Eu confesso que nesse final de semana aconteceu a coisa mais revoltante da minha vida, e eu ainda não sei direito como lidar com a situação. Vou descrever tudo que aconteceu antes pra tentar situar vocês no amargo que estou agora dentro de mim. Tenho um pequeno sítio, herança de meu pai, para onde vamos sempre que possível para descansar o corpo e a mente, e onde também tenho minhas criações e uma hortinha que me distraem e alegram. Durante a semana estávamos combinando de irmos para lá nesse fim de semana (eu, minha esposa, minha filha única, meu irmão, sua esposa e os gêmeos de 4 anos) mas aí na quinta a previsão deu tempestades e ventanias na região da chácara, então cancelamos a deixamos pra próxima.
Na sexta-feira minha filha disse que como não ia rolar o sítio, ela ia passar o final de semana na casa da amiga Juliana (pessoa muito boa, de família igualmente amável, da qual somos amigos fazem muitos anos), e como isso acontece sempre (a Juliana também passa finais de semana aqui em casa) eu a mãe dela falamos OK e ficamos despreocupados porque sabemos que qualquer coisa que acontecesse os pais da Juliana estariam sempre por perto. Além do mais somos vizinhos de bairro então não ficamos ligando pra saber como tá e nem cobramos isso dela porque a cidade é pequena e pacata. Enfim, assim aconteceu, minha filha fez a mochila e saiu de casa na sexta lá pelas 18:30.
No sábado de manhã não havia chuva, na verdade o sol estava estralando mamona, e eu ainda pensei "poxa que mancada, se tivéssemos ido estaria todo mundo na beira do córrego uma hora dessa"… daí eu pensei em dar uma ida no sítio pra olhar as criações, dar um trato na horta e aproveitar pra dar um pulo na água. Falei com a esposa pra gente ir junto, era umas 10 da manhã quando voltei da padaria, mas ela disse que ia aproveitar o dia pra fazer unha e que já havia combinado com a manicure que iria chegar após o almoço. Daí eu falei "então nem precisa mexer com rango minha nêga, que eu vou passar na casa do Marcos (meu irmão) pra chamar ele e a gente leva pão e mortadela pra comer lá mesmo".
O Marcos é meu irmão mais novo, tem 34 anos (eu tenho 40) sempre foi muito safado e eu sabia que ele pegava umas meninas na cidade vizinha mesmo depois de casado e com filhos. Ele não me conta nada porque eu falei muita merda pra ele da primeira vez que soube dele ter traído a mulher dele. Mas eu gosto da companhia do cara, sempre cuidamos juntos do sítio do papai e por isso passei lá pra ver se ele topava ir junto. Toquei a campainha e veio a Cida (esposa dele) dizendo que ele tinha ido na sexta com os amigos dele pra capital pra assistir o jogo do Corinthians no sábado e que disse ele chegaria somente no sábado bem tarde da noite ou no domingo de manhãzinha. O Marcos sempre ia pra capital assistir os jogos do time dele, mas achei muito estranho ele não ter me falado nada porque sempre vamos no sítio nos domingos de tarde cuidar das coisas por lá e tomar umas pra finalizar a semana, lembrarmos de nossa infância e do nosso pai. Eu pensei "bom, o safado deve ter ido fazer putaria e me evitou porque eu ia falar na orelha dele", me despedi da Cida e parti pro sítio.
O sítio fica a só uns 30km, mas é tudo por estrada de chão e eu cheguei por lá já era uma hora da tarde. Só para localizar, da porteira já dá pra ver a frente da casa lá embaixo do morro uns 300 metros com seu espaço de estacionar todo cercado de pés de acerola, ao lado sem muro só uns pés de pimenta dividindo, a uns 30 metros a casa do caseiro, olhando dalí para os fundos da casa não se vê nada somente as copas das árvores do pomar e depois do cerrado que vai descendo até lá na beira do córrego que fica a uns 500 metros do quintal. Bom, quando desci pra abrir a porteira qual não foi a minha surpresa de ver o carro do Marcos parado lá na frente da casa. Fiquei besta, na hora eu imaginei que o safado tinha levado uma amante pra lá, coisa que eu falei pra ele nunca fazer porque se ele maculasse o lugar que nosso pai mais gostava eu iria descer porrada nele.
Quando passei a porteira já vi o "seu" João, nosso caseiro que mantém tudo funcionando por lá desde a época do meu pai, pessoa muito boa de serviço e de trato, mas daqueles matutos que não gostam muito de se envolver com "patrão". Ele tava carpindo um mato na beira da cerca a uns 100 metros da porteira, e quando me viu agitou os braços e veio assoviando na minha direção. Achei estranho porque geralmente ele só dá um sinal com a mão e depois mais tarde aparece pra fazer uma sala rápida e voltar pros seus afazeres. Mas lá veio o "seu" João na beira da janela quase sem fôlego, "oi seu Marcelo, eu não sabia que o senhor ia vir aqui hoje, não quer descer pra eu te mostrar o serviço que tô fazendo lá na cerca? Aquele boi doidão que o senhor arrumou andou arrebentando tudo por alí". E eu disse "que isso seu João, você não é disso, eu avisei que aquele boi não gostava de cerca frouxa quando era do vizinho… mas eu confio no seu trabalho, depois de tardezinha eu dou olhada no serviço, fica tranquilo… vem cá, o Marcos tá com mulher aí?". Nessa hora o seu João ficou bem sem graça e me falou "Olha só seu Marcelo, ele tá aí mas eu não sei se tá com mulher não, é melhor o senhor voltar pra cidade e deixar pra vir amanhã, aqui eu já cuidei de tudo, os animais estão bem cuidados e eu até dei uma carpida na sua horta. Tá tudo nos trinques, volta amanhã, não vai lá embaixo não."
Nessa hora eu fiquei muito confuso, porque o seu João nunca se intrometeu dessa forma, nunca vi ele agir desse jeito. E ele insistia pra eu virar alí mesmo e ir embora. Mas eu disse "Pode deixar seu João, não é a primeira vez que o Marcos apronta, mas eu já falei pro desgramado pra ele não trazer mulher pra cá, e pelo seu jeito tem mulher lá né?". Ele engoliu seco e disse que não sabia de mulher nenhuma, aí eu falei "João, pode ficar aqui pra cima e fica quieto, não dá aqueles assobios, não quero que ele fique avisado que cheguei. Se ele perceber, beleza, mas se ele for avisado eu vou ficar muito bravo, tá?". Ele disse que tudo bem, mas continuou insistindo que eu não deveria descer lá na casa. Mas eu já tava com o carro desengatado e comecei a descer com o motor desligado, parei logo que entrei no cercado de acerolas e desci. Fui andando em direção a casa as janelas estavam abertas, a porta destrancada e eu entrei sem chamar. Havia cheiro de carne assada e uma musica tocando na churrasqueira, fui lá na varanda dos fundos onde fica a churrasqueira e não havia ninguém só um celular tocando música na caixa de som e a brasa ardendo, porém já sem nenhuma carne assando, só o cheiro mesmo. E aí que eu voltei pra dentro da casa e reparei que no quarto onde fica a cama de casal (onde eu durmo quando vou pra lá) estava tudo bagunçado, tinha cheiro de sexo no ar, roupas íntimas por toda parte. No banheiro de dentro da casa havia um monte de embalagens de camisinha e camisinhas usadas no lixo, junto com lenços de papel manchados de sangue. Nessa hora me subiu um fogo nas ventas, fiquei com medo de ele estar com uma menor de idade alí por isso seu João estava tão desesperado. Pensei comigo "ahh se esse desgraçado estiver com uma menor aqui eu acabo com ele".
Então, finalmente, fui pra varanda dos fundos de novo e resolvi descer pelo pomar em direção ao córrego. A trilha é bem antiga e bem marcada no chão, eu tirei a botina e desci descalço pra não fazer barulho e alertar o canalha. Quando estava quase chegando, no meio do cerrado e antes da curva na trilha que chega no córrego, eu já comecei a escutar umas risadinhas misturadas com gritinhos e gemidos. Eu parei alí e fiquei escutando, não sei pra quê, acho que eu fiquei sem saber o que fazer… na mesma hora que eu queria surpreender ele, uma parte de mim dizia pra eu esperar, então fiquei lá escutando. Ele dizia "sabe pra quê eu trouxe esse óleo de bebê?" e a voz de menina só dizia "hum?", e ele "é que hoje eu vou alargar esse cuzinho que só viu pinto pequeno até hoje", e aí eu escutei gemidinhos e uma voz quase abafada falando "mete, mete". Devo confessar que aquilo me deu tesão, eu tava quase me masturbando de tão excitado, mas aí eu lembrei do porque eu estava alí. Os gemidos foram ficando mais altos e eu escutava o barulho das bolas do meu irmão batendo na boceta da garota. Eu cheguei mais perto, engatinhando na trilha, até que cheguei bem na beira do córrego onde havia um bikini e uma sunga jogadas ao lado de uma vasilha com carne e várias latinhas de cerveja. Olhando pra cima no córrego onde tem um pequeno poço por onde a água cai pelas pedras, eu vi meu irmão de costas pra mim metendo numa garota que parecia novinha mas não dava pra ver direito, eu só via a barriga dela e os peitinhos, além dos gritos dela que eu pensava "acho que conheço essa voz" mas não sabia direito com aquela barulho de água misturado no som. Então eu fiquei de pé na beira da água, e pude ver melhor aquelas costas branquinhas com marcas de bikini, e eu subi pro poço onde eles estavam e eles naquela loucura não me escutaram, meu irmão ainda de costas pra mim num vai-e-vem frenético, eu resolvi falar bem alto e de uma vez "Bonito hein seu Marcelo!". MALDITO DIA! Nessa hora meu mundo desabou, meu irmão com a água no meio das coxas, virou de uma vez e caiu na água talvez pelo susto, e a garota se virou E ERA A MINHA FILHINHA!!! MINHA FILHA QUE CRIEI COM TANTO AMOR, A QUAL EU E A MÃE NUNCA DEIXAMOS QUE FALTASSE NADA INCLUSIVE NAS CONVERSAS, SEMPRE FOMOS ABERTOS E DEMOS A ELA TOTAL CONFIANÇA EM NÓS! E ELA ME TRAIU!!!!!!!
Eu ainda não sei direito o que aconteceu, minha vista turvou inteira e eu parti pra cima do meu irmão, só queria matar o desgraçado. Chutei, esmurrei, tentei afogar ele e minha filha me empurrando… deu um tapa bem forte na cara da vagabunda e ela ficou alí caída na beirada chorando e gritando. Nisso seu João chegou correndo, jogou uma toalha em cima da minha filha e pulou na água me tirando de cima do meu irmão. Achei que eu tinha matado o desgraçado mas ele se sentou com a cabeça pra fora da água, a água toda com sangue, a cara dele inchada e vi que faltavam alguns dentes na frente. ALÍ EU QUIS MORRER… MINHA FILHINHA FODENDO COM O MEU IRMÃO??? O QUE EU FAÇO DA MINHA VIDA???
Passei a mão no braço da Renata e saí arrastando ela pela trilha de volta pra casa, ela gritava "pára pai, me solta, o que o senhor vai fazer"… e eu só gritava de volta pra ela "cala a boca sua vagabunda dos infernos, você nem me pediu desculpas sua vaca imunda" e coisa assim. Chegando em casa fiz ela vestir qualquer coisa, joguei ela no carro e vim embora pra casa. Antes ainda fiz a loucura de rasgar os pneus do carro do Marcos com um machado, não queria ele vindo atrás de mim, ia botar fogo no carro também mas seu João interviu e falou pra eu ir embora com minha filha AQUELA PUTA VAGABUNDA! Viemos em total silêncio, ela só chorava e eu também, aquele cheiro de cerveja tava me acabando, cheguei a pensar em matar a vagabunda e deixar ela alí mesmo, mas com o tempo da viagem de volta acabei me acalmando um pouco. Quando entramos na cidade ela perguntou o que eu ia fazer, se ia contar pra mãe (ela vai morrer de desgosto). Parei na frente da casa da Juliana e falei pra ela descer, ela ficou me olhando assustada e eu falei "desce sua puta, não era pra cá que você falou que viria? agora se vira pra explicar pra sua amiga que você é uma vagabunda que dá o cu pro próprio tio", larguei ela lá na porta só com uma camisa que mal lhe cobria o rabo e só saí quando ela tocou a campainha e entrou portão adentro. Fiquei rodando sem rumo pela cidade, pelas estradas de chão, até que acabou a gasolina e eu voltei a pé pra casa. Cheguei já era tarde, quase meia noite, minha nêga tava me esperando desesperada porque não conseguia falar comigo (meu celular desapareceu, deve ter ficado lá dentro da água). Eu acalmei ela, disse que meu dia tinha sido horrível mas que tava tudo bem. Perguntei da Renata (A VAGABUNDA) e a nêga disse que não tinha notícia, que elas deviam estar se divertindo em alguma festinha noturna. Eu entrei e a nêga insistindo pra eu contar o que tinha acontecido, eu fui pro banheiro pra entrar debaixo do chuveiro e ela pegou nas minhas mãos e tomou um susto, meus dedos da mão direita estavam estourados, as cartilagens dos dedos na carne viva, e minha nêga falava "amor você entrou em alguma briga? o que aconteceu?". Eu disse que não ia falar naquela hora, e por fim estou até agora acordado sem conseguir domir, estou escrevendo no meu notebook e pesquisando se alguém já passou por isso e encontrei esse site. Foi bom desabafar porque eu já tava pra matar alguém. A Renata ainda não apareceu, amanhã tem aula e eu quero ver o que vai ser. O pai da Juliana ligou hoje de manhã e conversou comigo, falou que não sabia o que tinha ocorrido mas que a Renata estava com muito medo, e eu disse que ela não corria risco nenhum e pedi pra ele falar pra ela que ela vai ter que enfrentar essa situação e vir pra casa conversar com a mãe dela. Meu irmão eu duvido que venha me procurar, aquele covarde vagabundo desgraçado deve estar pensando nas mentiras que vai contar pra mulher dele, mas se ele aparecer novamente na minha frente eu vou mata-lo com as próprias mãos. O QUE EU FAÇO? ESTOU PERDIDO NÃO SEI O QUE FAZER… VONTADE DE MORRER…

