Já tentei de tudo, procurei a Filosofia, a Psicoterapia, remédios e o enfrentamento dos meus medos. Nada funcionou, continuo na mesma de antes. Sempre tive, desde criança, uma insegurança no que diz respeito às mulheres, tenho medo de me relacionar com elas, algo que foi além da ansiedade do primeiro beijo. Me aproximar delas na expectativa de conquistá-las me traz um sentido além daquele friozinho na barriga, a conversa pode até acontecer, mas não dou o passo seguinte, só consigo tomar uma atitude sob o efeito do álcool. Consequentemente, cheguei aos dezenove anos virgem, apesar de uma tentativa frustrada. Na ocasião, já alvo das brincadeiras dos amigos e sem perspectivas com as garotas, num ato desesperado, visitei um prostíbulo, a ansiedade me prejudicou de novo, brochei! A partir daí, entrei em Depressão, o senso comum não aceita a causa da minha doença, todos acham idiotice, podem até ter razão, mas é assim que me sinto. Comecei a tentar a encontrar respostas em busca da cura, me cosultei com uma psicóloga, refletia, tomei remédios e não consegui. Resolvi tomar a decisão que parece ser mais óbvia, enfrentar o medo de me aproximar das garotas para ter um beijo pu algo mais. Errei muito, me falta habilidade nessas situações, já disse frases bizarras, quando dizia algo. Comecei pela Internet, mesmo virtualmente, onde a maioria dos meninos se sente mais à vontade, eu morria de ansiedade. Uma vez, numa dessas empreitadas pelas redes sociais, uma menina me deu um fora e, logo depois, mandou uma indireta no Tweeter me humilhando. Hoje (06/09/2014), fui à festa de aniversário de um amigo, havia uma garota afim de mim, me deu todos os sinais, mas não tomei uma atitude, um outro menino, que não a atraía no momento, se aproximou e ficou com ela, esse foi o meu golpe de misericória. Já fui humilhado muitas vezes por conta disso, mas já me acostumei com as gozações e outras reações das pessoas que me encomodam, resolvi desistir disso e me conformar com a virgindade e minha falta de atitude e habilidade com as mulheres para o resto da vida. Assumo todo tipo de injúria, me sinto culpado pelo meu próprio martírio. Frouxo, fraco, borracha fraca, brocha e qualquer outra forma de desaforo é aceita por mim, afinal, eu mereço.

