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Crônica de uma vida vazia

CrõnicaEu confesso que,
Quando minha irmão nasceu com Síndrome de Down, eu não entendia. Sou mais velha que ela apenas um ano.
Quando ela nasceu, tinha umas série de problemas de saúde.Minha mãe vivia nos hospitais com ela, meu pai era alcoolatra e vivia em bares e esquinas se drogando.
Tenho mais 4 irmãs que são mais velhas que eu. Mas naquela época cada uma tinha suas próprias preocupaçãoes de adolescente para cuidar.
Eu vivia sozinha. Não tinha amigos, não tinha familia, passei a maior parte da minha infância, sentada em um colchão no quintal, enquanto minha mãe ficava no hospital com minha irma.
Naquela época eu não entendia porque minha mãe fazia aquilo. Me deixar totalmente sozinha para ficar com minha irmã.
Eu era criança demais pra descobrir sozinha que minha irmãzinha precisava mais dela qua de mim.Bem, na verdade eu até percebia.
Mas o que mais me deixava triste, era o silêncio e a distancia de minha mãe.Se ela tivesse me falado me explicado, que minha irmã precisava de ajuda, e eu podia fazer certas coisas sozinhas eu ia entender. O que faltou nisso tudo foi amor.
Minha mãe não se importava comigo, muito menos meu pai.
Aprendi a fazer tudo sozinha, cresci quieta, calada, quase invisivel.
Quando por instindo começei a fazer alguns amigos na escola, me sentia estranha, pois em festinha de aniversário que eu ia,via os pais abraçarem e beijarem seus filhos com todo amor e ternura que eu jamais vira em minha casa.
Eu achava estranho ver familiares se abraçando.
Achava tudo aquilo muito anormal.Mas quandto mais eu ia crescendo, mais eu ia percebendo que o estranho era eu.Que na minha vida que não tinha amor. Descobrir essa dura verdade so piorou as coisas.Passei a gostar menos ainda de minha familia,todavia de um modo muito silêncioso, escondendo isso de todos.
Durante o dia me mantinha firme, fingia indiferença a tudo. Durante a noite no meu leito morno e ao mesmo tempo tão gélido, caia, chorava, súplicava a Deus para aquela coisa dentro de mim se fosse o mais depressa possivel.
Em vão. Todas as noites a tristeza imunda e nua pulava a minha janela e deitava-se a meu lado.
Eu estava oca.Vazia.Desesperado por afeto e atenção.
Cresci assim, e até sou muito melancolica, já me envolvi com drogas, que nada de util me trouxe, paenas acentuou ainda minha minha depressão.
Busco um sentido em minha vida. Hoje estou noiva. Quero ter uma familia melhor do que eu tive em minha infância. Estou grávida. E em muitos anos foi a única coisa que me fez sentir viva de novo. Eu já não acreditava que podia ser feliz, até recebe essa linda noticia.
Mas antes de recomeçar eu tinah que desabafar.
Não é a historia mais triste do mundo nem a mais feliz, mas é a minha historia.

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Escrito por Anônimo

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