Eu confesso que sempre pensei que fosse “desajustada”. Tinha necessidade de aceitação. Todos tão diferentes de mim, um padrão tão certeiro. Porque ainda estou de fora? Já me indaguei por não me encaixar nunca. E realmente percebi: o problema era eu. Mas só ficou mais fácil quando aceitei que eu não tinha que ser como todo mundo e fazer o que todo mundo faz. E daí que as pessoas dão um “Bom dia” bem humorado todas as manhãs onde chegam? E daí que andam com um sorriso no rosto? E daí que são espontâneas e comunicativas? E daí? Eu não sou! Mesmo tendo forte admiração por quem faz todas essas e outras coisas, essa simplesmente não sou eu. E nem que eu tente pelo resto do ano, e quem sabe no próximo ano novamente, e no outro… Não serei assim. Mas mesmo não agindo como a maioria, será que não tenho o mínimo direito de ser aceita também? Do meu jeito? Não deviam respeitar minha individualidade?
Um ode aos introspectivos! Porque independente das minhas atitudes ou de como me porto perante a sociedade… Olhe, ainda estou aqui. Ainda existo.

