Oi gente!… Desde que tudo se deu, eu mal saio na rua. Hoje fui comprar pão no mercado e adivinhem quem estava lá… Pois é!… Eu não estava preparada pra isso. Nas poucas vezes que saí, sempre evitei a direção da padaria. Carlos deveria estar na padaria. Só que não. Nos olhamos por alguns instantes. Ele tentou dizer algo, mas vi que ia chorar. Se virou e foi embora, não levando nada. Eu fé congelei… É como se pudesse sentir o que ele sentiu. Só que em dobro. Nelson acabou de levantar-se e me viu chorando aos prantos, debruçada sobre o tanque. Me abracou, perguntando o que houve e eu contei… Como eu queria ter dado um abraço em Carlos naquele momento, como o de uma mãe em um filho que acabara de se machucar feio. Foi a primeira vez em que eu me senti na pele dele de verdade. Dói… Dói muito.

