em

AMOAMO

Considerações Necessárias sobre a Cornice

Entre os depoimentos feitos aqui por homens que se dizem cornos, que adoram ver a mulher no pau de outro, além daqueles que vêm contar como foi a primeira experiência, ou a descoberta da cornice (eu leio todos) existem muitas coisas que não são compatíveis com a realidade da vida.

Alguns desses depoimentos até são aceitáveis, mas a maior parte soa para mim como uma grande invenção e eu não sei por que as pessoas inventam assim. Talvez por um desejo intenso de passar por algo que ainda não passaram, ou, pelo menos não sabem.

Eu, sendo corno há mais de trinta anos, decidi fazer um relato/análise de como isso realmente acontece e se desenvolve. Começo por dizer de forma categórica que não é um caminho fácil e deslumbrante como alguns tentam insinuar. Pelo menos no princípio.

Quando jovem eu fui um homem muito machão, muito possessivo e bastante ciumento. Vivia disposto a ir às vias de fato com qualquer um que se engraçasse com minha companhia, fosse namorada, noiva, esposa, o que fosse.

Quando tomei o primeiro chifre real e conhecido, entrei em depressão. Vivi momentos difíceis de inconformismo e tristeza profunda. Esse fato me faz crer que, mesmo com um sentimento muito especial pela companheira, nenhum homem aceita o primeiro chifre assim de forma passiva e até com euforia e prazer. É sempre doloroso.

Após ter tomado mais alguns chifres de namoradas, acabei me casando aos trinta anos o inevitável aconteceu: minha então mulher enfeitou minha cabeça. Como eu estava sempre na espreita e vigilante, descobri muito rápido e meu mundo desabou. O casamento acabou e veio mais um longo período de forte depressão e revolta.

Três anos depois casei-me novamente e, dessa segunda vez, já bem mais maduro, comecei a ouvir os relatos de minha então esposa sobre as transas que ela tivera antes de mim e comecei a sentir tesão por aqueles relatos. Era a aurora da mansidão. Logo comecei a sentir um certo desejo de que ela tivesse outro, mas esse desejo me envergonhava muito e eu procurava abafá-lo, escondendo de mim mesmo. Demorou muito para que eu me aceitasse, porque o passo mais importante que o corno manso tem de dar é aceitar-se corno. Isso é difícil e bastante traumático.

Quando finalmente me aceitei, deixei fluir o desejo de que ela me traísse e isso se tornou quase uma obsessão. Era um desejo muito intenso e eu acreditava que, se acontecesse, eu ficaria extremamente satisfeito. Ledo engano! Certo tempo depois descobri que ela já me traía desde o tempo do namoro e novamente senti revolta e desespero. Dessa vez, contudo, o sentimento era contraditório e fui, aos poucos, equilibrando conceitos e sentimentos, até que aceitei e continuei casado por um bom tempo ainda.

Foi somente a partir daí que passei realmente a desfrutar da sensação, como uma coisa maravilhosa e gratificante, mas esse processo, desde que comecei a sentir a vontade, até a aceitação plena demorou cerca de dez anos. Como vocês podem ver, não é tudo festa e tesão como muitos fazem parecer nos relatos que vejo aqui.

Hoje estou na terceira esposa e é uma mulher que amo muito, mas ela também já enfeitou muito a minha cabeça e, agora sim, isso é motivo de muito tesão para mim, mas as frustrações ainda continuam, porque, embora eu saiba de tudo, não consigo fazê-la admitir que me chifra. Esse é outro ponto controvertido nos relatos que vejo aqui: normalmente as mulheres não costumam ir admitindo assim passiva e docilmente que traem os maridos. Esse assunto ainda é um grande tabu. Existe o medo da violência e também a vergonha pela quebra da confiança. Simplesmente não acredito em histórias de mulheres que voluntariamente chegam para os maridos e contam que estão dando para outro (s), da mesma forma que também acho bastante inverossímil (eu não disse impossível) o marido simplesmente chegar para a esposa e dizer que gosta de ser corno e quer que ela dê para outros. Pode até haver casos assim, mas devem ser muito raros, porque não é uma coisa simples de se fazer. Normalmente nós insinuamos de forma muito suave e disfarçada, com a esperança de que cole, mas chegar e abrir o jogo na lata, aí não.

Outro mito que precisa ser desfeito é o de que o corno é necessariamente um indivíduo frouxo, de personalidade fraca e até mesmo com propensões para homossexual. Não é nada disso. Eu, por exemplo, sou um homem muito bem resolvido, tenho uma personalidade forte e um temperamento irascível, sou viril e inquestionavelmente heterossexual. Minha única diferença em relação ao padrão é o fato de gostar de ser corno.

E, para finalizar, existe uma coisa muito incômoda em se fazer relatos assim: logo que o fazemos, rapidamente já existe um grande número de caras tentando se aproximar da gente, com o objetivo de comer a mulher da gente também. É preciso que esses indivíduos entendam que também não é assim que funciona. Tenho alguns amigos cornos e nenhum deles encontra comedores para a esposa. Essa escolha na maior parte dos casos é dela.

Quem desejar conversar comigo sobre o tema será muito bem vindo, seja homem ou mulher, mas não se aproxime de mim, achando que vai chegar e ir comendo minha mulher, porque não é assim que funciona.

--- Criado com nosso formulário simples e amigável. Você já desabafou hoje?

Reportar

O que você acha?

Escrito por Maridomansodf

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor recarregue a página.

23 Comentários

  1. Pessoal tudo que está sendo comentado aqui e muita verdade, sou casado a mais de 35 anos, meu pesadelo começou quando eu comecei trabalhar fora a quase vinte anos atrás, trabalho das 07:30h as 17:30h, depois fui pra turno da tarde e por fim turno da noite, minha mulher do meu ponto de vista sempre foi minha deusa, me amava e era fiel, mas já a vinte anos atrás começaram a aparecer indícios, a medida que nossos filhos foram crescendo minha mulher começou trabalhar fora também, as vezes pegar carona com amigos, outras vezes chegar tarde porque além do trabalho ela ainda fazia ajuda assistencial, de lá pra cá eu peguei várias vezes conversas, tudo com teor tendencioso e até teor sexual,teor de namoro e efetivamente conversa de sexo, nesse período tivemos muitas brigas, quase Infartei, chequei a ficar com depressão, até que comecei a relaxar e brigar menos com ela, sempre com a pulga atrás da orelha, todas as vezes ela arrumou desculpas, falava que era coisas de amigo, coisas de brincadeira etc…, confesso que demorou mais de dez anos pra eu começar baixar a guarda e as vezes até ficar com tesão, cerca de três anos atrás foi o fim da picada, peguei texto, foto e até comentário de como foi bom, ela finalmente se dizendo arrependida por coisas do passado mas separamos, fiquei quase um mês fora de casa , ela pediu pra conversar, aceitei voltar pra casa, fiz ela jurar que não faria mais nada, ela explicou que foi coisa do passado, mas mesmo assim tenho minhas dúvidas, vivo de olho, mas confesso que nossa rotina sexual tá ótima e no fundo no fundo tenho me pegado com tesão imaginando ela outro, como dizem que Amor de pica bate e fica, já estou torcendo pra ela voltar a falar com o namorado… mesmo fingindo que ainda não aceito, com o tempo acabei cedendo e agora finjo que nunca acontece nada pra facilitar a vida dela.

  2. Mas seu parecer não é via de regras, lembro-me num passado bem recente do vazamento de alguns vídeos de um casal de Rio Claro, ambos são donos de uma funerária. Mas eram quatro ou cinco negões que encheram ela de porra por todos os lados e ela disse que ele iria lamber ela toda gozada, e o maluco lambeu tudo. Cara uma parada dessa pra mim não tem a menor condição, atualmente ela continua fazendo as putarias dela e está no Onlyfans e no Privacy. Como que um casal desses pode educar filhos?

      • Escrevi para a pessia errada um comentário antes. Queria ter dito aquilo.sobre sua história, passei pemo mesmo que você e entendo tudo que passou, cono de verdade dói e nao isso que falam nesses relatos. Sou bem resolvido também e nao sou nem de longe manso, só que também tenho desejo de ver minha esposa com outro. Mas com certeza concordo com você é um.processo que leva tempo. Obrigado pelo que disse foi bom conhecer alguém que sabe de verdade como é isso

          • pqp!!!
            Parabéns pelo relato. É exatamente isso que falo, tudo é um processo. Mas tem uns que vem aqui no site e coloca que acordou, quis ser corno e pronto.
            Ahhh por favor né…
            Tem relato que vc vê de cara que é fake.

            Outra coisa: quando você disse “…existe uma coisa muito incômoda em se fazer relatos assim: logo que o fazemos, rapidamente já existe um grande número de caras tentando se aproximar da gente, com o objetivo de comer a mulher da gente também. É preciso que esses indivíduos entendam que também não é assim que funciona. Tenho alguns amigos cornos e nenhum deles encontra comedores para a esposa. Essa escolha na maior parte dos casos é dela”

            Isso acontece sempre.
            Sempre tem os sem noção que acha que vai chegar comendo a piranha da minha esposa. Tenho que desenhar que ela é caçadora. Marido não arruma macho pra esposa puta.
            E nem gosto de teclar com comedores. Eles no fundo não se importam nem um pouco com o estilo cuckold nosso, se fazem de compreensivo porque só quer traçar a esposa e sair por aí zombando de sua posição e estilo.

            • Exatamente! Esses comedores de chat são, na verdade, grandes oportunistas, a fim de descolar uma trepada fácil com a mulher da gente. E um dado muito importante no que você falou: depois ainda saem fazendo críticas da gente e do nosso estilo de vida. Os caras não entendem nada do que é a proposta da gente. Só pensam em si mesmos.

  3. Gostei do seu comentário e dos outros aqui, geralmente tem muitos que quando iniciamos a leitura já percebe-se que são fantasias não realizadas. Também jé tento há muito tempo, uns 15 anos a fazer a esposa a transar com outro, ja falei sobre a fantasia…mas fica somente no papo durante o sexo; até diz que topa, mas depois pula fora…rs. Abraços!!

  4. Parabéns, Também sou corno e tudo que vice relatou tá 100% correto, sou de SP, sempre fui comedor mas no fundo alguma coisa me instigava a querer dividir minhas namoradas com outro, o assunto sempre começava muito sutil até chegar o ponto de ir abrindo o jogo bem devagar, teve até um caso que uma casada virou meu caso, a gente fazia pelo menos três vezes por semana, quando finalmente ela topou a fantasia de ter mais um, eu não tinha ninguém pra sair com a gente, ei tinha um amigo, raia, novo tipo força total, mas quando comentei com que tinha uma namorada que queria prova coisas novas o cara correu, portanto confirmo tudo que vice disse, eu só consegui realmente realizar a primeira tentativa de fantasia depois de nove anos com uma mulher que não foi minha primeira esposa, fomos três vezes no cinema erótico a nível de curiosidade, na primeira vez ficamos sete minutos no máximo e saímos rápido, na segunda vez sentamos na poltrona, foi o tempo de trocarmos um pouco de carinho, ela viu várias pica, lá os caras ficam alisando e batendo de leve pra chamar atenção, mas saímos rápido, do lá , só na terceira vez que fomos que ela deixou um cara tocarmos peitos dela e também pegou no pau do cara, nossa iniciação demorou nove anos, só depois com bastante vergonha e medo marcamos um primeiro encontro com um rapaz do sexlog , aí sim eu dando suporte e beijando ela o tempo todo conseguiu brincar com um estranho, foi bom porque chegamos primeiro no motel, ficamos bebendo um vinho, quando o rapaz chegou ela tava soltinha, o rapaz também estava bastante inseguro, brincou com ela o rapaz foi embora eu fiquei com ela no quarto brincando e falando de Amor

    • Muito bom, Cícero! Você já atingiu um estágio superior na relação, que envolve cumplicidade e vontade de aproveitarem juntos. Mas você compreende tão bem quanto eu que não é uma coisa fácil, que vai acontecendo assim de forma espontânea e natural. Leva tempo.
      Hoje meu grande desafio é conseguir fazer minha mulher admitir que faz. Eu morro de vontade de que ela abra o jogo, a fim de que eu possa sutilmente apoiar e ir aos poucos deixando claro que sou corno e que curto a brincadeira.

      • Legal, atualmente minha mulher já se assume dentro de quatro paredes que ela adora meter com estranho, só que cada vez que vamos sair tem um ritual, a gosta de lingerie pra cobrir a parte de baixo da perna, ela diz que a perna dela e feia, também adora lingeries novas geralmente corpete com liga, ou macacão tipo meia arrastão, outra coisa muito importante e que eu tenho que levar, ficar junto e necessidade ela faz sexo comigo antes, do depois de alguns minutos ela aceita ser alisada, beijar e mamar a companhia, outra coisa bem importante também e que dificilmente ela aceita repetir o parceiro raramente mas acontece e depois que tudo termina ela sempre recebe meus elogios e ela fala fiz pra você, mesmo ela estando assada e cansada kkkk

        • Cícero tudo que disse é verdsde, você descreveu minha história contada oema sua experiência. Tudonque disse e o que eu também passei menos a parte de casar muitas vezes. Demorei a descobrir os chifres. Já disse a ela que agora depois de 11 anos que fui traído que gostaria de poder participar. Sobre admitir ela também negou muito. Hoje em dia não consigo achar uma pessoa pra isso. E também ainda me sinto machucado pela situação. Foi bom ler um.relato verdadeiro.

Conteúdo 18+
Clique para ver esta postagem

Vou ceder para minha enteada

Conteúdo 18+
Clique para ver esta postagem

fui traido