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Enfim aconteceu

Enfim, aconteceu.

Depois de aproximadamente três anos ensaiando, criando coragem, conversando, imaginando e procurando alguém que pudesse realizar esse nosso desejo, essa nossa fantasia… aconteceu. E quando menos esperávamos.

Não foi como imaginávamos no sentido de planejamento. Achávamos que tudo seria pensado com antecedência, com calma. Mas foi o oposto: aconteceu de repente. Pela manhã, jamais imaginaríamos como aquele dia terminaria. E, à noite, ele terminou de uma forma que nunca vamos esquecer.

Há muito tempo temos o sexlog. Há muito tempo conversamos, ensaiamos cenários, trocamos ideias e situações que apimentam a nossa relação. O desejo sempre esteve presente, mas a coragem de ir até o fim nunca tinha aparecido de verdade. Até sexta-feira. Ontem tudo mudou.

Postei algo dizendo que estávamos em busca de alguém, como vocês podem ver na postagem anterior. Rapidamente, várias pessoas entraram em contato no privado. Muitas mensagens, muitos convites… mas um deles chamou a nossa atenção. A conversa foi boa, leve, respeitosa. Uma conversa que passou confiança. Principalmente para a Júlia, que se sentiu segura e à vontade desde o início.

Marcamos. Na cidade mesmo. Ele escolheu o local. Quando chegamos, estava cheio, muita gente. Eu cheguei por outro ponto e depois nos encontramos. Decidimos ir para um lugar mais tranquilo. Acabamos em um restaurante, com várias famílias ao redor. Ficamos ali conversando, ansiosos, até que ele chegou.

Nos apresentamos para quebrar o gelo, pedimos algo para beber e começamos a conversar sobre coisas aleatórias. Em poucos minutos, parecia que nos conhecíamos há anos. A conversa fluía naturalmente.

Em determinado momento, me levantei com o pretexto de buscar meu celular no carro. Fiquei ali uns 15 minutos, deixando os dois a sós. Voltei, fui ao banheiro — eu estava extremamente ansioso, nervoso. Ao retornar à mesa, sugeri que pagássemos a conta e fôssemos para um local mais reservado. Disse que iria guardar algumas coisas no carro.

Ele estava sem carro, então ofereci carona. Quando entrei no carro, no banco do motorista, tive uma surpresa: os dois vieram de mãos dadas, com as mãos apertadas uma na outra. Naquele momento pensei: tá acontecendo. Não tinha mais volta. E, para ser sincero, eu nem queria voltar.

Para meu prazer, me assumi ali como um corno obediente. Virei motorista, virei Uber, e sugeri um motel. No caminho, eles já começaram a se beijar. Antes mesmo do carro sair, já estavam se pegando. Ele começou a chupar os peitos dela, e logo depois ela já estava chupando ele. Ela gemia alto, pedia para eu ir mais rápido, queria chegar logo.

Chegamos ao motel. Entramos na suíte. Fiquei um pouco no carro para respirar, e quando entrei no quarto, os dois já estavam completamente envolvidos, se beijando, se tocando. Ele a conduzia muito bem. Eu conheço minha esposa, e via claramente o prazer que ela estava sentindo.

Sentei em uma cadeira próxima e fiquei apenas observando. Ele transou com ela por duas, três horas, sem parar, de todas as formas, de todos os jeitos. Ela olhava para mim, me chamava de corno, perguntava se eu estava gostando — e eu estava. Estava amando, adorando tudo aquilo.

Foi muito bom. E principalmente pela pessoa que escolhemos. Depois de tanto tempo, a escolha foi acertada.

No final, ele ainda se ofereceu para pagar a conta. Aceitei. Fomos embora. E, chegando em casa, transamos mais um pouco. Eu a chupei, ainda sentindo nela o gosto daquele sexo.

No fim, o que ficou não foi apenas a lembrança de uma noite intensa, mas a certeza de que atravessamos juntos um limite que por anos existiu apenas no imaginário. Houve confiança, entrega e, acima de tudo, cumplicidade. Nada foi perfeito ou planejado, mas foi real — e exatamente por isso marcou tanto. Voltamos para casa diferentes de como saímos: mais conscientes dos nossos desejos, mais unidos pela honestidade e pela coragem de viver o que antes era só fantasia. Não sabemos se essa experiência se repetirá ou tomará outros caminhos, mas sabemos que ela cumpriu seu papel: nos mostrou que, quando existe diálogo, respeito e conexão, até o inesperado pode se transformar em algo profundamente significativo.

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Escrito por brandon

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