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EU, eu mesmo e minhas memorias

Aqui, estou navegando no meu oceano particular de um tempo pra cá um questionamento tem me incomodado mas mesmo com esta incógnita não consegui parar para refletir, hoje por algum gatilho do passado comecei a analisar de maneira mais profunda e constatei que tenho uma relação muito profunda com as lembranças, meu questionamento justamente sobre isso, analisando hoje pela manhã enquanto retornava-o serviço percebi que as lembranças foram meu sustento como se me alimentasse delas, sempre achei que tinha alguma coisas nelas que de maneira inconscientemente eu quis ocultar como se tivesse prometido pra mim mesmo que não iria lembrar ou não iria mais viver, fazendo uma analogia da imagem que me vem na mente, é um girassol que busca sol mas ao contrário, sinto que pra sobreviver eu tive que fazer igual a tartaruga e entrar na minha carapaça e continuar vivendo inerte inexpressivo ao mundo ao meu redor não sei se meus pensamentos estão corretos se é possível eu fazer uma promessa pra mim mesmo e não lembrar mas sinto que é um nó que precisa ser desatado para poder ser Eu por inteiro, dos meus escritos esse é oque mais me trouxe dificuldade pra escrever pois me sinto forçado anão escrever e também a não lembrar  esse questionamento já vem  a um. certo tempo dês de quando percebi que as crises depressivas se foram mas até então não achei algo importante digno da minha atenção só que minha relação com as lembranças é muito forte sempre foi na verdade e esse questionamento tem me incomodado percebo que além de incomodar ele me bloqueia me paralisa como já aprendi que se está influenciando na rotina e causando algum impacto é porquê alguma coisa tem, então escrevo esse pensamento como início da minha jornada..…

Já faz algum tempo esses relatos após observar e refletir cheguei a uma conclusão, não a definiria como definitiva mas e sim uma conclusão honesta possível, as lembranças me foram e ainda são meu porto seguro lugar onde encontro paz e me refugio em meio ao caos que muitas e meu viver.

Dês que me conheço por gente tenho uma memória muito forte dês da tenra infância, mas com ao passar dos anos eu percebo que essas lembranças foram alteradas, receberam um floreio uma adaptação ao ambiente e ao contexto da atualidade, percebo nessa minha vivência a grande importância da mente ou como costumo chamar PENSAMENTO FORTE a qual inclui as memórias, porém tenho a sensação de ter parado no tempo não vivido apenas sendo um observador de minha vida, enquanto redijo essas palavras me vem um questionamento, se eu não tinha maturidade para entender certos acontecimentos por qual motivo fiz questão de armazenar essas memórias e por que as dei importância?

Avida me trouxe muitas marcas entre elas, ausência de pai de conforto de afago dificuldades que ate os dias atuais me trazem dificuldades principalmente na vida social, tenho 39 anos de idade, estive casado por 12 anos como fruto desse matrimônio tive 3 filhas mas que infelizmente uma só nasceu e esteve entre nos por algumas horas e se foi 5 anos depois do divórcio sigo minha vida não muito diferente do casamento, solitário apegado as memórias antigas desejoso por uma companhia verdadeira que não queira só um momento mas que queira compartilhar momentos de qualidade e reciprocidade, meus momentos de diversão estão resumidos a escrita e a jogos ANTIGOS, já percebi meu apego a nostalgia algo que gostaria de mudar, virar chave criar outras memórias vivenciar outros momentos recomeçar uma nova história, tenho descobertos novos gostos novos hobby, tais quais têm-me ajudado muito, mas de verdade sinto dificuldade em viver e em socializar, amo uma boa conversa amo passear mas sempre o faço de maneira unitária sei que a aparência não ajuda e a condição não e das melhores, mas gostaria de encontrar companhias, amigos alguém para conversar, além das minhas pequenas não companhia queria ter família, como diz o desenho OHANA.

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Escrito por zeus1987

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3 Comentários

  1. Não é possível somente com esse desabafo entender a complexidade do seu raciocínio.
    Mas seria interessante uma investigação sobre devaneios excessivos ou devaneios desadaptativos (maladaptive daydreaming).
    Parar de pensar, parar de reviver memória, parar de refletir e só viver o agora. Prestar atenção nos detalhes ao seu redor, tom de iluminação, todos os barulhos e ruídos ao redor, cores das coisas ao redor. Com o único objetivo de parar de lembrar das coisas.

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