É como se encenasse uma peça em meu subconsciente, na qual eu, atriz principal, sou o distorcido de meu eu real, o que há de mais belo em um ser humano. Acontece que, na realidade, eu tento sabotar o alcance dessa persona magnífica e projeto em meus atos o completo e revirado oposto daquilo que gostaria de ser. O mais absurdo é que tenho plena consciência da existência desses dois eus antagônicos. Mas fujo do alcance da perfeição. Porque acredito que não tenho capacidade de envolver toda essa imaculada e cheirosa alma esplêndida. Abandono o protagonismo e abraço o papel coadjuvante.

