Queridas pessoas, quatro paredes, universo, Deus e todos que puderem me ouvir. Tenho 35 anos e estou casado há quase 9 anos. Temos um filho de 4 anos que tem autismo que é uma bênção em nossas vidas! Entendo sobre a vida que estamos aqui na terra de passagem e que estamos aqui para evoluir, onde, ora aprendemos, ora ensinamos. Também estamos aqui para deixar este mundo melhor do que quando chegamos nele e uma das formas em que você pode fazer isto é ao lado de uma pessoas onde você se compromete a fazer uma parceria chamada casamento.
No meu caso, casamento é uma palavra que mudou seu sentindo. No início havia paixão suficiente para nos ajudar a caminhar, incluindo 4 anos de namoro a distância. E o amor estava presente em sua forma mais neófita (ou talvez nós éramos os neófitos sobre o amor). Pois na verdade todas as pessoas tem uma ideia do que é amor, mas poucos o conhecem e o vivenciam de fato.
Então aprendi que o amor é uma escolha consciente que não depende do outro, que não importa a condição do outro, que não espera nada em troca, que não se frustra, que é a entrega e o equilíbrio. Mas o meu ego ou talvez a minha alma, não sei ao certo, clama por ser desejado sexualmente.
Já verbalizei algumas vezes que volta e meia fico triste por ela não me olhar com antes, por ela não me tocar, por ela não se importa em ficar um mês sem sexo, por não me beijar por dias ou semanas.
E não é só isto, quando ocorre o sexo, é frio, é silencioso, tem que ser no escuro ou debaixo da coberta, ela não se permite ser tocada, ela não se entrega por inteiro, parece que falta vida, parece que ela não está ali.
Não sei ao certo mas talvez no segundo ano do casamento que eu comecei a recorrer à pornografia e masturbação. Era uma vez ou outra, ultimamente ocorre quase que todos os dias, não acho que é pecado, mas não acho saudável. Na verdade acho patético estar casado e ter que me masturbar por que não sou correspondido e a pessoa é indiferente.
Eu nunca traí e não pretendo.
Por que ela não me avisou que não gostava de sexo. eu me sinto traído pela falta de sinceridade e/ou falta de permissão para uma intimidade maior.
Eu realmente não entendo. Eu me sinto um lixo as vezes por não conseguir ter intimidade com minha esposa, sem ao menos poder conversar sobre o assunto. Pois todas as vezes que tento dialogar para compreender ou para pensarmos numa solução que seja aceitável para os dois lados, isto não é possível. Ela se fecha, muda de assunto, se sente mal, parece que conversar sobre isto é um pecado pra ela.
Eu me questiono porque uma pessoa se casa com outra se não quer fazer sexo? O que eu posso fazer para ajudá-la? Ou me ajudar?
Não sei.
Estou cansado. Minha energia cai quando sou tomado por este assunto e implica até no meu trabalho.
Não quero me separar dela, mas o que me parece é que ela quer um amigo pra dividir as contas, pra não ficar sozinha e ajudar limpar a casa. E eu penso que casamento não isto. Estas coisas sao tao superficiais que basta você contratar uma empregada e trabalhar que isto praticamente se resolve.
Ela não me valoriza como homem, como esposo. Ela me sufoca. As vezes parece que sou o pai dela. Ela trabalha e está sempre cansada e com sono, nunca quer sair de casa e não tem amigas. Normalmente está reclamando de tudo e de todos!
Não aguento mais.
Sei que estou sofrendo não pelo amor, mas pelas escolhas que fiz e pelas expectativas que criei. Sou um homem que queria amar e ser amado.
Estou fadado a conviver com os tabus dela me sentindo incompleto, esperando um dia que ela se abra ou busque por ajuda, ou talvez eu me separe e construa a minha vida sem amarras de castidade com alguém que eu tenha ao menos, reciprocidade. E eu me pergunto como tudo isto pode afetar meu filho, seja com ela infeliz, seja com outra distante.
Existir realmente é suportar a escolhas injustas.
Lá no fundo alguma coisa me diz que amor ainda é a solução.


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