Bem, eu nunca contei essa história para ninguém, nem mesmo para meus familiares ou amigos. Mas acho que preciso desabafar.
Carrego isto desde meus 5 anos de idade, que foi quando tudo aconteceu.
Meu irmão é 10 anos mais velho que eu, ou seja, ele tinha 15 anos quando o "ato" foi praticado.
Eu estava na minha casa e meus pais haviam saído para jantar, pois era a noite. Meu irmão, aquele cafajeste, falou que eu não precisava ir pois ele tomaria conta de mim. E que eu nunca esqueceria aquela noite de tão divertida que seria, e de fato, nunca esqueci isto, mas não foi por ser divertida, e sim por ser nojento e horrível. Sem dúvida a pior experiência que já tive.
Enfim, meus pais saíram e eu perguntei na maior inocência o que eu e meu irmão faríamos, ele falou para mim que iriamos tomar um bom banho na banheira. Por sermos irmãos, eu não vi mal nisso, apenas achei um pouco estranho o modo no qual ele pronunciou a frase. Entramos no banheiro e ele mandou eu ficar nua, ele também tirou sua roupa e entramos na banheira. Estava tudo normal até que ele me atacou, colocou a mão na minha boca e pegou uma tesoura que estava no lavatório, e falou que se eu falasse qualquer coisa, ele enfiaria quela tesoura na minha garganta. Eu fiquei desesperada, mas por não querer morrer, não gritei, fiquei quietinha sem poder me opor a aquele ato sujo!
Ele vestiu suas roupas e saiu, me deixou naquela banheira aos prantos. Eu olhei para a banheira e vi um liquido vermelho, comecei a me desesperar mais e mais e depois berrei chamando meu pai e minha mãe, mesmo sabendo que eles não ouviriam. Meu irmão chegou correndo, pegou a tesoura e a enfiou sem dó nem piedade no meu braço, por sorte, foi apenas um corte, nada que me mataria. Mas foi um corte profundo. Meu irmão falou que se eu gritasse de novo, aconteceria muito pior.
Ele pegou todas as suas coisas e disse que se eu falasse o que aconteceu para alguém, ele viria atrás de mim.
Por medo, me isolei de tudo e de todos e falei aos meus pais que eu fiz aquele corte sem querer. Meu irmão deixou um bilhete dizendo que foi viver sua vida.
E desde então, nunca mais vi ou ouvi falar do meu irmão, mas mesmo assim, nunca falei a ninguém sobre o que ele fez comigo.

