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Do mato para a cidade

Eu confesso que já paguei muito mico na minha vida. Eu nasci no Amapá e morava numa cidadezinha bem do interior, lá era mato mesmo gente. Daí um belo dia meu pai foi aprovado num.concurso e toda minha família teve que se mudar pra Brasília. Eu nunca tinha saído do Amapá, nunca tinha tido contato com a civilização. Quando chegamos em brasília nós sofremos muito com bullying. O nosso vocabuário era totalmete diferente do povo da cidade. Quando a gente queria que alguém olhasse pra algo a gente falava “ulha”. Ulha só que bonito! Cheiro de.peixe era “pitiú”. Quando eu ía no parquinho eu gostava de brincar no “escorrega bunda”. Nossa as crianças riam muito da nossa cara, falavam que a gente era de alguma tribo e ficavam fazendo uuuuuuuuu. Ah e quando a gente se admirava com alguma coisa a gente falava: “Discunjuro” ou então “égua”! Que coisa não! Ah ta e quando ficávamos preocupados com alguma coisa, minha mãe dizia: não se afudegue moleca! Mas quando a gente torrava a paciência dela ela mandava a gente enfiar peido no cordão ou então mandava a gente chupar merda. Ainda se aborrecia se a.gente.risse dela por falar assim. Meus primos chamavam a gente de indiazinhas, porque a gente tinha vindo.da selva. Nossa como era diferente o povo da cidade! Quando precisava tomar banho minha mãe dizia q a gente tava pichelando kkkkk. Minha vó falava.alve ao invés de árvore e mandava tomar um”soco” ao invés de suco. Hoje a.gente se lembra e morre de.rir.de.tudo isso kkkkkk

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Escrito por Anônimo

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Eu to louco para comer o cú da minha namorada!!