Eu confesso que no terceiro ano do segundo grau eu fui difamada e assediada no colégio onde eu estudava. Tudo começou com um mal entendido com meu professor de matemática, quando eu disse uma coisa a ele sem perceber que tinha duplo sentido. Ele pensou que eu estava dando em cima dele, querendo transar com ele, mas eu não estava. Então, ele começou a falar mal de mim pelas costas para os outros professores e alunos, e eu com 17 anos, estava sem entender nada. Só sei que nas semanas seguintes dois professores me assediaram sexualmente (um de cada vez), um deles me passou uma cantada e o outro já chegou piscando pra mim e tentando me agarrar e me beijar, como se eu fosse uma prostituta. Eu me afastei, mas fiquei sem ação e não contei nada pra ninguém pois estava morrendo de vergonha. Também fui assediada por dois alunos em dias diferentes, que ficaram esfregando o pinto do meu lado e agarrando e apertando, e um deles até tentou me beijar em seguida. Fiquei super sem jeito, com muita vergonha e me sentindo ofendida, e a única coisa que pude fazer foi mudar rapidamente de lugar na sala. Dessa vez, contei para a minha mãe e ela me disse para falar com a orientadora educacional, que não acreditou em nada e disse para a minha mãe que eu era “fantasiosa”. Nas semanas seguintes a coisa piorou ainda mais. O professor de matemática que estava falando mal de mim pelas costas começou a me humilhar e ridicularizar na frente dos alunos da minha sala, como se eu fosse uma prostituta, fazendo piadas sobre sexo anal enquanto olhava pra mim. Aquele nojento chegou a me oferecer sexualmente para os outros professores (fiquei sabendo depois). Os alunos da minha sala não queriam mais que eu sentasse perto deles, falavam de mim pelas costas, riam de mim, me tratavam pior do que uma cadela vira latas. Algumas professoras insinuavam que eu não estava indo para a escola para estudar, mas para outra coisa. E o pior de tudo é que eu não tinha feito nada, tudo começou com um mal entendido. Quando a situação se tornou insustentável, fui falar com o professor de matemática que começou com aquilo tudo, para tentar esclarecer o mal entendido. Mas ele foi extremamente hostil, insinuou que eu dava pra todo mundo e disse que ia me ignorar. Não aguentei mais e mudei de colégio no meio do terceiro ano, correndo o risco de perder matéria e não passar no vestibular. Eu fiquei com depressão por causa do que tinha passado, e cheguei a pensar em me atirar no mar. Só que em seguida passei no vestibular em um curso muito concorrido numa universidade bem conceituada, e consegui me recuperar da depressão. Mas encontrei na faculdade algumas pessoas que estudarem comigo no terceiro ano e a difamação continuou, não sei como eu aguentei. E o que me revolta mais ainda é que eu sou inocente, não fiz nada do que disseram, mas quem se importa com isso?

