Eu confesso que sempre amei um padre, que fez de tudo para ficar próximo a mim e sempre demonstrou e demonstra algo a mais. Eu me declarei e ele pediu para sermos amigos. Ele não me procura, mas se eu procurá-lo, ele fica muito feliz e radiante quando nos vemos, se ficarmos sós, ele fica me abraçando, cheirando, beijando meu rosto, mas nega. Tem ciúmes de mim, mas não toca mais nesse assunto. Para ele ficou esclarecido como amizade. Eu sofro, mas tenho minha vida e NUNCA vou interferir na vida de ninguém. Gostei dele antes de sermos amigos. Ele não me procura e eu resolvi não procurá-lo mais. Sofro com isso, mas é necessário. Fico pensando se ele pensa em mim, se sente saudade. É verdade isso de alguém não nos usar para evitar um sofrimento e nos poupar de tal sofrimento? Ele não é gay e não tem ninguém… Eu estou quase formada, as coisas mudando, tenho outra pessoa, vou ser bem sucedida. Ele é mais velho e só tem esse meio de vida. Foi o único que amei, é como se eu já conhecesse ele, nos entendemos com um olhar.

