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Fui abusado mas gostei

Eu fui abusado quando era bem pequeno. Acho que tinha uns 5 anos. Na verdade, até pouco tempo atrás, eu nunca havia visto aquilo como abuso, pois apesar de alguns traumas que ficaram, eu gostava daquelas lembranças. Me lembro da excitação que eu sentia e de um arrepio muito forte que me dava dentro da barriga enquanto duravam aquelas “brincadeiras”.  No entanto, mesmo sendo extremamente tímido, a partir dali me tornei uma criança muito libidinosa e obscena. Tarado mesmo. Hoje está claro que foi aquilo abuso, embora eu tivesse gostado, mas aquela experiência me transformou para o resto da vida.

No fundo do terreno que meus pais moravam, morava uma tia da minha mãe.  Ela tinha um filho que já era um rapaz, acho que ele tinha uns 16 ou 17 anos. As vezes ele vinha conversar com a minha mãe e outras vezes até brincava um pouco comigo. Outras vezes minha mãe ia lá na casa dele conversar com a tia e nós ficávamos sozinhos, eu e meu primo.

Numa dessas vezes, eu estava sentado no chão, brincando, e ele estava na minha frente, sentado num banquinho, usando um calção folgado. Do nada ele arredou a perna no calção e tirou o pau pra fora. Quando vi aquele pauzão pendurado, eu fiquei surpreso, mas fingi que não tinha visto. Tava meia-bomba, inchado e volumoso mas ainda mole. Eu não falei nada, por não saber como reagir, disfarcei e continuei brincando. 

Ele então com uma cara de safado, olhou bem na minha cara e perguntou: “gostou?”, balançando com os dedos aquela rola inchada. Respondi “o que?” Ele perguntou se eu já tinha visto um. É claro que eu já havia visto o do meu pai e achava que era grande, apesar de nunca ter visto duro. O dele, apesar dele ser apenas um rapaz, parecia ser maior que o do meu pai, talvez porque já estivesse parcialmente ereto. E a medida que ele balançava, ficava cada vez mais erguido e duro. Quando ficou completamente ereto, era mesmo grande. Pulsava, e a cada pulsação parecia ficar mais reluzente. Notei que a cabeça estava toda exposta, era rosada e bem formada. As veias estavam tão salientes que parecia que iam explodir. Fiquei muito excitado com aquela visão. Sentia uma espécie de nó na garganta que virava um arrepio poderoso e descia para a minha barriga. Achei linda aquela rola latejante. Percebi que minha piroquinha estava dura como pedra dentro da minha bermuda. Ele, percebeu o meu fascínio a perguntou: “quer pegar?” Eu não respondi nada, só me aproximei e entendi a mão, segurando o corpo daquele pau lindo e bem feito. Era quente e estava muito duro, mas ao mesmo tempo parecia ter uma maciez superficial. Minha mãozinha, que não conseguia envolver todo cacete do meu primo, sentia que ele pulsava a ponto de fazer minha mão latejar junto. Com a mão dele sobre a minha, meu primo fez momentos de vai e vem e eu entendi. Comecei a punhetar a rola dele (na época eu nem sabia que era isso que eu estava fazendo). Eu estava muito excitado e feliz por estar segurando o pauzão do meu primo, pois sentia que estava fazendo “coisa de adulto”. Enquanto punhetava, minha mãozinha tocou a glande  e pude sentir que era macia, parecia uma almofadinha morna. Parei a punheta e comecei a alisar com os dedos a cabeça do pau dele. Achei bom demais tocar naquela glande quente e macia, gostei do cheiro que ela exalava. Me aproximei um pouco mais para sentir melhor o cheiro. Passava no contorno da cabeça e sentia bem a forma como ela se destacava do resto do pau. Ele puxou as bolas pra fora do calção e conduziu minha outra mão até elas. Instintivamente passei a alisar seu saco, que estava contraído ao redor dos testículos, fazendo com que eu sentisse perfeitamente as suas bolas.

Eu estava fascinado com o que estava sentindo, enquanto massageava as bolas do meu primo, sentia aquela glande morna, perfeitamente lisa e macia na minha mão e ainda sentia aquele cheiro gostoso que vinha do pau duro dele. Deu uma vontade enorme de abocanhar. Acho que ele leu meus pensamentos, pois ele disse “chupa”. Não questionei, apenas me inclinei pra frente e caí de boca naquela piroca pulsante. No início eu não consegui encaixar o pau dele na boca, mas fui lambendo e tentando chupar como podia, até ficar bem lambuzado, então consegui abocanhar toda a glande. Que sensação incrível! Um turbilhão de emoções corria por dentro do meu corpo. Eu sentia uns arrepios na barriga que nunca tinha sentido. Minha piroquinha parecia feita de pedra e meu cuzinho piscava cada vez que os arrepios da minha barriga chegavam até ele. Era uma emoção muito forte, a sensação mais extasiante que eu já havia sentido. Era isso que eu queria fazer sempre que pudesse.

Mas ouvimos minha mãe vindo e nos assustamos. Nos afastamos, ele escondeu  a rola dentro da bermuda deixando o braço por cima para esconder a ereção e fingimos estar brincando inocentemente. Ela entrou normalmente, acho que ela não notou nada.

Repetimos essa brincadeira outras vezes, de maneiras parecidas, sempre que minha mãe ia lá na casa dele. Ela chegava lá e ele corria pra cá para ficar comigo.

Nas últimas vezes ele já chegava tirando o pau duro pra fora. Não tirava mais a rola pela perna, abaixava o calção até a metade da bunda e eu adorava assim, pois podia vê-lo e tê-lo com mais liberdade. Apesar de ser apenas um menino, eu já estava ganhando experiência, pois ia chupando e lambendo da glande até as bolas sem que ele precisar mandar – e até mesmo mantinha o pau duro na boca enquanto alisava a bunda firme dele. Eu até aprendi a firmar os lábios, fazendo uma espécie de bico, quando ele tirava o pau duro da minha boca e batia levemente com a rola na minha cara. Na época eu não sabia disso, mas ele nunca gozou na minha boca. Talvez por que fosse tudo muito rápido ou talvez porque ele não quisesse me assustar com o leite na cara. Mas eu me lembro que sentia sair da uretra dele um liquidozinho viscoso que eu adorava saborear. Eu achava que era minha imaginação, mas hoje percebo que era o pré-gozo dele saindo. Eu adorava essa parte.

Claro que não demorou pra minha mãe desconfiar da nossa rotina. Um dia ela chegou na casa dele e ele correu para vir ficar comigo. Ele entrou pela porta já abaixando a bermuda e eu já fui me ajoelhando. Sem rodeios aquela rola linda já estava totalmente ereta na minha frente e eu, sem cerimônia, já fui caindo de boca. Eu segurei ele pela bunda e ele segurou minha cabeça, empurrando o cacete o mais fundo que podia. Senti a minha mandíbula sendo forçada a abrir e o pau dele procurando  espaço dentro da minha boca. Me assustei com o ímpeto dele, tão decidido e confiante, tarado, fodendo minha boca como se eu já fosse propriedade dele. Mas o susto maior foi minha mãe, gritando na porta: “o que está acontecendo aqui!?” Meu primo, num movimento só, tirou o pau da minha boca e levantou a bermuda. Eu fiquei sem reação, ajoelhado no chão, sentindo as bordas da minha boca ainda meladas e o cheiro do pau dele na minha respiração. Ele fez menção de sair rápido pela porta mas minha mãe bloqueou a passagem colocando-se na frente. 

Ela estava com uma cara que era uma mistura de choque e fúria, de quem ia aprontar um escândalo. Mas para minha surpresa, ela suspirou fundo, olhou para o meu primo e disse quase sussurrando: “se o José (meu pai) descobrir o que aconteceu aqui ele te mata, mata o guri e depois me mata! Vai-te embora daqui e nunca mais pisa na minha casa!” A frieza com que ela disse aquilo me apavorou, porque eu sabia que era exatamente isso que poderia acontecer se meu pai descobrisse.

Assim que meu primo saiu, ela se virou pra mim e perguntou: 

  • O que vocês estavam fazendo?”

Eu disse que não estávamos fazendo nada.

  • Como nada, menino? Ele estava com o calção abaixado e tu tava na frente dele!

Eu me dei conta que ela não tinha conseguido ver muita coisa, pois meu primo estava de costas para porta. 

Eu respondi:

  • Ele pediu pra eu pegar o pau dele.
  • E tu pegou? – ela. 
  • Eu só toquei. Ele disse que ia me bater se eu não tocasse – foi o que me veio na cabeça na hora pra tentar me safar.
  • E o que mais vocês fizeram?
  • Só isso – eu respondi torcendo pra que ela acreditasse.
  • Vocês fizeram isso outras vezes?
  • É a primeira vez… – apliquei de novo.

De forma direta e sem rodeios ela perguntou:

  • Ele tentou colocar o pau no teu cu?
  • Não! – respondi assustado. Nem sabia que dava pra fazer isso.

Então, com uma objetividade assustadora, ela me asseverou:

  • Olha, se um rapaz como ele ou um homem enfiar o pau no teu cu, ele te rasga. Tu vai ter que ir pro hospital pra levar pontos e todo mundo vai saber que tu tava dando o cu . Tu nunca mais faz isso e nunca deixa que um homem enfie o pau no teu cu.

Esse conselho eu levei a sério até a minha adolescência, pois sabia que isso poderia acontecer mesmo.

Então ela completou: “quando teu pai souber o que tu fez, te prepara…” Me bateu um desespero tão grande que eu comecei a chorar apavorado. Aquela experiência que tinha sido tão incrível e prazerosa seria agora a minha perdição. Se meu pai não me matasse, ele me bateria tanto que eu nem sei como poderia terminar… Fiquei em pânico, pelo resto do dia não conseguia me concentrar em mais nada, apavorado com o momento que meu pai chegaria em casa. Será que ela ia mesmo contar pra ele?

Quando ele chegou, de tardinha, eu não sabia como agir, por causa do medo que me dominava e com receio que ele notasse algo no meu comportamento. Mas ele chegou normalmente, me tratou com naturalidade e até foi carinhoso comigo. Ele nem imaginava o que havia acontecido. Minha mãe, pelas costas dele, me fazia caras de censura e ameaça, me assustando e me deixando desconcertado.

Os dias se passaram  normalmente e me me dei conta que ela não ia contar nada para ele. Se ela contasse, ela também seria responsabilizada por me deixar sozinho para ser abusado, ela também estaria se expondo. Essa conclusão me dava um certo conforto, mas ela continuou usando esse acontecimento para me ameaçar e chantagear por muitos anos. Sempre que precisava me controlar ela relembrava do evento com meu primo para me coagir. 

A partir dali, sempre que nós íamos visitar algum parente ou conhecido, ela avisava: “teus primos (ou amiguinhos) vão estar lá, não apronta sem-vergonhice com eles. Seu fulano é meio tarado, não chega perto dele”. Ao mesmo tempo que me alertava, minha mãe atiçava minha libido, pois eu já sabia antecipadamente que haveria oportunidade de “fazer sem-vergonhice“ com outros meninos e meninas. Assim eu já ia passear bem taradinho, buscando e criando oportunidades para sairmos de perto dos adultos e aprontarmos alguma safadeza. Primos, primas, colegas, amiguinhos e até conhecidos esporádicos entravam no radar das obscenidades. Sempre por minha iniciativa, a gente fazia o que tinha chance, as vezes só mostrava as partes, as vezes se tocava, brincava de médico, mas o objetivo principal era “se comer”como a gente dizia, tanto faz se era com meninas ou com meninos, o importante era encaixar a piroquinha na rachinha ou no cuzinho, sem penetração, claro, só pra sentir aquela sensação deliciosa e quente. Algumas vezes, dependendo de quem estava envolvido, até dava coragem de lamber a bucetinha ou chupar a piroquinha dura de quem estava participando. Era uma emoção muito intensa poder fazer qualquer coisa. Tudo escondido, proibido, muito prazeroso.

Assim eu fui crescendo, sempre pensando obscenidades e em busca de momentos de safadezas. Aquele primeiro evento com meu primo, as ameaças e chantagens da minha mãe me renderam pesadelos por anos a fio. Sonhava que eu era flagrado no ato, meu pai vindo do trabalho, roda da bicicleta dele era gigante, ele era gigante. Quando ele chegasse ia ter morte. Eu ficava pendurado nunca corda de medo espessa, girava num redemoinho cada vez mais rápido. Me agarrava tão forte naquela corda que minhas unhas cravavam nela. Até que me acordava com o coração na boca. 

Por anos a fio esses pesadelos me atormentaram. Na adolescência eles diminuíram até sumir. Depois de adulto, durante uma febre, o sonho voltou, as aí ele ficou na minha memória e eu comecei a entender. Acabei compreendendo que era o meu inconsciente querendo superar aquele primeiro evento traumático. O flagra que minha mãe nos deu, a ameaça e as chantagens dela de contar para meu pai e a compreensão do que poderia acontecer se meu pai descobrisse tudo.

Por quase toda a minha vida aquele acontecimento ficou meio que esquecido. Foram os pesadelos que não me deixaram esquecê-lo e me fizeram compreender como tudo começou. Por muito tempo eu não considerei aquela vaga lembrança um abuso. Mas hoje, olhando para o todo, vejo que foi abuso sim. Não só por parte do meu primo, que era um adolescente tarado – como eu fui, só que nunca abusei de ninguém – mas principalmente por parte da minha mãe, que ao invés de me proteger, me aterrorizou e manipulou para que o segredo fosse sepultado e ela ainda tivesse uma arma de chantagem para me manter sob controle. Mas cada um só pode dar o que tem.

Eu cresci, sobrevivi, superei sozinho. Quando compreendi o ocorrido não me vitimizei, não me expus nem expus ninguém. Apenas me livrei do fardo e fui em frente. Hoje, já na maturidade, ainda tenho minha libido bastante exacerbada, mas esse é o meu normal, sempre fui assim. 

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Escrito por taradocompleto

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