Há poucos dias traí minha namorada. Assim inicio meu desabafo, esse é o motivo do meu caos e em seguida explicarei. Namoro há 2 anos, moramos em estados diferentes, volta e meia ela vem pra cá ou eu vou pra lá. Namorar a distância é um desafio, mas que desde então venho levando tranquilamente. Há algumas semanas fui diagnosticado com depressão média/grave e ansiedade média/grave, sendo que todos os sintomas das duas venho tendo há mais de um ano, só agora fui procurar ajuda profissional. Por consequencia não tenho animo pra praticamente nada, minhas unicas alegrias verdadeiras são servir a Deus, minha família e minha namorada (a primeira com quem realmente sinto que devo passar minha vida, a primeira que sinto que realmente me ama e que eu realmente amo). Sempre fui uma pessoa do tipo muito centrada, sempre tive um senso moral muito forte, sempre achei que jamais trairia, sempre critiquei quem trai, mas nada impediu que eu cometesse o erro que tanto critico, que me tornasse o monstro que tanto critico. Há cerca de dois meses venho passando pela pior fase da depressão (até o momento). Desânimo no máximo, carência no máximo (muito tempo sem visitar minha namorada), sentimento de despersonalização.
Por volta de 22:30 (resumo): "oi, tudo bem? Voce está em casa? Vem dormir comigo, quero companhia", "Eu também quero companhia, daqi a pouco chego aí"
Não, não foi com minha namorada esta conversa.
Não dei porque caralhos, com toda a inocencia que ainda existe em mim, achei que com "dormir" seria literalmente dormir, fazer companhia, jogar conversa fora, afinal até então um chamava o outro por amigo, ambos namoram.
23:00 chego na casa de alguém que conheço a cerca de um mês. Roupão preto transparente, visivelmente só trajava a calcinha. Olhei, mas não percebi as intenções que haviam por trás. A noite foi toda de investidas dela, milagrosamente resisti, mas ao deitarmos, começou. Me pega as mãos e as faz pessear por seu corpo, seios, (que lindos seios), pernas, bunda (até agora ainda penso nessa bunda, não deveria, mas penso), de um modo geral, um dos corpos mais lindos que já vi. E durante esse passeio, surge a pergunta: "Me dá um beijo?", "Não posso, tenho namorada e você também tem namorado". Não sei de onde tirei forças pra resistir, o tesão já estava no máximo, o clima era fogo puro, puro Eros. Por mais algumas vezes ela insistiu: "Me dá um beijo?", até que respondi: "Tá, mas só um", e o beijo acontece, tão estranho passar dois anos beijando uma boca e de uma hora pra outra beijar uma desconhecida, até então. Um beijo bom. Findo o beijo, "Matou a vontade?", "Nem um pouco, agora que deu mais vontade ainda", mas durante a noite nenhum beijo a mais acontece. Agora sua mão já passeava por mim, "Tira essa bermuda", "Melhor não, está frio" (idiota fui eu, ainda achava que iria adiantar alguma coisa, pelo menos durante a noite adiantou). Minhas mão já conheciam seu íntimo, suas mão já haviam tocado meu íntimo, "Delícia", a força de vontade pra resistir a essa pequena palavra foi muito grande, "Deixa eu beber água", esse foi o primeiro momento em que quase caí, usei minha sede como desculpa pra tentar aliviar a tensão sexual que pairava no ar.
Aliás, esqueci de dizer, segundo ela, ela havia bebido uma garrafa de vinho, não sei se foi uma garrafa, mas o cheiro do álcool estava forte. E não bebo. Sempre pensei que jamais iria querer perder minha consciencia, acertando ou errando, quero me lembrar de tudo, não quero ignorar qualquer dor.
02:00 enfim o sono pesou mais do que aguentávamos, adormecemos. Porém antes: "Dorme de conchinha comigo?", não consigo resistir. Já de conchinha, sua mão leva a minha à um de seus seios, o massageio, era tão bom, tão macio, mesmo sendo pequeno, mas era lindo (não consigo me conformar por ter gostado tanto).
06:00 acordamos e aí foi minha queda, não consigo resistir a sexo matinal. Ela se levanta, vai ao banheiro e fico admirando seu corpo, que delícia de corpo (em minha mente ecoava "ISSO NÃO ESTÁ CERTO!!!", mas estava entorpecido demais com sono e tesão pra conseguir ouvir o que em minha mente ecoava), ao voltar, deita novamente e voltamos a ficar de conchinha, "tira essa bermuda" e assim o fiz, "assim está bem melhor", ao mesmo tempo em que sua mão vai em direção à minha cueca, a minha também vai e em poucos segundos me vejo completamente nu.
Esqueci de dizer que durante a noite eu havia tirado a camisa.
Completamente entorpecido pelo tesão, tiro sua calcinha, sua mão guia meu íntimo ao dela e ali ocorre a consumação, que calor incrível, tão gostoso, completamente húmida, húmida não, encharcada. E de conchinha mesmo, o movimento de vai e vem se inicia, já não tinha mais controle algum sobre mim, em raros momentos que conseguia raciocinar, dizia "Pega a camisinha", até que assim ela o fez. Coloquei a camisinha e continuamos. Conchinha, frango assado, papai-mamãe, gozamos, ela antes, eu em seguida. ofegantes, descansamos por alguns minutos. Eu disse, "Deixa eu te chupar" e assim o fiz. "Agora é minha vez", pro meu azar, um dos melhores orais que recebi em minha vida. Voltamos a penetração, frango assado, até que ela diz "vem cá, goza na minha boca". Quase enlouqueci ao ouvir isso, mas enlouqueci mesmo ao ouvir "Melhor, no meu rosto" e assim o fiz. Seu sorriso safado está estampado até agora em minha mente.
Depois foi só pegação novamente, não houve mais sexo, até que ela diz "Esqueci de dizer,meu namorado está vindo hoje (assim como comigo, o namorado dela mora em outro estado), vai chegar (não me lembro) horas. Estão num êxtase tão grande que nem tenho reação, continuamos a pegação mais um pouco até que decido ir embora. Para o meu desespero (não, o namorado dela não apareceu rs) ela faz algo muito bem, que é a minha fraqueza, me provoca, fica se esfregando em mim, eu encostado de costas na parede, ela de costas pra mim, roçando em mim, aquele corpo tão lindo (só consegui pensar "que gostosa", mesmo não querendo pensar isso). Ela abre a porta, espera eu passar e fica com aquela cara tentadora, me encarando, como se me lassasse com uma corda e aos poucos me puxasse, até que depois de alguns minutos voltando e continuando a pegação, consigo ir embora.
Ao passar pelo portão, tudo vem a tona, tudo o que fiz. Não acredito, eu traí aquela que realmente me amou, aquela que realmente, pela primeira vez, amei. E pior, quero mais, não consigo acreditar no que estava pensando, traí, estava com um sentimento de culpa muito grande, arrependimento do tamanho do Sol e mesmo assim queria repetir a dose, não, queria mais, muito mais.
Nos dois dias que vieram não sorri, minha culpa era muito grande, chorei, como chorei, chorei, ao entrar na igreja, ajoelhado chorei, a vergonha era tanta que meu rosto foi ao chão, com a testa encostada no chão eu me questionava: "Porque fiz isso? PORQUE??? Eu sempre disse que jamais faria, critiquei quem trai e traí. PORQUE? O que está havendo comigo" e enquanto chorava, esmurrava o chão, numa tentativa de criar uma dor pior do que a da culpa, mas de nada adiantou. Chorei por aproximadamente meia hora. Chorei de raiva, culpa, tristeza, arrependimento, mas de nada adiantava chorar, já havia acontecido e nada mudaria o passado.
Passado os dois dias entro num estado de quase apatia, sinto muito pouco, somente meus maiores amores continuam, Deus, minha família e minha namorada. Não, não contei a ela e nem sei se vou, não sei o que será de mim sem ela, tenho medo de, somado a depressão, a partida dela tenha efeitos fortes em mim, nada relacionado a morte, nunca tive pensamentos suicidas e nem terei, mas morrer ainda vivo pode ser ainda pior (morrer no sentido de se desmotivar para tudo), tirando que ainda agravaria mais a depressão, seu sorriso é um dos meus maiores remédios para a tristeza causada pela depressão. Farei o que for preciso pra me redimir, porém jamais contarei e torcerei para que ela nunca descubra, serei o melhor namorado possivel, serei a melhor pessoa possível para este mundo, na esperança de um dia conseguir o perdão e conseguir me perdoar.
Ainda assim, tendo dito isso tudo, o pensamento de bis continua, não consigo esquecer aquela manhã em que um outro corpo conheci e percebo algo que me preocupa muito, não sinto mais culpa, eu quero repetir, digo isso sem o sentimento de culpa, me arrependo é claro, mas sinto como se, caso fosse chamado para mais uma noite de perdição, iria sem pestanejar.
Esse é o meus caos, me arrependo profundamente, mas quero repetir a dose, que possuir este corpo novo que conheci mais uma vez, quero mais uma vez sentir o íntimo dessa pessoa que ha pouco tempo conheci, não quero pensar isso, não quero sentir isso, constantemente penso "PORRA, DEIXA DE SER BURRO, SABE QUE VAI SENTIR TUDO DE NOVO, VAI SE ARRPENDER, VAI SENTIR CULPA, PODE AINDA PIORAR ESSA MERDA DE DEPRESSÃO QUE HÁ MAIS DE UM ANO POUCO A POUCO ACABA COM OS TEUS DIAS", mas ao mesmo tempo me imagino transando novamente com essa que não é minha namorada. Esses pensamentos inundam minha mente 24 horas por dia, todos os dias desde o ocorrido. Não sei mais o que fazer, não sei mais o que pensar, quero me afastar dessa mulher, mas pra alguém que convive com a depressão e a solidão há mais de um ano,é difícil se afastar de alguém que, depois de MUITO tempo morando numa cidade totalmente nova pra mim, onde não conhecia ninguém, quis ser minha amiga (e acabou transando comigo). Merda de solidão. Esses pensamento estão me consumindo, o cansaço é constante, exaustão, mesmo sem ter feito muita coisa.
Não sei mais o que fazer, o que pensar, não quero que a psicóloga me receite remédios, mas não consigo evitar de pensar de que seria tão mais facil assim.
Esse é o meu desabafo, desabafo de alguém que não suporta mais seus próprios pensamentos, de que só quer conseguir dormir sem ser atormentado por lembranças ruins, causadas por mim mesmo (em momento algum tiro de mim a culpa)
Me desculpem se ficou muito grande, mas eu precisava fazer isso, tirar de dentro de mim tudo isso que estou sentindo, espero que isso me ajude.

