Fui estuprada há 12 anos e até hoje não superei, odeio a minha família e principalmente a mim, já tentei me matar várias vezes, mesmo conhecendo a Deus e acreditando que vou para o inferno se fizer isso. Por muito tempo me auto mutilei (era isso ou me matar), as vezes ainda faço (raramente). A depressão acabou com minha vida, eu sempre pensei que não conseguiria viver por tanto tempo. Vivo altos e baixos, meses feliz e dias de escuridão que são despertados por coisas banais. As vezes acho que gosto de sofrer, afinal já passei mais tempo em depressão que sendo eu mesma (tenho 22 anos). Não gosto dos meus pais do mesmo jeito desde o ocorrido, tenho raiva do meu pai por elr não ter espancado o degraçado que fez isso comigo, ao mesmo tempo que não gostaria de ver meu pai preso. Odeio minha mãe por querer que eu supere, por esperar que eu seja sempre feliz e me preucupe mais com ela e sua saúde (ela quer receber atenção e ser amada, mas como poço amar alguém que não me protegeu, afinal eu não amo nem a mim). Acho que devo gostar muito de viver triste, porque as vezes procuro motivo pra chorar. Mastem horas que tenho que me forçar a chorar, porque parece que vou esplodir. Pra piorar ainda tem essa sociedade egoista que me quer submissa, alegre, magra, bonita e cordial com todos a minha volta. Não suporto essas pessoas que querem que eu me importe com elas, quando não olham pra nada além do próprio umbigo. Prefiro ficar sozinha ater que respirar o mesmo ar que essas pessoas. Prefiro ficar sozinha por ter medo que uma piadinha me deixe triste em umnlugar publico e eu desabe ali mesmo, enquanto as pessoas me apontam por ser fracassada, idiota, sem força de vontade, um nada, que não serve nem pra acabar com a propria vida, um ser desprezível que vive as custas dos pais, um estorvo. Odeio o cara que me violentou, adoraria que ele morece agonizando, mas me odeio ainda mais por qurer que aquele merda morra, me odeio por odiar mais a mim do que a ele, me odeio por não ter conseguido gritar enquanto ele me tocava, me odeio por não ter dito a ninguém a primeira vez que ele passou a mão no meu corpob me odeio por ter sido uma criança burra que não percebeu que ele gostava que eu sentasse no colo dele, me odeio por ter aceitado cada chocolate que ele me deu, me odeio por não ter entendido o que ele estava fazendo, odeio cada memoria da minha infancia que aquele monstro estragou. Me odeio por as vezes querer superar isso, me odeio por ainda não ter superado e viver me lamentando. Me odeio por não contado a minha mãe quando ele se masturbou na minha frente a primeira vez, é engraçado como eu com 8 anos não fazia minima ideia doque estava vendo e passei anos sem entender o que tinha acontecido, enquanto hoje há meninas de 8 anos gravidas, por livre e espontânea vontade.

