Eu confesso que eu tinha completado treze anos, meu pai estava fazendo um curso avançado nos Estados Unidos, ia ficar lá alguns meses, minha irmã estava se preparando para fazer o vestibular numa cidade do interior onde ia prestar exames, nossa empregada tinha entrado de férias e só voltaria daí um mês. Minha mãe após o almoço disse que tinha uma consulta médica e depois ia fazer umas compras no shopping e só retornaria a noite para o jantar. Eu estava sozinho em casa, era o momento propício para fazer aquilo que eu estava querendo fazer a algum tempo e tinha que aproveitar aquela oportunidade. Fui ao fundo do meu armário, atrás das minhas roupas, apanhei uma caixa onde estavam uma coleção de unhas postiças autocolantes dos mais diversos tamanhos e uma variedade de cores, solvente para retirar as unhas quando quisesse, era um estojo completo para manicure que me custou caro. Após abrir o estojo, com dificuldade escolhi a cor que mais me agradou, era um vermelho um pouco escuro, levemente cintilante e o tamanho adequado para as minhas unhas. Sentei na minha cama e comecei a ler as instruções de como proceder. Sem pressa comecei com um pauzinho apropriado, que veio junto, empurrando a cutícula para os cantos das unhas, depois com cuidado tirei o protetor do adesivo da primeira unha postiça e colei no dedo mindinho da mão esquerda, depois do indicador assim por diante, fiz o mesmo na mão direita. Olhei para as minhas unhas elas estavam lindas, compridinhas, um show. Sem perder tempo fui para as unhas dos pés com a mesma cor escolhida para as mãos, com o auxilio de uma tesourinha tive que fazer apenas uns ajustes. As unhas dos pés também ficaram lindas. Descalço fui até o quarto ao lado de minha irmã, fiquei totalmente nu, achei uma calcinha bege rendada e vesti, depois procurei um sutiã cor da pele com armação também com rendinha e o coloquei sobre os meus mamilos, ajustei-o, ficou perfeito, depois escolhi um vestido vermelho decotado na costa, vesti. Finalmente procurei na sapateira um par de sandálias douradas com poucas finas tirinhas com um salto altíssimo, calcei, se ajustaram bem nos meus pés. As unhas vermelhas se destacavam nas sandálias douradas que deixavam meus pés todos à mostra; ficou o máximo. De um tempo para cá eu ficava observando a minha irmã se maquiando, passando base no rosto, sombra nas pálpebras, rímel nos cílios, batom nos lábios. Certa ocasião, intrigada ela me perguntou: “Que é que você tanto me está olhando? Respondi: “Eu estou vendo o tempo que leva para você se maquiar, você não precisa disto, é tão bonita assim de rosto lavado”. — “Você não entende, é coisa de mulher, nós gostamos de nos maquiar, sentimos prazer nisto, homem não entende dessas coisas, só mulher mesmo. “Pode olhar à vontade”. Foi assim que eu aprendi me maquiar. Com aquela variedade de batons eu escolhi um rosa aperolado. Na gaveta escolhi um par de brincos com pingentes longos e um colar e pulseiras que combinavam. Os brincos uma vez nas orelhas eu virava a cabeça para um lado e para o outro vendo os brincos balançarem de um lado para outro. Olhei para o espelho da penteadeira, eu estava uma beleza. Depois equilibrando nos altos saltos das sandálias, arrastei a banqueta da penteadeira e me pus diante do espelho grande do armário, comecei me admirar em pé, depois me sentei, cruzei as pernas, peguei minha câmera e passei a tirar fotos diante do espelho, queria guardar de recordação. Sentado, fazendo várias poses tornei-me o próprio narcisista, não cansava de me admirar. Minha mãe após deixar o consultório foi para o shopping, lá chegando ao abrir a bolsa não encontrou o seu cartão de crédito e se lembrou então que havia deixado em outra bolsa. Voltou para casa. Sem fazer barulho, subiu a escada foi até o meu quarto e não me viu lá, depois achando estranho viu que porta aberta do quarto da minha irmã quando deveria estar fechada, com cuidado entrou quando viu uma garota sentada diante do espelho fazendo poses. Minha mãe levou um susto exclamou pondo as duas mãos no rosto: “Quem é você? Que é que está fazendo aqui? Quem te deixou entrar? Vamos logo me responda. Eu levei o maior susto, não sabia que fazer, por fim fiquei de pé, calado, estatelado. Minha mãe prosseguiu: “Vamos, estou esperando. Quem é você? Que está fazendo na minha casa? Eu falei com muito custo: “Mamãe, sou eu, seu filho”. Admirada, ainda não acreditando nas minhas palavras foi se aproximando. Chegou bem perto de mim, pegou minhas mãos, olhou para os meus pés. Perguntou: “Que é que está acontecendo, você quer mudar de sexo? Quer virar uma garota? Respondi: Não. Não é nada disto, eu queria apenas fazer uma experiência, para ver como é ser mulher, ser uma garota. Minha mãe segurou mais uma vez minhas mãos e percebeu pelo comprimento das unhas que elas eram postiças, olhando para os pés viu também. Perguntou: Onde você comprou essas unhas postiças? Eu comprei um estojo completo para manicure pela internet, elas são importadas, eu as recebi a uma semana, eu as comprei com aquele dinheiro que você me deu para comprar um jogo eletrônico, lembra-se. Minha mãe continuou: “Pelo que vi você está curtindo muito se vendo assim como uma garota, está gostando não é? Respondi: “Para que mentir, você viu tudo, estou curtindo muito sim, estou gostando demais em fazer esta experiência. Então fiz menção de tirar o vestido e ela então ela falou: “Não tira não, você deve ter tido tanto trabalho para se arrumar assim; fica como está, vamos conversar desse modo”. Com um sorriso amigo ela me deixou mais a vontade. Ela disse: “Eu quero pagar para ver, quero ver você descer esta escada com estes saltos sem cair”. Eu firmei a ponta dos pés não procurando firmar nos saltos e com cuidado segurando firme nos corrimões consegui descer. Minha mãe me deu o braço e fomos até o sofá da sala. Sentamo-nos. Ela falou o: “Você ficou uma graça, não sei se você ficou lindo ou linda”. Não parava de me admirar. Disse: “Mãe para de olhar assim, estou ficando sem jeito”. Eu perguntei por que ela havia chegado tão cedo e ela me explicou sobre o esquecimento do seu cartão de crédito. Ela voltando-se para mim falou: “Ainda é cedo, vamos comigo ao shopping, mas antes vamos lá encima no quarto da sua irmã para mudar de vestido, este está muito para festa, tire essas sandálias, suba descalço, vou lhe vestir uma coisa mais simples e umas sandálias com que possa andar. Subimos. Lá minha mãe escolheu um vestidinho amarelo de linho, com duas alcinhas nos ombros, eu continuei com a calcinha e com o sutiã da minha irmã. Ela sorriu, balançando a cabeça, ao ver com aquela roupa intima. Eu não mexi na minha maquiagem. No carro indo para o shopping perguntei: “Mãe, que vai acontecer quando o papai chegar e ficar sabendo o que está acontecendo?” Ela falou: Não se preocupe com isso agora, curta quilo que você estava planejando há algum tempo, fique frio, por mim ninguém vai ficar sabendo. Chegando ao shopping, fomos olhando as vitrines, minha mãe foi fazer as suas compras eu a acompanhei. A cada espelho que via a minha frente eu ficava me admirando. Compras feitas fomos à praça da alimentação comer alguma coisa, lá minha mãe falou: “Saindo daqui vou fazer algumas compras para você, vou comprar coisas bem simples a fim de verificar até quando vai durar esta sua experiência, porque você tem que tirar estas que são de sua irmã, você sabe; ela fica furiosa quando alguém mexe nas coisas dela; sabe como ela é. Minha mãe foi escolhendo com muito gosto, calcinhas, sutiãs, três vestidinhos de verão dois baby-dolls, um peignoir duas sandálias, uma de dedo, umas bijuterias e um par de chinelinhos bem femininos. Fomos a uma perfumaria e ela pediu que eu escolhesse três cores de batom, lápis de sobrancelhas, rímel, e base para o rosto, e disse: “Esmalte para as unhas você não vai precisar tão cedo”. Fomos para casa. Depois de experimentar o baby-doll cor de rosa e o chinelinho a mesma cor fui montá-los até o quarto da minha mãe. Minha mãe disse que eu estava um amor e me ensinou como tirar a maquiagem para dormir. Custei pegar no sono, pois aquele dia foi de fato muito excitante. Ao acordar vesti meu peignoir calcei meus chinelinhos rosa e desci para tomar café, minha mãe já estava lá. Perguntou-me se eu havia passado bem à noite e como eu estava me sentindo, ela disse que estava ainda meio assustada com que havia acontecido e falou que havia pensado bem e que pensava em me levar numa psicóloga sua amiga que fora sua companheira de turma na faculdade, eu lhe disse que não tinha nada contra, muito pelo contrário. Pela manhã nós não saímos. Depois do banho eu fui vestir um dos vestidinhos novos que havia ganhado e calçar um par de sandalinhas rasteiras brancas de dedo. Sem a nossa cozinheira fomos almoçar num restaurante próximo de casa; fomos a pé, como havia dito a minha mãe jamais alguém poderia na vizinhança me reconhecer. No dia marcado minha mãe me levou a sua amiga psicóloga, deixou-me lá e disse que dentro de uma hora estaria de volta para me buscar. A psicóloga, muito simpática, começou dizendo para eu lhe dizer sem constrangimento por que eu havia decidido me vestir como uma garota. Eu lhe disse que na verdade eu queria apenas experimentar, mas em absoluto segredo, viver por algumas horas como se fosse uma mocinha sem que ninguém mais soubesse, porque em segredo seria muito excitante. Disse-lhe que eu iria morrer de vergonha se minha mãe, meu pai, minha irmã, em fim outras pessoas viessem saber desta minha experiência. Pensava em desfazer de tudo antes que minha mãe chegasse, mas, para a minha surpresa ela me surpreendeu me vendo arrumado daquela maneira, a princípio ela reagiu com indignação, me criticando, porém, para minha surpresa aos poucos ela foi se mostrando muito compreensiva, até demais, e me estimulou prolongar a minha fantasia que eu havia planejado há meses atrás; contudo, como lhe já disse por apenas por algumas horas. Contei à psicóloga que não entendi quando minha mãe falou que queria partilhar dessa experiência comigo. Disse-lhe que eu estava decidido que experiência tinha que durar no máximo até as vésperas da chegada da minha irmã ou da volta da nossa empregada ao trabalho. Repeti que seria angustiante para mim se alguém mais soubesse que eu me havia me vestido, usado maquiagem e de unhas postiças. A psicóloga perguntou se caso a minha mãe, curiosa, quisesse saber daquilo que conversamos se eu autorizava contá-la eu disse que sim, porque quando eu estivesse com ela iria de qualquer maneira lhe contar sobre tudo sobre aquilo que nós falamos aqui.

