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Descobrindo minha verdadeira identidade

A primeira vez que me ocorreu alguma duvida do que eu realmente era, foi quando eu tinha apenas 13 anos de idade. Foi numa viagem de fim de semana para comemorar o aniversário de uma de minhas amigas na fazenda de seus avós. Mas também foi lá que eu entrei em conflito com umas das meninas. Aparentemente ela me odiava, pelo menos foi foi o que eu achava até aquela noite.

Quando chegamos ao local, todas subiram as escadas até o quarto para escolher a onde iriam dormir. Apenas eu e a garota que me odiava ficamos para trás. Fiquei para ajuda-la a levar suas coisas, subindo as escadas lembro do seu olhar me fuzilando as costas. Quando chegamos ao quarto, total já tinham escolhido a onde iriam dormir, sobrando apenas um cochão de casal. Como só havia sobrado eu e ela fomos obrigadas a dividir aquele cochão.

Ja de noite, na hora de dormir… Ela correu para o banheiro onde permaneceu por volta de 30 minutos. Não entendiamos bem o que ela fazia lah, se passava mal ou se… Bommmm!!! Vcs entenderam.

Para brincar com ela, todas as garotas inclusive eu, combinamos de fingirmos que estavamos dormindo, para assusta-la depois. Ela já ameçava sair do banheiro quando umas das garotas correu para apagar a luz. Após passar pela porta, tentou chamar atenção para ver se alguma menina permanecia acordada. Percebeu que ninguem respondeu… correu na direção do nosso cochão ( afinal o cochão também era meu), onde se deitou e puxou a coberta para si. Depois de um tempo ela virou-se para mim e com toda a força começou a me abraçar. lembro com nitidez os sentimentos que afetavam o meu corpo. Minha respiração acelerou, senti formigação nas minhas mãos e uma queimação na região do estomago e me senti totalmente fraca, imóvel. Lembro me bem do desespero que sentir, queria tanto que ela me soltasse, mas ao mesmo tempo que nunca o fizesse. Mas como não sabia como lidar com tanto sentimento, me arrependo de ter gritado para ela me soltar naquela noite.

Me arrependo ainda mais por te-la magoado daquela maneira. Mas ainda mais por ficar nesta curiosidade no que teria acontecido se eu houvesse deixado.

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Escrito por Anônimo

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