Não sei quando foi que deixei de me importar com coisas minuciosas do cotidiano, as falcatruas, os dados, os pré-conceitos. Daí, achava que havia entrado no eixo. Encontrado um amor, jurava, estar achado de amor, mas era apenas mais um, destes que fazem com que você se entregue por completo, se enxergue lado a lado. Você sabe o perfil, o endereço, menos onde o deixar, menos onde o encontrar, para alegrar tudo: o encontrar sem seu diálogo cheio de vestígios conjunto as mentiras de seu ciclo vicioso e tardio.
Eu o encontrava, apenas o encontrava. Não sei sobre seus sentimentos, anseios ou desejos. Não sei de mim.
Seria mais um ápice da falta de afeto?
Seria mais um desastroso fim?
Seria mais um, mais um inócuo início?
Apenas sei de seu novo par, lindo, deslumbrante.
Feliz.
Branco.
Requisitos para a entrada triunfal do fim.
A desgraça nunca está completa se falta o fim: eu estava aprendendo a o desconstruir, para o construir sem amarras, sem desejo, sem esperança.
Não sou nenhum santo, mas a tecla bate sempre repetidamente.
Por fim, a dor da fotografia de seu atual em minha caixa de entrada: sorrindo, despretensioso.
"Este é meu namorado!" – disse.

