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Fiz uma ✨mágica✨ 🪄 com a minha professora 💕

Era uma vez, eu, estrelando eu mesmo, um serelepe jovem indo à escola a pé, caminhando, no dedão, mesmo! Feliz e contente, eu ia como qualquer criança pura e inocente, pulando, brincando pelo caminho, equilibrando-se no meio-fio, catando todo tipo de besteiras encontradas no chão, cantando musiquinhas e descobrindo o mundo! Um jovem inteligente e promissor com o coraçãozinho puro! Nossa, eu me descrevendo deu até vontade de eu me abraçar e me dar um presente! kkkkk Eu era muito fofo, cara. Aliás, era, não, sou ainda!

 

Pois bem! Num daqueles gloriosos dias da reluzente, brilhante e dourada infância, tive a fabulosa ideia de fazer uma mágica para a minha professora predileta, a dona Genetildes, fêssora de Matemática! Nome feio, né, galera? Estamos num país onde perspectiva de enriquecimento da classe baixa é quase inexistente, a distribuição de renda entre as classes E e D é precária, mas, diante de tal cenário, os pais da criança têm a genial ideia de cooperar com o sucesso da popularidade de seus futuros filhos, nomendo-os por Geneval, Clóvis, Gotardo, Amâncio, Valdecleission, etc!

 

Pois bem, novamente! Naquele dia, cheguei à escola e fui correndo até o banheiro. Escolas da década de 90 tinham banheiros limpos e cheirosos, pois não existiam alunos maloqueiros e farrapos influenciados por pseudo-culturas anti-caucasianas. kkkkkkk Assim sendo, para nós haviam sabonetes cheirosos e suaves, em vez de álcool em gel acionado por pedal para maconheiros, minorias criminosas e mãos-leves! kkkkkkk Cada um tem o que merece! kkkkkkkk

 

Pois bem, outra vez! Lavei as minhas pequenas mãos com um sabonete de odor agradabilíssimo e dirigi-me à professora assim, mostrando-lhe as mãos.

 

__ Tia Gê, olha a mágica que eu aprendi! Cheire as minhas mãos!

 

A tia Genetildes pegou as minhas mãos e gentilmente as cheirou. Exprimindo um sorriso, ela disse:

 

__ Que cheirinho bom, Rocha Jr.! Parabéns por manter suas mãos limpas antes da merenda.

 

Cara, eu gostava da merenda, viu? Quando a comida era arroz doce, a cantineira passava colocando a merendinha no prato da meninada. Eu comia o meu prato bem rápido e mudava de lugar para ganhar um novo! Mas, então, voltando à história… Depois de a Tia Gê cheirar as minhas mãos, eu, rapidamente, as coloquei para trás, escondendo-as.

 

__ Tia, agora feche os olhos!

 

Tão rápido quanto eu as escondi, eu enfiei o dedo NO MEU CU infanto-sujo e pedi para ela as cheirar de novo!

 

__ Nossa, Rocha Jr…

 

Os olhos da professora reviraram,  kkkkkk parecia que ela havia recebido um DURO GOLPE! kkkkk A pressão dela caiu! A visão dela embaçou! As pernas dela bambearam! Um filme de toda a vida dela passou pela cabeça! kkkkk

 

__ É pura MÁGICA, Tia!!!!

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Escrito por Rorschach

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