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Eu não gosto da minha filha

Olá a você internalta que está lendo esta minha confição. Espero que ao final deste texto digitado você comente falando o que acha, lerei todos os comentarios não importa quanto tempo depois de eu ter escrito este texto.

Eu tenho 19 anos, e tenho uma filha de um ano e cinco meses. Nunca quis engravidar, nunca nem fiz planos quando eu era criança justamente por eu odiar crianças ou gente da minha idade.
Me relacionei com um rapaz, apenas dois anos mais velho que eu. Um ser irresponsável, que só me maltratou com sua indiferença e me traia com travestis constantemente. Nós não usavamos camisinha nas nossas relações, mas ele nunca gozou dentro de mim. Até que um dia, eu engravidei dele. Resolvi abortar, avisei a ele, mas ele não acreditou em mim e portanto não se importou muito. Eu o deixei de escanteio e procurei minhas alternativas para fazer o aborto, só que se passaram uns três meses e não encontrei nenhuma alternativa. Havia comprado comprimidos de Cytotec mas eles não funcionaram pois eram falsos, e quando finalmente arranjei um metodo que envolvia muita dor, eu desisti da ideia de abortar, não pelo desejo de ter uma criança, mas por medo da dor do aborto.
Enquanto grávida estava, rejeitei o bebê de todas as formas possíveis. Ficava imaginando como seria se eu a perdesse, que eu queria que ela estivesse morta dentro de mim. Até que finalmente ela nasceu… Prometi procurar ser uma boa mãe, e eu acreditava que seria, pois quantas mulheres nós não vimos todos os dias que querem abortar, rejeitam seus filhos e quando eles nascem, são as melhores coisas que aconteceram na vida delas… Pois bem, pensei que o mesmo aconteceria comigo, que eu ia ama-la e ela ia ser a melhor coisa que aconteceria na minha vida… Ela nasceu prematura, a tratei com muito carinho no começo, e evitava pensar que eu não senti nenhuma diferença no que sentia por ela.
Os meses foram se passando e a medida que fiquei em casa, sozinha o tempo todo (pois minha mãe trabalhava a noite) começaram a me deixar com raiva. Eu queria trabalhar, queria poder sair de vez em quando e não podia pois algo me prendia… O que me irritava de verdade é que além do fato de eu não gostar da minha filha, quando eu tentava ser mãe minha mãe não deixava.
Eu queria sair com minha filha aos parques, ela não deixava. As roupas que eu colocava nela minha mãe tirava. Ela não acreditava que dava banho na minha filha, e eu tinha que tirar fotos da banheira pra ela acreditar em mim… E assim é até hoje.
Só que ao passar dos meses, todas essas coisas foram me dando ódio, nojo, e comecei a ter muita raiva da minha filha e da minha família. Eu a xingava e deixava de canto, pensava em como seria bom se ela morresse, como seria maravilhoso eu coloca-la num colégio interno, essas coisas. Até que eu conheci o Espiritismo, e eu mudei completamente… Fiquei calma e serena, comecei a ter esperanças de uma vida melhor, e fiquei bem por um tempo. Mas depois de uns 4 meses eu me afastei um pouco da religião, e nestes últimos dois meses está voltando tudo de novo, só que pior. Eu nunca cheguei a bater na minha filha de verdade, mas já a empurrei várias vezes, pego no braço dela com força, não vejo qualidades nela, as vezes eu deixo ela chorando sozinha num canto, falo coisas muito mal criadas pra ela, e todos os dias eu fico pensando em como seria minha vida se ela morresse, fico pensando no enterro dela…
Mas bater mesmo, que nem essas babás eu nunca bati, e me controlo o máximo pra nunca fazer isso. Nem nunca a deixei com fome, e não faria isso. Mas eu não tenho um pingo de amor por ela, e sinto que eu nunca vou ter, de verdade.

Fui mãe muito jovem, te-la me impediu de voltar a estudar e estar trabalhando atualmente. Já arranjei uma empresa muito boa pra trabalhar que estão me esperando a alguns meses, mas não encontro ninguém para ficar com ela, e nem uma escolinha para deixa-la. Minha mãe dificulta um pouco as coisas, pois ela não quer que eu volte a trabalhar. Que que eu fique em casa até ela completar seus 2 anos e meio e depois eu vá trabalhar. Era muito próxima da minha mãe mas hoje em dia nós só brigamos porque ela não acredita em nada que eu faço pra minha filha, e mesmo com provas ela não quer acreditar ou ver.
Eu não saio de casa, pois acho horrível essas mães jovens que vão pra noite e deixam seus filhos com as mães.
Estou pensando em fazer programas em horários que a minha mãe está em casa pra ficar com a menina, só pra eu ter algum dinheiro pra alguma emergência, ajudar minha mãe em algo ou comprar as minhas coisinhas mesmo.
Já fiz poucos programas antes da gravidez, e não vejo muitos problemas nisso…
A fatos que agravam um pouco a minha personalidade. Fui abusada sexualmente com penetração quando tinha 13 anos, nunca fui amada por nenhum homem e todos eles me viram sempre como alguém para sexo. Sou insegura, tenho baixa estima, e depressão.

Estou esgotada por dentro, não sei o que pode acontecer se eu ficar mais tempo em casa com ela. Não tenho pra onde fugir quando tudo desaba, pois tenho que ficar acompanhada dela o tempo todo, até mesmo quando minha mãe está por perto.
Peço a vocês que leem esse texto, por favor não digitem mensagens como “vc tem que amar a sua filha”, pois eu eu me esforço o melhor que eu posso mas não tem como gente, amor e um sentimento que não se força… Vai lá na esquina e tenta amar o cara que tá esperando o sinal abrir. Se você conseguir te dou um doce e revejo os meus conceitos sobre a vida.

Antes de tudo somos seres humanos, seres que não tem logica e agem não por razão, mas por sentimento. Meu caso é para ser analisado por algum profissional, pois posso denegri o futuro de uma criança. Só escrevo isso pois não tenho com quem conversar, pois isso é uma coisa muito forte e as pessoas não entenderiam.
Mas espero os comentarios de vocês.
Obrigada pela paciência que tiveram por lerem tudo isso aqui. De verdade…

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Escrito por Anônimo

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minha mulher me trai mais nao consigo deixa-la

Por amor