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EXAME DE PROSTATA

EXAME DE PROSTATA – Genésio dos Anjos.
Estou com 73 anos de idade e já fazia pelo menos 3 anos que eu não fazia o exame da próstata. Esse exame, você sabe, é aquele em que o médico costuma enfiar o dedo no ânus do paciente para ver se a próstata está em ordem. Mas dessa vez, além disso, solicitou que eu também fizesse uma “ultrassonografia retal”. Este exame consiste em o médico pedir que a gente deitar na maca previamente coberta com um pequeno lençol muito branco, abaixe as calças e a cueca, deite-se de lado de modo a ficar com a bunda prá ele, e aí, ele avisa que vai começar, e quando você imagina que ele vai passar um gel na ponta do sensor (algo parecido com um tubo de desodorante, daqueles que têm a ponta arredondada, só que no caso o tubo é torto) ele força a entrada e até gira o tubo no sentido horário e no sentido anti-horário, força um bocado, dói sim senhor, e ai “zupt” aquilo entra no reto do paciente. (Não sei se o médico estava de mal humor, mas no meu caso foi assim).
E aí ele também gira o sensor para um lado e para o outro enquanto fica olhando para a tela do monitor. É claro que tais giradinhas são necessárias para “cobrir” todas as áreas aonde pode surgir um câncer, mas tenho a impressão que ele quis me provocar porque, na medida em que o sensor tocava de um lado e depois do outro, estranhamente senti que iria gozar e gozei: zupt! zupt! zupt! Não gritei para não ficar ainda mais constrangido do que já estava.
Não se preocupe seu. (meu nome) isso não é raro de acontecer. Depois a mocinha vem aí e limpa tudo. De fato, quando ele terminou o exame e saiu da sala, a “mocinha” veio-, me pediu licença para pegar em meu pênis que se mantivera rijo o tempo todo (por causa da prótese peniana ali instalada) e até me ajudou a vestir as calças. Aí ela retirou o lençolzinho lambuzado de esperma, enrolou-o, com ele limpou o que o havia atravessado, e o jogou num grande cesto de lixo metálico e com tampa.
Quando deixei o consultório meu ânus ainda se ressentia da agressão, mas o mais importante é que já estou com 73, como já disse, e já fazia décadas que nenhuma mocinha me tocara o pênis daquele jeito. Fiquei imaginando se naquele hospital todo o mundo que fazia ultrassonografia retal recebia o mesmo tratamento.

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Escrito por Anônimo

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