Ontem uma mulher ligou na casa da minha irmã e já foi logo falando:
– Você é a mãe do Gabriel?
-Sim, mas quem é?
-Olha, ele foi para o rio com uns colegas e morreu afogado!
Minha irmã ficou desesperada, chorando. Ela sabia que o filho foi para a escola e que ele não costuma mentir, mas ao mesmo tempo, adolescentes podem aprontar, né?! Ela queria acreditar que não era o meu sobrinho, mesmo assim largou tudo em casa e foi na escola. Ela saiu sem pentear o cabelo, de chinelo, chorando… Ao chegar lá, meu sobrinho estava estudando.
Felizmente era trote. Um trote muito maldoso, cruel fazer isso com uma mãe!
Pior que a mulher era adulta, pela voz. Safada, desocupada e ruim. Além do grande susto, ela ainda atrapalhou a tarde da minha irmã que tinha um monte de coisas para fazer, ao contrário dessa senhora.

