Abstração seletiva (às vezes chamada de ignorar as evidências ou filtro mental)
Definição: Chega-se a uma conclusão depois de examinar apenas uma pequena porção das informações
disponíveis. Os dados importantes são descartados ou ignorados, a fim de confirmar a visão tendenciosa
que a pessoa tem da situação.
Exemplo: Um homem deprimido com baixa auto-estima não recebe um cartão de boas-festas de um velho
amigo. Ele pensa: “Estou perdendo todos os meus amigos; ninguém se importa mais comigo”. Ele ignora
as evidências de que recebeu cartões de vários outros amigos, que seu velho amigo tem lhe enviado
cartões todos os anos nos últimos 15 anos, que seu amigo esteve muito ocupado no ano passado com
uma mudança e um novo emprego e que ele ainda tem bons relacionamentos com outros amigos.
Inferência arbitrária
Definição: Chega-se a uma conclusão a partir de evidências contraditórias ou na ausência de evidências.
Exemplo: Uma mulher com medo de elevador é solicitada a prever as chances de um elevador cair com ela
dentro. Ela responde que as chances são de 10% ou mais de o elevador cair até o chão e ela se machucar.
Muitas pessoas tentaram convencê-la de que as chances de um acidente catastrófico com um
elevador são desprezíveis.
Supergeneralização
Definição: Chega-se a uma conclusão sobre um acontecimento isolado e, então, a conclusão é estendida de
maneira ilógica a amplas áreas do funcionamento.
Exemplo: Um universitário deprimido tira nota B em uma prova. Ele considera insatisfatório e supergeneraliza
quando tem pensamentos automáticos como: “Estou com problemas nessa aula; estou ficando
para trás em todas as áreas da minha vida; não consigo fazer nada direito”.
Maximização e minimização
Definição: A relevância de um atributo, evento ou sensação é exagerada ou minimizada.
Exemplo: Uma mulher com transtorno de pânico começa a sentir tonturas durante o início de um ataque de
pânico. Ela pensa: “Vou desmaiar; posso ter um ataque cardíaco ou um derrame”.
Personalização
Definição: Eventos externos são relacionados a si próprio quando há pouco ou nenhum fundamento para
isso. Assume-se responsabilidade excessiva ou culpa por eventos negativos.
Exemplo: Houve um revés econômico e um negócio anteriormente de sucesso passa por dificuldades para
cumprir o orçamento anual. Pensa-se em fazer demissões. Uma série de fatores levaram à crise no
orçamento, mas um dos gerentes pensa: “É tudo culpa minha; eu deveria saber que isso iria acontecer e
ter feito alguma coisa; falhei com todos na empresa”.
Pensamento absolutista (dicotômico ou do tipo tudo-ou-nada)
Definição: Os julgamentos sobre si mesmo, as experiências pessoais ou com os outros são separados em
duas categorias (por ex., totalmente mau ou totalmente bom, fracasso total ou sucesso, cheio de defeitos
ou completamente perfeito)
Exemplo: David, um homem com depressão, compara-se com Ted, um amigo que parece ter um bom
casamento e cujos filhos estão indo bem na escola. Embora o amigo seja muito feliz em sua casa, sua vida
está longe do ideal. Ted tem problemas no trabalho, restrições financeiras e dores físicas, entre outras
dificuldades. David está se envolvendo em pensamento absolutista quando diz para si mesmo: “Tudo vai
bem para Ted; para mim nada vai bem”.

