Sou pobre, logo, nessa crise, nenhuma empresa ou estabelecimento comercial quis me contratar, e, para me sustentar, fui obrigada a me submeter as humilhações dos meus tios ricos, que por dó e pena me contrataram para ser empregada doméstica.
Para chegar a casa deles, tenho que acordar as 4:30h, ir ao metrô, linha vermelha (dos desfavorecidos economicamente), e fazer baldeação na linha azul (classe média) e na linha verde (dos bairros dos ricos).
Numa noite, depois de limpar parte da mansão dos meus tios, decidi ir embora mais cedo, no horário de pico do metrô, às 18:00, no entanto, as estações estavam mais infernais do que de costume.
Na linha vermelha, estação Sé, escutuva o meu iPhone da 25 de março, réplica do original, que ganhei do meu vizinho, por tê-lo ajudado a matar todos os ratos da residência dele. A estação estava lotada, não só por causa do horário de pico, mas também por causa de acidente de um ônibus, cujo qual alguns passageiros comentavam.
Dentro do vagão estava sem espaço e fui amassada, num momento, um homem lindo, trajado de terno, se esfregou em mim. Gostei da atitude dele e nos relacionamos. Ninguém notou, até mesmo porque não conseguia mexer os olhos de tão cheio que estava o vagão.
Depois do ato, continuei a minha vida normalmente, mas, depois de dois meses, notei que minha menstruação estava atrasada, comprei um teste de gravidez e descobri que estou grávida.
Estou perdida e não sei o que fazer

