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Desconfiei a primeira vez de MF

Eu confesso que minha esposa MF e eu fomos noivos 4 anos. Durante este período, ela morou 2 anos com a irmã “I”, em SP.

Eu nunca tive motivos fortes pra ter ciúmes dela, pq ela sempre foi muito apaixonada por mim, mas eu sei que ela lá tinha amigas, e que não se furtava de sair de vez enquando.

Certo dia ela me disse por telefone, que iria a uma festa de aniversário na casa de uma amiga em Taboão da Serra, mas que não voltariam no mesmo dia por falta de condução. Aquilo me deu uma pontada de ciúmes, mas como ela me deu o telefone de onde iria, relaxei.

Na semana seguinte ela veio ao RJ, e trouxe fotos da festa. Estranhamente, em quase todas as fotos aparecia sempre um cara pintoso, de barba bem feita, tipo comedor, e que ela afirmava ser apenas mais um convidado da tal festa. O nome dele era Jorge.

Eu não sei o que me deu, mas o ciúme foi tal que eu aproveitei que ela tinha dormido, e fucei na agenda dela atrás de alguma coisa estranha, e no caderninho de telefones tinha o nome do tal Jorge. E o telefone que estava ao lado do nome era o mesmo que ela tinha deixado comigo, dizendo que era o telefone da casa onde ela iria numa festa!! Ela mentiu.

Fucei mais ainda nas coisas dla (bolsa, mochila) e fiquei mortificado quando encontrei uma carta, onde ela escrevia pra uma amiga assim:

“Eu tenho que tirar ele da cabeça. Eu sou noiva, e amo meu noivo!”.

Eu fiquei nervoso, meus olhos correram rápido pela carta meio a esmo, e o pior foi que me deparei com a seguinte frase: “Eu não consigo esquecer aquele pirú grande e grosso entrando e saindo de dentro de mim.

Na hora em que eu li essa segunda frase, a MF me pegou no pulo, me flagrando com a carta na mão. Ela ficou louca comigo, e mesmo eu exigindo que ela lesse tudo ali novamente pra mim, ela se negou.

Eu cobrava dela sobre o que era aquilo na segunda frase, mas ela não mostrava e disse que aquilo quem dizia era a amiga, não ela. E ela estaria apenas comentando na carta para a amiga, que achava engraçado quando ela dizia “Eu não consigo esquecer aquele pirú grande e grosso entrando e saindo de dentro de mim”.

Nos brigamos, ela voltou pra SP. Ficamos brigados um tempo, mas a gente se amava demais, e eu decidi fingir que de fato eu era que tinha me enganado, e a história foi esquecida.

Eu era um guri de 22 anos, na época, e aquele acontecimento foi um divisor de águas. Dali pra frente, eu passei a ver minha futura mulher com outros olhos…

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Escrito por Anônimo

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