Boa tarde! Eu sou uma jovem de 22 anos. Começarei pela confissão que iria fazer na sexta-feira, dia 27/01, mas a não fiz porque eu não estava preparada. Neste dia eu estava me sentindo muito mal por sentir inveja de uma garota, que é minha colega, é muito próxima de mim, mas que não considero amiga. E queria muito desabafar com alguém e então achei este site. Bom, agora criei coragem e, depois de sexta, percebi algo que estava me deixando mais mal do que a inveja que eu estava sentindo.
Eu sempre fui uma menina muito fechada, de poucos amigos, tímida, com muito baixa autoestima e que admirava muito as outras meninas por serem bonitas, altas, ricas e magras. e todo mundo da minha escola gostava de mim por eu ser estudioda e fazer tudo que me pediam, como trabalhos da escolha, dar cola em prova e favores com garotas (meus colegas pediam pra eu dar recado pra minhas amigas). Eu digo ‘admirava’ porque eu realmente achava elas bonitas, e admirava além da beleza fisíca. Eu sempre admirei as pessoas pelo caráter, humildade e respeito com o próximo. Enfim! Mas eu nunca senti inveja, não conhecia isso e nunca fiquei mal por sentir isso. E cheguei a essa conclusão depois refletir muito na sexta-feira.
Desde quado eu entrei na faculdade de medicina, eu tinha uma meta de ser uma garota diferente da que eu era no ensino médio, ser mais eu, me arrumar, me maquiar (porque eu era muito leiga nisso), e ser eu mesma.
No primeiro ano de faculdade eu fui fazendo amigos e tentando mudar muita coisa em mim. Mas a mania de admirar as pessoas eu nunca deixei, até porque eu sou muiti observadora. No primeiro ano de faculdade eu fiz uns colegas (digo colegas porque eu só considero amigo quando posso falar abertamente sobre minha vida com a pessoa sem me sentir tímida, e sem falar que só considero amigo depois de um ano de convivênvia), e logo comecei a admirar umas pessoas desse grupo. Somos cinco colegas, quatro meninas e um menino. Desses cinco, três ficaram mais amigos, e eu fiquei mais amiga de uma outra menina. Que eu realmente considero amiga( somos duas sargitarianas e nos damos muito bem), digamos que é a única amiga que eu tenho nessa faculdade. eu não antissocial, não rsrs. Eu falo com bastante gente, inclusive. Mas tem os critérios para ser amizade. Voltando…
A menina que eu tinha ou ‘tenho’ ineveja faz parte desse trio. Ela se parece muito comigo, tímida, de poucos amigos etc., e eu gosto bastante dela e tudo mais. Sexta-feira, quando eu estava me sentindo mal, eu comecei a pontuar todos os motivos que eu achava que ela tinha e que eu poderia ter inveja. E eu vi que não era eu que tinha inveja dela, era ela que tinha de mim. Então eu relembrei de tudo que ela já me falou, sempre tentando me rebaixar, sempre sendo uma falsa com minhas conquistas. Sabe quando vc consegue algo e todos seus colegas vão te parabenizar e essa pessoa simplesmente fica calada ou muda de assunto? É assim que ela fica. Desde sexta eu comecei a testá-la fazendo comentários de coisas coisas boas que eu consegui e ela sempre rebatendo. Em uma época eu fiz uma prova de monitoria, pra ser monitora de uma disciplina, passei em segundo lugar. Agora, ela também que fazer essa monitoria e veio me perguntar como tinha sido a minha prova. Falei o que tinha caído e tudo mais. Aí ela disse que muita gente tinha se inscrito pra fazer a prova de monitoria, e que na minha época a prova deveria ter sido fácil e que pra ela vai ter muito mais concorrência.
Resumindo, depois de ter me sentido muito com aquela inveja desgraçada, eu perguntei do google o que fazer. Então desde sexta, quando tenho um pensamento ruim a respeito dela, eu tento reverter tudo para um bom sentimento, desejando coisas boas e que ela passe nessa prova de monitoria e seja uma monitora melhor que eu. Afinal de contas ela é tem uma personalidade bem parecida com a minha, e eu nunca precise ter inveja de ninguém. É isso. Senti-me aliviada depois disso, mas uma forma alternativa de desabafar sem incomodar meus poucos amigos do ensino médio. Se alguém tiver uma opinião a respeito dessa confissão, por favor comente. É sembre bom ouvir uns conselhos. Abraço

