No centro das ações humanas, há um objetivo comum aos Homens, o acesso à felicidade sendo seccionada em dois grandes pilares, trabalho e sexo.
Sabe-se que não há autorejeição sem a negação do Inconsciente Coletivo, inversamente proporcional, agimos de forma a seguir tendências aceitas pelo senso-comum. A opinião pública considera feliz o indivíduo mais virtuoso e capaz de acumular dinheiro e experiências sexuais, sendo assim, quem não constrói um dos pilares é infeliz.
Tal sistema não é imutável, como tudo em Ciências Humanas, porém, o deprimido passa a enchergar essa ordem e em busca de respostas ao seu martírio e considera a comunidade que o cerca corrompida, tende a negar tudo oriundo dela, principalmente no âmbito de seu fracasso.
Contudo, a pessoa não observa que faz parte dela e age dentro de seus costumes, torna-se, além de tudo, um hipócrita. Nega, perante os outros, aquilo que tanto deseja no interior, apesar de tentar a todo momento se libertar da busca, aceitar sua condição, o que é impossível, visto que está imerso numa sociedade contrária ao que ela diz ser o certo, os valores estão profundamento enraízados neste indíviduo, ele não se libertará. Não há força interior que o faça fugir do sofrimento, apenas a conquista do que se deseja é capaz de livrar o depressivo.
Dessa forma, só é feliz quem tem sucesso profissional e amoroso. Homens e mulheres vivem em duas corridas, a profissional e a sexual, respectivamente. Ter dinheiro e atrair o sexo oposto centralizam a vida humana, portanto, se você não alcança suas vitórias, é um incompetente e fracassado, de acordo com o espaço e o tempo nos quais vive.

