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Ela deu mas não admite

Lembra de quando contei da viagem da minha esposa com seus dois colegas de trabalho? Bom, continuando aqui… As mensagens dela eram curtas, quase mecânicas: “tá tudo bem”, “feira lotada hoje”, “cansada pra caramba”. Fotos no Instagram e no WhatsApp mostravam ela sorridente no estande, sempre com os dois caras por perto — um deles com a mão no ombro dela numa delas, de um jeito que parecia casual demais pra ser inocente. Eu ficava olhando as imagens no repeat, aumentando o zoom, procurando sinais. O sorriso dela estava diferente. Mais solto. Mais… satisfeito.

Chegou o dia da volta. Segunda-feira à noite, voo atrasado meia hora. Fui buscá-la no aeroporto mesmo assim, ansiedade batendo, mistura de saudade, ciúme e aquela excitação doentia que eu já conhecia bem. Quando ela apareceu na saída de desembarque, arrastando a mala pequena, meu primeiro pensamento foi: “caralho, ela tá diferente”.

O cabelo estava mais bagunçado do que o normal, como se tivesse sido lavado e secado às pressas. A blusa justa marcava o corpo de um jeito que eu conhecia de cor, mas tinha algo errado — ou certo, dependendo do ponto de vista. Ela veio sorrindo, me abraçou forte, cheiro de perfume misturado com um hálito de trident de melancia. Beijou minha boca demorado, língua quente, mas tinha um gosto diferente. Não sei explicar. Era ela, mas não era só ela.

No carro, ele falava sobre o evento. Ela colocou a mão na minha coxa, apertou de leve, enquanto conversava. Eu olhava de canto pra ela enquanto dirigia. No semáforo, vi melhor: no pescoço, quase na base da orelha, uma marca vermelha meio roxa, do tamanho de uma moeda. Chupão. Não era mordida de inseto, não era alergia. Era marca de boca. E não era minha.

Chegamos em casa. Mal fechei a porta, ela já estava me puxando pro quarto. “Saudade louca”, murmurou, tirando a blusa com pressa. Foi aí que vi o resto.

As coxas… puta merda, as coxas. Manchas roxas, impressões de dedos, marcas de unhas que desciam até quase o joelho. No peito direito, bem na lateral do seio, outra marca de sucção, mais escura ainda. E quando ela virou de costas pra tirar a calça, vi na nádega esquerda uma pegada completa, cinco dedos bem marcados, como se alguém tivesse apertado com força enquanto metia por trás.

Ela se jogou na cama de bruços, empinando a bunda, olhando pra mim por cima do ombro com aquele mesmo sorrisinho malicioso da despedida.

— Vem logo, amor… tô morrendo de vontade… ensopada aqui.

Eu estava duro desde o aeroporto, mas agora era outra coisa. Era raiva, tesão, curiosidade doentia tudo misturado. Entrei nela com força, sem preliminares, sem nada. Ela gemeu alto, mais alto do que o normal, e começou a falar sacanagem que raramente falava comigo.

— Isso… ahh… aiii… mete forte… me fode… ahhh… come a sua vadia…

Eu nunca tinha ouvido ela falar assim. Nunca. Apertei os quadris dela, sentindo as marcas sob meus dedos, e ela gozou rápido, tremendo, gritando. Depois virou de frente, abriu as pernas bem, e me puxou pra dentro de novo. O sexo estava animal. Selvagem. Ela arranhava minhas costas, mordia meu ombro, pedia pra eu apertar mais forte, puxar o cabelo, tapa na cara de leve. Eu fiz tudo. Ela gozou de novo, duas, três vezes, coisa que com a gente normalmente não acontecia tão seguido. Parecia que ela estava revivendo alguma cena que ela teve e eu desconheço 

Quando terminamos, ela ficou deitada de lado, ofegante, suada. Eu olhei pra ela, ainda com o pau meio duro pingando, e perguntei baixo:

— O que aconteceu lá, hein?

Ela riu, jogou o cabelo pra trás.

— Nada, amor. Só cansei muito na feira, fiquei estressada, agora tô aliviada. Saudade de você.

— Essas marcas no teu corpo…

— Caí da escada do estande no último dia. Bati feio. — Ela nem piscou. Mentira descarada, voz tranquila demais.

Eu não insisti. Não naquela hora. Mas ela se levantou pra tomar banho e, quando passou por mim, roçou a mão no meu peito e sussurrou:

— Você me fodeu gostoso hoje… gostei assim, mais bruto.

Depois entrou no banheiro cantarolando. Uma chifradeira profissional.

Eu fiquei olhando a porta fechada. As marcas. O jeito que ela gozou gritando. A fome que ela tinha. A mentira na cara dura.

Ela nega até hoje. Jura de pés juntos que não rolou nada, que os caras foram super profissionais, que ela ficou sozinha no apartamento a semana inteira. Mas o corpo dela contava outra história. E o pior (ou melhor): toda vez que a gente transa desde então, ela quer mais forte, mais sujo, mais intenso. Pede coisas que antes nem falava. E eu… eu entro no jogo. Porque, no fundo, eu sei. Eu sinto. E, por mais que doa, me excita pra caralho imaginar os dois revezando ela naquele Airbnb, marcando ela inteira, fazendo ela gozar como nunca gozou comigo antes.

Ela voltou diferente. E eu, de algum jeito doentio, tô gostando dessa versão nova.

E você… o que faria no meu lugar?

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Escrito por Andersom Amadeu

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