Era uma vez, eu, estrelando eu mesmo, um serelepe jovem indo à escola a pé, caminhando, no dedão, mesmo! Feliz e contente, eu ia como qualquer criança pura e inocente, pulando, brincando pelo caminho, equilibrando-se no meio-fio, catando todo tipo de besteiras encontradas no chão, cantando musiquinhas e descobrindo o mundo! Um jovem inteligente e promissor com o coraçãozinho puro! Nossa, eu me descrevendo deu até vontade de eu me abraçar e me dar um presente! kkkkk Eu era muito fofo, cara. Aliás, era, não, sou ainda!
Pois bem! Num daqueles gloriosos dias da reluzente, brilhante e dourada infância, tive a fabulosa ideia de fazer uma mágica para a minha professora predileta, a dona Genetildes, fêssora de Matemática! Nome feio, né, galera? Estamos num país onde perspectiva de enriquecimento da classe baixa é quase inexistente, a distribuição de renda entre as classes E e D é precária, mas, diante de tal cenário, os pais da criança têm a genial ideia de cooperar com o sucesso da popularidade de seus futuros filhos, nomendo-os por Geneval, Clóvis, Gotardo, Amâncio, Valdecleission, etc!
Pois bem, novamente! Naquele dia, cheguei à escola e fui correndo até o banheiro. Escolas da década de 90 tinham banheiros limpos e cheirosos, pois não existiam alunos maloqueiros e farrapos influenciados por pseudo-culturas anti-caucasianas. kkkkkkk Assim sendo, para nós haviam sabonetes cheirosos e suaves, em vez de álcool em gel acionado por pedal para maconheiros, minorias criminosas e mãos-leves! kkkkkkk Cada um tem o que merece! kkkkkkkk
Pois bem, outra vez! Lavei as minhas pequenas mãos com um sabonete de odor agradabilíssimo e dirigi-me à professora assim, mostrando-lhe as mãos.
__ Tia Gê, olha a mágica que eu aprendi! Cheire as minhas mãos!
A tia Genetildes pegou as minhas mãos e gentilmente as cheirou. Exprimindo um sorriso, ela disse:
__ Que cheirinho bom, Rocha Jr.! Parabéns por manter suas mãos limpas antes da merenda.
Cara, eu gostava da merenda, viu? Quando a comida era arroz doce, a cantineira passava colocando a merendinha no prato da meninada. Eu comia o meu prato bem rápido e mudava de lugar para ganhar um novo! Mas, então, voltando à história… Depois de a Tia Gê cheirar as minhas mãos, eu, rapidamente, as coloquei para trás, escondendo-as.
__ Tia, agora feche os olhos!
Tão rápido quanto eu as escondi, eu enfiei o dedo NO MEU CU infanto-sujo e pedi para ela as cheirar de novo!
__ Nossa, Rocha Jr…
Os olhos da professora reviraram, kkkkkk parecia que ela havia recebido um DURO GOLPE! kkkkk A pressão dela caiu! A visão dela embaçou! As pernas dela bambearam! Um filme de toda a vida dela passou pela cabeça! kkkkk
__ É pura MÁGICA, Tia!!!!




Caraca.