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Eu adoro a Dona Branca

Descrita como íntegra e carismática, inicia a sua actividade clandestina no decorrer dos anos 50, em pleno regime Salazarista. A situação generalizada de pobreza favoreceu a sua estratégia que consistia em receber depósitos com juros atractivos quem aplicasse as suas poupanças e conceder empréstimos a juros elevados, contrariamente ao plano da Banca.

A expansão do seu negócio teve o seu ponto mais alto em 1983 após divulgação das suas actividades pelo semanário Tal & Qual, o que alertou ainda mais autoridades judiciais e bancárias, até então facilmente subornáveis.

Foi dada uma alarmista e engenhosa mensagem aos portugueses, pelo então ministro das finanças, que receava o colapso da banca o que levou a que centenas de pessoas acorressem aos escritórios de D. Branca procurando reaver o seu dinheiro. Muitos dos seus colaboradores apropriaram-se de elevadas quantias de dinheiro e transferiram bens imobiliários para si próprios e Dona Branca, viu-se obrigada a passar milhares de cheques sendo muitos destes devolvidos por falta de provisão.

Acabou detida e acusada por por associação criminosa, múltipla prática da emissão de cheques sem cobertura, burla agravada, falsificação e abuso de confiança e posteriormente condenada a uma pena de 10 anos de prisão por crime de burla agravada.

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Escrito por Anônimo

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