me comia mais. Nós brincávamos: ele dizia que eu era a mulherzinha, o gay.
Tomamos rumos diferentes na vida. Foi muito duro isso. Ele foi meu primeiro amor.
O engraçado e ímpar nisso tudo é que eu, ao mesmo tempo, em que era assim, gostava de meninas, tinha namoradas – Alunos do Colégio Militar do Rio de Janeiro – eram um sucesso com as meninas na época.
Apesar de gostar delas, de sentir atração, tinha medo de mulher, não conseguia ficar excitado, de pinto duro perto de uma. Ficava inibido.
Já com meu namorado – deixem-me chamá-lo assim – era um negócio.
Foi um tempo Inesquecível. Maravilhoso! Depois nos formamos, ele foi para a AMAN, e eu, fiz universidade em São Paulo.
Graduei-me. Sou professor. Por sinal, segundo as boas e más línguas – um Professor Show!
Tenho duas pós. Estudei também Administração de Empresas.
Dou aula de calcinha fio dental, as mais lindas e sex do mundo!
Mas continuo no armário. Com dignidade. Com firmeza.
Sou bi, gay, homem, mulher – sei lá, uma mistura de tudo, não preciso subir na mesa para gritar isso, pois o que interessa É O QUE SOU PARA MIM, não é verdade.
Casei, não sei por que e nem pra quê. Talvez para esconder e fingir que era macho. Num mundo machista, eu tinha medo de me revelar. Burrice, não é. Talvez fosse a pressão de um mundo que não estava preparado para o Diferente.
No meu casamento, tivemos dois filhos, mas não fomos felizes. Tentei, tentamos, mas não deu. Eu queria algo mais, e ela não tinha.
Eu queria fazer amor todos os dias, todas as horas, e ela não me acompanhava. Não é culpa dela, entendem. EU TENHO UM TESÃO INESGOTÁVEL. Pareço uma ninfa.
Separamo-nos e fiquei só, um tempo.
Aí conheci uma mulher, ela, muito esperta, desconfiou, então contei tudinho pra ela.
Que foi MARAVILHOSA – ÚNICA – me aceitou do jeito que sou.
Hoje vivemos juntos e ela me ama muito como eu a ela.
De vez em quando saio com um médico, meu médico, ela deixa, aliás, ela manda, diz que eu estou precisando dar, senão subo nas paredes.
Minha vida é ótima. Somos felizes.
Sou homem, gay, bi, viadinho, mulher, tudo! Numa pessoa só.
Adoro usar calcinhas, ela, minha mulher, tira fotos e mais fotos de mim. Coloco cinta liga, corpete. Short doll. Sapato alto. Passo batom.
Adoro tudo rosa. Minha mente, minha alma – É DE MULHER!
Acho a mulher a COISA MAIS LINDA, MAIS PERFEITA QUE DEUS COLOCOU NO MUNDO.
Sou feliz assim porque adoro minha esposa. Adoro meu trabalho. Minha casa. Meus filhos, eles não sabem.
Faço amor com minha mulher loucamente, sou doido com o corpo dela – FOI A ÚNICA MULHER – A ÚNICA BUCETINHA QUE ME PRENDEU A UMA MULHER – Chupo ela todinha, sua bucetinha, todo dia. Ela enlouquece de prazer e diz que nunca nenhum HOMEM fez igual com ela. Chupo o cuzinho dela até ela gemer de tanto tesão e gostoso que é. Ela foi casada duas vezes,
Meu pau não é grande, é até pequeno, mas fica duro o tempo todo.
Por outro lado, quando saio com o meu homem – É ISSO MESMO, MEU HOMEM – pois sou de tudo um pouco, e meu namorado é MEU HOMEM, quando ele me come, eu ele ficamos doidinhos, deixo ele doidinho. É uma delícia.
Sou assim…

