Eu confesso que sempre pensei que, diante da educação repressiva imposta à maioria das mulheres, só levavam galho os caras que “não compareciam” da forma adequada. Mas, como já contei aqui antes, minha esposa, em fins de 2004, teve um caso com um médico playboy. Peguei minha agenda daquele ano (mantenho registros sobre praticamente tudo) e pude ver que, naquela época, transávamos muito, coisa de quinze vezes por mês, e com 14 anos de casamento, já sabia dar prazer a ela de muitas formas. Ou seja, eu possuía o corpo, julgava estar no controle da situação, mas a emoção dela estava longe, junto do garotão. Na verdade, eu desconfiava que um dia algo assim iria acontecer. Como me conheceu virgem, ela me dizia, muitas vezes, que era uma boba, que tinha fugido de experiências que seriam interessantes. Desde que casei, então, tive consciência de que a curiosidade dela acabaria por dominar a cena, e ela daria para alguém. Mas o que doeu, realmente, foi ter a certeza de que na ocasião ela fantasiava sobre um segundo marido, de que teria me deixado sem pensar duas vezes diante de um convite do cara para uma relação mais séria.



Infelizmente isso acontece ou pode acontecer na vida de qualquer homem levante a cabeça e siga em frente você vai encontrar outra até melhor que a ex.