Eu confesso que estou desanimada de ajudar, de melhorar, de imaginar que algo mágico possa acontecer.
Não tenho vontade de fazer nada.
Vivo, pq tenho que viver, esperando algum milagre, algo que me faça ter vontade de acordar cedo e trabalhar, de ligar para meu namorado, de ajudar minha família.
Não sinto e nem vejo reciprocidade nas coisas, nas pessoas.
Pessoas são nojentas, são propagandas ambulantes, amam pq todos dizem que é bonito amar, vivem pq alguém falou que é lindo viver. Poucos o fazem pq querem.
Amam o corpo, as roupas, o que o próximo têm. Vivem pela bebida, pela comida, pela luxúria.
Falam que se importam com os outros, mas será que se importam mesmo ou eu sou mais egoísta do que eu imagino.
Fingem, calam-se, reparam, julgam, pregam a boa vizinhança. Quem menos ama é quem mais precisa de amor. Quem mais grita, é quem tem o coração mais calado. Quem menos vive é que tem mais vontade de explodir.
Faço minhas orações e peço que Deus mude meus pensamentos, penso que tem algo errado. Mas pq eu estaria errada? Será que é feio questionar? Não à Deus, Ele é inquestionável.
Mas às pessoas, puxa, nunca vi tanta gente estranha.
Mundo de gente falsa, sim, todos. Inclusive eu.
A gente não é verdadeiro o tempo todo. O mundo rotula essa falsidade. Vc tem que sorrir pra quem não quer, agradar quem não merece, fazer o que o seu chefe manda, suportar aquele colega insuportável e folgado, aceitar que seu namorado faça algo que vc não quer, aceitar o que vc não concorda. É triste, estranho, é a vida.

