Para começar, descobri um enorme defeito meu.
Eu sempre me precipitei demais nas coisas e agora, descobri que também sou assim em relacionamentos.
Tenho apenas 18 anos e moro com uma pessoa há 8 meses, quando o conheci estava namorando outra pessoa, meu primeiro namorado, e logo terminei o relacionamento pois me "apaixonei" por ele.
Eu tive certeza de que ele era o amor da minha vida, e tudo o que eu queria era estar com ele.
Passou um tempo e fui percebendo que apesar de ele ser um homem maravilhoso e eu gostar demais dele, não tenho certeza se o amo. Eu sempre fui uma pessoa extremamente confusa, em uma hora queria algo com todas as minhas forças, em outra já não dava mais importância. E as vezes eu mudo em questão de segundos, parece que em mim habitam duas pessoas completamente opostas, e às vezes eu quero duas coisas ao mesmo tempo (coisas que por serem completamente diferentes se torna algo impossível).
Chego a pensar que tenho algum tipo de transtorno, pois não acho normal alguém ser assim.
Isso me atrapalha demais, pois não consigo alcançar meus objetivos (já que eles vivem mudando), acabo me magoando, me deprimindo, me sentindo incapaz, parece que nunca vou chegar a lugar algum.
O pior de tudo é quando envolvo outras pessoas nessa minha confusão.
Brinco com os sentimentos delas, mesmo sem ter a intenção.
E meu namorado é minha vítima dessa vez.
Fazemos planos, que ele quer realizar em breve, fico empolgada, quero muito tudo o que planejamos. Mas logo mudo de ideia, fico louca de vontade de ir embora daqui, não entendo como eu posso querer essas coisas que planejamos, pois quero coisas diferentes, quero ser livre, independente, viver minha vida.
Perto de onde moramos tem um homem que trabalha em um local por onde passo as vezes, sempre me cumprimenta porém nunca o respondi, talvez por medo, já que percebi que algo nele chamava minha atenção, me cativava.
Também porque sabia que ele tinha interesse em mim, e por ser comprometida achei melhor ignorar.
Semana passada tive certeza do interesse dele por mim após uma coisa que ele fez quando me viu, e desde então tenho pensado demais nele.
Acho que depois de minhas experiências aprendi a não me precipitar, pois meu "amor" na verdade é apenas encanto, euforia, e logo passa.
Decidi que não vou mais envolver ninguém nisso, pois não quero mais magoar pessoas que me amam.
Só não fui embora daqui ainda pois não quero voltar para a casa da minha mãe, mas assim que eu sentir que sou independe o suficiente vou embora, não aguento mais iludir uma pessoa que me ama tanto e planeja sua vida comigo. Até lá, vou continuar fingindo que quero tudo isso com ele, que o amo. Apesar de que quando estou longe dele sinto uma enorme saudade, uma pressão no peito.
Mas sei que é minha mente tentando brincar comigo, me iludindo para que eu possa fazer isso com outra pessoa.
Enfim, minha intenção era contar sobre esse homem que tenho pensado, mas acabei contando sobre esse meu problema de indecisão.
É horrível não saber quem eu sou e o que quero de verdade. Não me vejo conquistando nada, não aguento mais minha mente destruindo minha vida.
Sinto que para que alguém entendesse de verdade o que passa pela minha mente precisaria escrever um livro, daqueles bem grandes, mas tentei resumir aqui o que eu queria desabafar. Abaixo vou escrever um trecho de um monólogo que simplesmente me define em poucas palavras a ponto de me assustar.
"Sempre fui uma menina incomum, minha mãe me disse que eu tinha alma de camaleão. Nada de uma bússola moral apontando para o norte, nada de personalidade fixa. Apenas uma indecisão interna que era tão grande e oscilante quanto o oceano." – Lana dele Rey

