Eu confesso que detesto a minha mãe.
Sempre fez de tudo para que nunca me faltasse nada, e ainda asssim, eu detesto-a.
Amo o Tiago. Amo-o como nunca amei ninguem. Os momentos que nos temos são perfeitos. Sinto-me a pessoa mais feliz do mundo ao lado dele, porque sei que sou verdadeiramente amada.
Tenho 20 anos, e ferquento um curso superior.
O meu namorado tem a mesma idade que eu, mas ianda não conseguiu entrar para a faculdade como eu.
A minha mãe tem problemas. A mente dela, imensamente retrogada, preocupa-se mais em puder dizer que a filha namora com um universitario, do que em dizer que namoro com alguem que me faz feliz. As vezes pergunto-me como é que alguem que estudou, que tem um curso, uma formação, pode ser tão limitado.
Vivemos numa terra pequena, e a minha mãe parece que nunca saíu daqui. Onde as aparências são superiores a qualquer coisa.
A minha mãe é casada com um engenheiro, o meu pai. Temos uma boa casa, um bom carro, um apartamento de férias. Tem tudo o que é importante pra mostrar, mas não é feliz.
É mais uma daquelas que se anulou, deixou-se ficar em casa, a descuidar-se. Pode gabar-se que o marido é engenheiro, mas não se pode gabar que ele gosta dela, que nunca a traiu.
E mesmo assim, a superficiliade dela, a pequenez da sua mente não muda um pouco.
Eu e o Tiago moramos longe um do outro, e isso dificulta ainda mais as coisas. Não nos quer deixar passar os fins de semana juntos.
Vou sair de casa. Vou arranjar um part time, e alugar um apartamento na cidade onde estudo.
Não é pelo Tiago. É por mim.
Não suporto a ideia de continuar ali e um dia me transformar em alguem como ela.
Quero ser livre. Amar nem que seja num t0 com um peugeut 106 de 1995 à porta.

